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Liturgia de 18 de maio de 2018

SEXTA FEIRA DA VII SEMANA DA PÁSCOA
(branco, pref. da Ascensão - ofício do dia)

 

Antífona da entrada

- Cristo nos amou e nos lavou dos pecados com seu sangue, e fez de nós um reino e sacerdotes para Deus, seu Pai, aleluia! (Ap 1,5)

- Oração do dia

- Ó Deus, pela glorificação de Cristo e pela iluminação do Espírito Santo, abristes para nós as portas da vida eterna. Fazei que, participando de tão grandes bens, nos tornemos mais dedicados a vosso serviço e cresçamos constantemente na fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: At 25, 13-21


- Leitura dos Atos dos Apóstolos - Naqueles dias, 13 o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesaréia e foram cumprimentar festo. 14Como ficassem alguns dias aí, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: “Está aqui um homem que Félix deixou como prisioneiro. 15Quando eu estive em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram acusações contra ele e pediram-me que o condenasse. 16Mas eu lhes respondi que os romanos não costumam entregar um homem antes que o acusado tenha sido confrontado com os acusadores e possa defender-se da acusação. 17Eles vieram para cá e, no dia seguinte, sem demora, sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem. 18Seus acusadores compareceram diante dele, mas não trouxeram nenhuma acusação de crimes de que eu pudesse suspeitar. 19Tinham somente certas questões sobre a sua própria religião e a respeito de um certo Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo. 20Eu não sabia o que fazer para averiguar o assunto. Perguntei então a Paulo se ele preferia ir a Jerusalém, para ser julgado lá. 21Mas Paulo fez uma apelação para que a sua causa fosse reservada ao juízo do Augusto Imperador. Então ordenei que ficasse preso até que eu pudesse enviá-lo a César.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 103, 1-2.11-12.19-20ab (R: 19a)

- O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

R: O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

 

- Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

R: O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

 

- Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.

R: O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

 

- O Senhor pôs o seu trono lá nos céus, e abrange o mundo inteiro seu reinado. Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos, valorosos que cumpris as suas ordens.

R: O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

Aclamação ao santo Evangelho.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- O Espírito Santo, o paráclito, haverá de lembrar-vos de tudo o que tenho falado (Jo 14,26).

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 21, 15-19


- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

- Glória a vós, Senhor!

- Jesus manifestou-se a seus discípulos e, 15depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 16Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 17Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. 19Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: Segue-me!

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!



Liturgia comentada
Tu me amas? (Jo 21,15-19)

Por três vezes, Jesus faz a Pedro uma pergunta direta, incômoda pergunta, pois, antes da Paixão, o Apóstolo acabara de negar por três vezes que fosse um dos seguidores do Mestre. No entanto, a resposta de Pedro é afirmativa: “Tu sabes que te amo!”

Mas existe no texto um pormenor que nossas traduções costumam ocultar. Nas duas primeiras vezes, quando Jesus faz aquela pergunta, usa o verbo “dilígere” (traduzindo o grego original do Evangelho: agapãs). Na resposta, Pedro usa outro verbo: “amare” (que traduz o grego philô). É como se nós tivéssemos este diálogo: - Tu me amas de amor? – Sim, eu te amo de amigo.

O verbo empregado na pergunta é muito mais exigente, exprime um amor mais elevado, um amor de adoração, como o que se dirige a Deus. O verbo da resposta é menos exigente, expressa uma afeição de simpatia e de amizade. Mas, na terceira vez, Pedro chega a chorar... Para sua surpresa, desta vez o Mestre abandonara o verbo mais exigente e, baixando o nível, fez a pergunta com o mesmo verbo que Pedro vinha empregando: “Tu me amas de amizade?”

Deus é assim. Ele está pronto a aceitar o limitado amor que, no momento, podemos manifestar. Deus sabe que sempre podemos crescer no amor, dia após dia, até chegar às impensáveis alturas do martírio. Ora, foi exatamente assim com Pedro. Mais tarde, o apóstolo seria encontrado em Roma, crucificado como o Mestre, agora capaz de responder: “Sim, Senhor, eu te amo de adoração!”

Quanto a nós, o mais importante é considerar que Jesus, a cada resposta de Pedro, insistia sempre no mesmo ponto: “Apascenta os meus cordeiros! Apascenta as minhas ovelhas!” Entendo que Jesus queria dizer ao apóstolo: “Ah! É assim? Tu me amas? Então prova-me isto, cuidando daqueles que são meus! Seja um bom pastor. Quem me ama, pastoreia!”

Pais gerando filhos, professores educando alunos, catequistas instruindo seus pequenos, médicos cuidando dos pacientes, patrões zelando por seus empregados, sacerdotes orientando os fiéis para Cristo – todos eles estão respondendo à pergunta de Jesus: “Tu me amas?”

E você? Ama a Jesus?

Orai sem cessar: “Eis-me aqui, Jesus, para cuidar de teu rebanho!”
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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