L Liturgia

Liturgia de 22 de junho de 2018

SEXTA FEIRA – XI SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde - Ofício do dia)

Antífona da entrada

- Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de mim e atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus, meu salvador!  (Sl 26,7.9)

Oração do dia

 

- Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao meu apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: 2Rs 11,1-4.9-18.20

 

- Leitura do Segundo Livro dos Reis: Naqueles dias, 1quando A­tália, mãe de Ocozias, soube que o filho estava morto, pôs-se a exterminar toda a família real. 2Mas Josaba, filha do rei Jorão e irmã de Ocozias, raptou o filho dele, Joás, do meio dos filhos do rei, que iriam ser massacrados, e colocou-o, com sua ama, no quarto de dormir. Assim, escondeu-o de Atália e ele não foi morto. 3E ele ficou seis anos com ela, escondido no templo do Senhor, enquanto Atália reinava no país. 4No sétimo ano, Joiada mandou chamar os centuriões dos que­reteus e da escolta, e introduziu-os consigo no templo do Senhor. Fez com eles um contrato, mandou que prestassem juramento no templo do Senhor e mostrou-lhes o filho do rei. 9Os centuriões fizeram tudo o que o sacerdote Joiada lhes tinha ordenado. Cada um reuniu seus homens, tanto os que entravam de serviço no sábado, como os que saíam. Vieram para junto do sacerdote Joiada, 10e este entregou aos centuriões as lanças e os escudos de Davi, que estavam no templo do Senhor.  11Em seguida, os homens da escolta, de armas na mão, tomaram posição a partir do lado direito do templo até o esquerdo, entre o altar e o templo, em torno do rei. 12Então Joiada apresentou o filho do rei, cingiu-o com o diadema e entregou-lhe o documento da Aliança. E proclamaram-no rei, deram-lhe a unção e, batendo palmas, aclamaram: “Viva o rei!” 13Ouvindo os gritos do povo, Atália veio em direção da multidão no templo do Senhor. 14Quando viu o rei de pé sobre o estrado, segundo o costume, os chefes e os trombeteiros do rei junto dele, e todo o povo do país exultando de alegria e tocando as trombetas, Atália rasgou suas vestes e bradou: “Traição! Traição!” 15Então o sacerdote Joiada ordenou aos centuriões que comandavam a tropa: “Levai-a para fora do recinto do templo e, se alguém a seguir, seja morto à espada”. Pois o sacerdote havia dito: “Não seja morta dentro do templo do Senhor”.  16Agarraram-na e levaram-na aos empurrões pelo caminho da porta dos Cavalos até o palácio, e ali foi morta. 17Em seguida, Joiada fez uma aliança entre o Senhor, o rei e o povo, pela qual este se comprometia a ser o povo do Senhor. Fez também uma aliança entre o rei e o povo. 18Todo o povo do país dirigiu-se depois ao Templo de Baal e demoliu-o. Destruíram totalmente os altares e as imagens e mataram Matã, sacerdote de Baal, diante dos altares. E o sacerdote Joiada pôs guardas na casa do Senhor. 20Todo o povo do país o festejou e a cidade manteve-se calma.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 132,11.12.13-14.17-18 (R: 13)

 

- O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

R: O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.


- O Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará: “Um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em teu lugar”!

R: O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.


- Se teus filhos conservarem minha Aliança e os preceitos que lhes dei a conhecer, os filhos deles igualmente hão de sentar-se eternamente sobre o trono que te dei!”

R: O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.


- Pois o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua morada: “Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui: este é o lugar que preferi!”

R: O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.


- “De Davi farei brotar um forte Herdeiro, acenderei ao meu Ungido uma lâmpada. Cobrirei de confusão seus inimigos, mas sobre ele brilhará minha coroa!”

R: O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus  (Mt 5,3) 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 6,19-23

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

- Glória a vós, Senhor!   

 

- Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 19“Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. 20Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. 21Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 22O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23Se o teu olho está doente, todo o teu corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!   

 

Liturgia comentada
A traça e a ferrugem... (Mt 6,19-23)

No “Google” imagens, vejo uma série de fotografias do navio “Titanic” no fundo do mar. O espetáculo impressiona: corrimões roídos pela água salgada, fileiras de porcelana fina, garfos com os dentes quebrados, garrafas de vinho ainda arrolhadas, uma hélice atacada pela corrosão, um pedaço de âncora...

Estas imagens falam por si. Remetem a sonhos e ilusões, símbolos de poder e de riqueza, ao lado da falência de nossa arrogância e de nossas seguranças. Estas imagens entoam uma ode à ruína humana. No fundo do abismo, o alegre salão de festas transformou-se em túmulo frio.

No Evangelho de hoje, Jesus vem contrastar os tesouros do céu e os tesouros da terra. Estes valores terrenos, pelos quais tantos dedicam laboriosamente todo o esforço e toda a vida, têm como sua marca natural a efemeridade: eles não duram. Para acentuar a ilusão de posse que nos ronda, Jesus cita três agentes dos quais ninguém consegue escapar: a traça, a ferrugem e os ladrões.

Não quer dizer que os “bens” materiais não tenham valor. O que está em questão é o risco iminente de ter o coração apegado a eles e, em consequência, tornar os olhos da alma velados para os valores eternos. A relação do homem com os “bens” torna-se uma relação de serviço, semelhante à relação do súdito com seu imperador.

Ora, a adesão plena a um “patrão” deste planeta – seja ele o dinheiro, a fama ou o poder - torna a alma incapaz de servir livremente a Deus. A frase que ilumina todo o contexto é de fato radical: “Ninguém pode ser vir a dois senhores”. (Mt 6,24) A opção por um deles implica a rejeição do outro. Não outra escolha: ódio ou amor!

Por isso mesmo, a alguém que pretendia segui-lo, Jesus advertiu: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. (Mt 19,21) Esta frase de Jesus está na origem dos chamados “conselhos evangélicos”, que se concretizam, para os consagrados, nos votos de pobreza, castidade e obediência.

Qual seria o sentido desse “despojamento” voluntário? Sem dúvida, a liberdade. A experiência vivida por Francisco de Assis e proposta aos seus seguidores era, acima de tudo, um convite àquele alto grau de liberdade que torna possível o serviço incondicional ao Senhor de todos os senhores.

E o apóstolo João arremata: “O mundo passa, e também a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. (1Jo 2,17)

Francisco, Teresa, Hélder... Eles escolheram bem...

Orai sem cessar: “Senhor, fora de ti não tenho bem algum!” (Sl 16,2)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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