L Liturgia

Liturgia de 25 de junho de 2018

SEGUNDA FEIRA  DA XII SEMANA COMUM
(verde, ofício do dia)

Antífona da entrada

 

- O Senhor é a força do seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos.  (Sl 27.8)

Oração do dia

 

- Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: 2Rs 17,5-8.13-15.18

 

- Leitura do Segundo Livro dos Reis: Naqueles dias, 5Salmanasar, rei da Assíria, invadiu todo o país. E, chegando a Samaria, sitiou-a durante três anos.
6No nono ano de Oséias, o rei da Assíria tomou Samaria e deportou os habitantes de Israel para a Assíria, estabelecendo-os em Hala e nas margens do Habor, rio de Gozã, e nas cidades da Média. 7Isto aconteceu porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito, libertando-os da opressão do Faraó, rei do Egito, porque tinham adorado outros deuses.  8Eles seguiram os costumes dos povos que o Senhor havia expulsado de diante deles, e as leis introduzidas pelos reis de Israel. 13O Senhor tinha advertido seriamente Israel e Judá por meio de todos os profetas e videntes, dizendo: “Voltai dos vossos maus caminhos e observai meus mandamentos e preceitos, conforme todas as leis que prescrevi a vossos pais e que vos comuniquei por intermédio de meus servos, os profetas”. 14Eles, porém, não prestaram ouvidos, mostrando-se tão obstinados quanto seus pais, que não tinham acreditado no Senhor, seu Deus. 15aDesprezaram as suas leis e a aliança que tinham feito com seus pais, e os testemunhos com que os havia garantido. 18O Senhor indignou-se profundamente contra os filhos de Israel e rejeitou-os para longe da sua face, restando apenas a tribo de Judá.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 60,3.4-5.11-12a.12b-13 (R: 7b)

 

- Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!

R: Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!


- Rejeitastes, ó Deus, vosso povo e arrasastes as nossas fileiras; vós estáveis irado: voltai-vos!

R: Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!


- Abalastes, partistes a terra, reparai suas brechas, pois treme. Duramente provastes o povo, e um vinho atordoante nos destes.

R: Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!


- Quem me leva à cidade segura, e a Edom quem me vai conduzir, se vós, Deus, rejeitais vosso povo e não mais conduzis nossas tropas?

R: Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!


- Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia; nada vale o socorro dos homens! Mas com Deus nós faremos proezas, e ele vai esmagar o opressor.

R: Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- A palavra do Senhor é viva e eficaz; ela julga os pensamentos e as intenções do coração (Hb 4,12).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 7,1-5

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

- Glória a vós, Senhor!   

 

- Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1Não jul­gueis, e não sereis julgados. 2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que me­dirdes. 3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!   

 

Liturgia comentada
E não sereis julgados... (Mt 7,1-5)

O operário se distrai um instante, e a prensa amassa sua mão. O motorista se distrai um segundo, e eis o acidente mortal. Mas a mais grave das distrações que podemos cometer é perder de vista que um julgamento nos espera. Aliás, isto está registrado entre os mistérios de fé que proclamamos ao rezar o Símbolo dos Apóstolos, quando afirmamos crer que “Jesus há de vir para julgar os vivos e os mortos”.

Na Carta aos Hebreus, o autor sagrado nos recorda: “Está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”. (Hb 9,27) Juízo e julgamento são sinônimos: significa estar diante de um Juiz que tem poderes para nos libertar ou condenar após examinar nossas ações. Mesmo deixando de lado a antiga Sequência da Missa de Defuntos, que falava em um “dia de ira”, a certeza do juízo deve orientar nossos passos.

O absurdo cresce quando, esquecidos de que seremos réus ao fim de nossa vida, dedicamos nosso tempo a julgar os outros. Na linguagem do Mestre de Nazaré, “apontamos para a palhazinha no olho do próximo, mas nos esquecemos da trave em nosso próprio olho”. Jesus gostava de usar contrastes, acentuando-lhes os traços. Neste caso, ele contrasta um pequeno cisco e uma enorme peça de madeira. E quanto maior a nossa “trave”, tanto menos teremos noção de nossos próprios erros e pecados, ao mesmo tempo que amplificamos as falhas dos outros.

Aquele que julga o próximo e se reveste da toga de juiz, acredita ser instrumento da justiça. Ocorre que, ao julgar, ele usurpa um privilégio do próprio Cristo, pois cabe ao Senhor julgar os vivos e os mortos (cf. Mt 25,31-33). Nesta passagem, o “julgamento” é uma separação. Por isso mesmo, a espada que separa tem sido usada como símbolo da justiça. Ovelhas de um lado, cabritos do outro; uns irão para o Reino do Pai, outros para o fogo eterno.

Nesta passagem de Mt 7, Jesus nos alerta: “Não julgueis!” E explica: seremos julgados com a mesma medida com que julgamos os demais: rigor com rigor, misericórdia com misericórdia. O grande erro de fundo consiste em ignorar que nós mesmos – desde que o Filho de Deus se encarnou, sofreu e morreu por nós – fomos objetos de uma misericórdia infinita: “quando éramos pecadores, Cristo morreu por nós” (Rm 5,8).

Se eu acuso a palha de meu irmão enquanto tenho uma trave no meu olho, sou hipócrita. Mas se acaso estou vendo claro, sem sombras e distorções, é porque a trave já me foi tirada pela Graça de Deus e, neste caso, devo usar da mesma misericórdia que recebi quando notar a palhazinha de meu irmão.

O contínuo desfile de criminosos no noticiário da TV não nos deve levar ao esquecimento de nossos próprios erros. Como dizia um santo: “Eu também seria capaz disso...”

Orai sem cessar: “Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe!” (Sl 67,1)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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