L Liturgia

Liturgia de 16 de junho de 2018

SABADO DA X SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde - ofício do dia)

 

Antífona da entrada

- O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem poderia eu temer? O Senhor é o baluarte de minha vida, perante quem tremerei? Meus opressores e inimigos são eles que vacilam e sucumbem (Sl 26,1)

Oração do dia

- Ó Deus, fonte de todo bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: 1 Rs, 19,19-21


- Leitura do Primeiro Livro dos Reis: Naqueles dias, 19o profeta Elias partiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando a terra com doze juntas de bois; e ele mesmo conduzia a última. Elias, ao passar perto de Eliseu, lançou sobre ele o seu manto. 20Então Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias, dizendo: “Deixa-me primeiro ir beijar meu pai e minha mãe, depois te seguirei”. Elias respondeu: “Vai e volta! Pois que te fiz eu?” 21Ele retirou-se, tomou a junta de bois e os imolou. Com a madeira do arado e da canga assou a carne e deu de comer à sua gente. Depois levantou-se, seguiu Elias e pôs-se a seu serviço.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 16,1-2a.5.7.10 (R: 5a)

- O Senhor é a porção da minha herança.

R: O Senhor é a porção da minha herança.


- Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos!”

R: O Senhor é a porção da minha herança.


- Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.

R: O Senhor é a porção da minha herança.


- Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a cor­rupção.

R: O Senhor é a porção da minha herança.

Aclamação ao santo Evangelho.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Inclinai meu coração às vossas advertências e dai-me vossa lei com um presente vantajoso! (Sl 118,36.29).

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 5, 33-37


 - O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

- Glória a vós, Senhor!

- Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 33“Vós ou­vistes o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso, mas cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. 36Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. 37Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

Liturgia comentada
Sim, sim, não, não... (Mt 5,33-37)

Vivemos em tempo de mentira. Os réus comparecem diante de CPIs e comissões de investigação previamente protegidos com autorizações judiciais para não dar respostas às perguntas que viessem a incriminá-los. Policiais falsificam provas para incriminar inocentes. Juízes venais decidem os processos em favor daqueles que os compraram com dinheiro e vantagens materiais. Fabricantes envolvem seus produtos com rótulos mentirosos, pondo em risco a saúde dos consumidores.

Mesmo no âmbito familiar, as coisas não são melhores. O juramento de fidelidade – na saúde e na doença... – proferido na celebração do matrimônio pode não durar uma estação. Logo surgem motivos considerados suficientes para romper o compromisso. As juras de amor revelam-se apenas propaganda enganosa. Rasga-se o compromisso, rasgam-se os corações dos filhos...

Ora, é o demônio o “pai da mentira”, afirma a Escritura (Jo 8,44). Mentiroso desde o início, ele mascara a verdade, semeia a desconfiança em relação a Deus, infiltra a discórdia no coração dos homens, sugere a trapaça como ferramenta de lucro e de sucesso. Quem adere à mentira se faz seu escravo.

O primeiro sinal de corrupção moral se manifesta pela mentira. Ainda que naquele tempo os juramentos fossem vistos como algo sagrado e o falso testemunho punido com a mesma pena que caberia ao réu inocente (cf. Dt 19,15ss), o Antigo Testamento registra casos escandalosos, como as acusações falsas contra Susana (cf. Dn 13). Até o Rei Davi tenta esconder seu pecado com mentiras.

No Novo Testamento, a fraude e a mentira de Ananias e Safira acabam punidas com a morte (At 5). O ensinamento moral dos apóstolos insiste no dever de buscar a verdade como distintivo do cristão. Nas palavras de Paulo, “tendo vós rompido com a mentira, que cada um diga a verdade ao seu próximo, pois somos membros uns dos outros”. (Ef 4,25)

Mas a maior de todas as mentiras, ensina São João, consiste em negar a divindade de Jesus Cristo: “Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho.” (1Jo 2,22)

Arrastados diante dos diante dos tribunais, ameaçados e torturados, os apóstolos e seus sucessores preferiram perder a vida a negar a verdade sobre Cristo. Ao longo dos séculos, uma admirável legião de mártires permanece firme diante da opressão do Estado pagão e atesta – com seu sangue – que Jesus Cristo é o Senhor.

Nossa vida dá testemunho da verdade?

Orai sem cessar: “Senhor, tua lei é a verdade!” (Sl 119,142)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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