L Liturgia

Liturgia de 23 de junho de 2018

SABADO – XI SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde - Ofício do dia)

Antífona da entrada

 

- Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de mim e atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus, meu salvador!  (Sl 26,7.9)

Oração do dia

 

- Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao meu apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: 2Cr 24,17-25

 

- Leitura do Segundo Livro das Crônicas: 17Depois da morte de Joiada, os chefes de Judá vieram prostrar-se diante do rei Joás, que, atraído por suas lisonjas, se deixou levar por eles. 18Os chefes de Judá abandonaram o templo do Senhor, o Deus de seus pais, e prestaram culto a troncos sagrados e a imagens esculpidas, atraindo a ira divina sobre Judá e Jerusalém por causa desse crime. 19O Senhor mandou-lhes profetas para que se convertessem a ele. Porém, por mais que estes protestassem, não lhe queriam dar ouvidos. 20Então o espírito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do sacerdote Joiada, e ele apresentou-se ao povo e disse: “Assim fala Deus: Por que transgredis os preceitos do Senhor? Isto não vos será de nenhum proveito. Porque abandonastes o Senhor, ele também vos abandonará”. 21Eles, porém, conspiraram contra Zacarias e mataram-no a pedradas por ordem do rei, no pátio do templo do Senhor. 22O rei Joás não se lembrou do bem que Joiada, pai do profeta, lhe tinha feito, e matou o seu filho. Zacarias, ao morrer, disse: “Que o Senhor veja e faça justiça!” 23Ao cabo de um ano, o exército da Síria marchou contra Joás, invadiu Judá e Jerusalém, massacrou os chefes do povo, e enviou toda a presa de guerra ao rei de Damasco. 24Na verdade, o exército da Síria veio com poucos homens, mas o Senhor entregou nas mãos deles um exército enorme, porque Judá tinha abandonado o Senhor, o Deus de seus pais. Assim, os sírios fizeram justiça contra Joás. 25Quando eles se retiraram, deixando-o gravemente enfermo, seus homens conspiraram contra ele, para vingar o filho do sacerdote Joiada, e mataram-no em seu leito. Ele morreu e foi sepultado na cidade de Davi, mas não no sepulcro dos reis.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 89,4-5.29-30.31-32.33-34 (R: 29a)

 

- Guardarei eternamente para ele a minha graça!

R: Guardarei eternamente para ele a minha graça!


- “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor: Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”

R: Guardarei eternamente para ele a minha graça!


- Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel. “Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência, e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar”.

R: Guardarei eternamente para ele a minha graça!


- “Se seus filhos, porventura, abandonarem minha lei e deixarem de andar pelos caminhos da Aliança; se, pecando, violarem minhas justas prescrições e se não obedecerem aos meus santos mandamentos.”

R: Guardarei eternamente para ele a minha graça!


- Eu então, castigarei os seus crimes com a vara, com açoites e flagelos punirei as suas culpas. Mas não hei de retirar-lhes minha graça e meu favor e nem hei de renegar o juramento que lhes fiz.

R: Guardarei eternamente para ele a minha graça!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos mediante sua pobreza (2Cor 8,9) 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 6,24-34

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

- Glória a vós, Senhor!   

 

- Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24“Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. 25Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? 27Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? 28E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé? 31Portanto, não vos preocupeis, dizendo: Que vamos comer? Que vamos beber? Como vamos nos vestir? 32Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!   

 

Liturgia comentada
Em primeiro lugar o Reino de Deus! (Mt 6,24-34)

Tempos inquietos os nossos! Tensão, stress, ansiedade em uma vida toda orientada para ganhar o pão e as seguranças materiais. Com os olhos presos à cidade dos homens, ficamos cegos à cidade de Deus. Jesus quer orientar-nos em outra direção: viver serenos nas mãos do Pai do céu. Eis o comentário de Isaac, o Sírio:

“Nada a peça a Deus daquilo que ele mesmo deseja nos dar sem que o precisemos pedir”. Ele o dá não somente a nós, seus fiéis, mas também aos que são estranhos ao seu conhecimento. ‘Não sejam, diz o Senhor, como os pagãos que tagarelam quando rezam. São os pagãos que procuram pelas coisas do corpo. Quanto a vós, não vos inquieteis com o que haveis de comer, nem com o que bebereis, nem com o que vos vestireis. Vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade destas coisas’.

Já não é pão que o filho pede a seu pai, mas dele espera aquilo que há de maior e mais elevado em sua casa. Foi por causa da fraqueza da inteligência humana que o Senhor nos prescreveu pedir o pão quotidiano, mas tende em conta o que ele ordenou àqueles cujo conhecimento é perfeito e cuja alma é sã. ‘Não vos inquieteis - diz ele - com o alimento e as vestes.’ Se ele vela sobre os animais irracionais e sobre os pássaros, e sobre todos os seres que não têm alma, quanto mais ele há de velar sobre nós? ‘Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.’

Se pediste algo a Des e ele tarda a atender, não te aflijas. Não és mais sábio que Deus. Ou isso te acontece por seres indigno de obter o que pedes, ou porque os caminhos de teu coração não vão no sentido de tua prece, mas em sentido oposto; ou porque ainda não chegaste ao ponto em que podes receber a graça solicitada.

Não devemos desejar antes do tempo aquilo que nos ultrapassa, a fim de não tornar inútil a graça de Deus, recebendo-a depressa demais. Tudo que é recebido com facilidade pode ser perdido rapidamente. Mas tudo se guarda com atenção se é obtido quando o coração está sofrendo.

Tem sede de Cristo, a fim de que ele te embriague com seu amor. Fecha teus olhos diante das delícias desta vida, para que Deus faça reinar sua paz em teu coração. Abstém-te das coisas que teus olhos veem, a fim de ser digno da alegria espiritual. Se tuas obras não agradam a Deus, não lhe peças para ver as coisas de sua glória, para não seres como alguém que tenta a Deus.

Ama a humildade em todas as tuas obras, a fim de seres libertado das armadilhas ocultas que sempre são encontradas ao sair do caminho dos humildes.”

Orai sem cessar: “Ensina-me, Senhor, o teu caminho!” (Sl 27,11)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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