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Liturgia de 17 de julho de 2018

TERÇA FEIRA – BEATO INÁCIO DE AZEVEDO – PRESBÍTERO E MÁRTIR
(vermelho, pref. comum ou dos mártires – ofício da memória)

Antífona da entrada

 

- Ao nome de Jesus todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos; e toda língua proclame, para glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor! (Fl 2,10).

 

Oração do dia

 

- Ó Deus, que escolhestes Inácio de Azevedo e seus trinta e nove companheiros para regarem com seu sangue as primeiras sementes do evangelho lançadas na terra de Santa Cruz, concedei-nos professar constantemente, para vossa maior glória, a fé que recebemos de nossos antepassados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Is 7,1-9

 

- Leitura do Livro do Profeta Isaías: 1No tempo de Acaz, filho de Joatão, filho de Ozias, rei de Judá, aconteceu que Rason, rei da Síria, e Facéia, filho de Romelias, rei de Israel, puseram-se em marcha para atacar Jerusalém, mas não conseguiram conquistá-la. 2Foi dada a notícia à casa de Davi: “Os homens da Síria estão acampados em Efraim”. Tremeu o coração do rei e de todo o povo, como as árvores da floresta diante do vento. 3Então disse o Senhor a Isaías: “Vai ao encontro de Acaz com teu filho Sear-Iasub (isto é, ‘um resto voltará’) até a ponta do canal, na piscina superior, na direção da estrada do Campo dos pisadores; 4e dirás ao rei: Procura estar calmo; não temas nem estremeça o teu coração por causa desses dois pedaços de tição fumegantes, diante da ira furiosa de Rason e da Síria, e do filho de Romelias, 5por terem a Síria, Efraim e o filho de Romelias conjurado contra ti, dizendo: 6‘Vamos atacar Judá, enchê-lo de medo e conquistá-lo para nós, e nomear novo rei, o filho de Tabeel’. 7Isto diz o Senhor Deus: ‘Este plano fracassará, nada disso se realizará! 8Que seja Damasco a capital da Síria e Rason o chefe de Damasco; dentro de sessenta e cinco anos deixará Efraim de ser povo; 9que seja a Samaria capital de Efraim e o filho de Romelias chefe de Efraim. De resto, se não confiardes, não podereis manter-vos firmes’.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 48,2-3a.3b-4.5-6.7-8 (R: 9d)

- O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre.


- Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu Monte santo, esta colina encantadora é a alegria do universo.

R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre.


- Monte Sião, no extremo norte situado, és a mansão do grande Rei! Deus revelou-se em suas fortes cidadelas um refúgio poderoso.

R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre.


- Pois eis que os reis da terra se aliaram, e todos juntos avançaram; mal a viram, de pavor estremeceram, debandaram perturbados.

R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre.


- Como as dores da mulher sofrendo parto, uma angústia os invadiu; semelhante ao vento leste impetuoso, que despedaça as naus de Társis.

R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre.


Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

- Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba ! (Sl 94,8).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 11,20-24

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

- Glória a vós, Senhor!   

 

- Naquele tempo, 20Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. 21Ai de ti, Corazim!  Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. 22Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!”

 - Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!   

  

Liturgia comentada
Ai de ti! (Mt 11,20-24)

O Evangelho de hoje mostra um lado “sombrio” na pregação de Jesus. O mesmo Rabi que cantou as bem-aventuranças para os pobres, os que choravam, os que tinham sede de justiça, desta vez despede “mal-aventuranças” sobre aqueles que não reconheceram os sinais do Messias em seu meio.

Obviamente, não são pragas nem maldições, impossíveis em um coração feito de misericórdia. Estas cominações apenas registram um risco que todos nós corremos nesta vida: deixar passar uma graça que não volta. Perder o bonde da salvação. Desperdiçar as oportunidades que Deus oferece gratuitamente a cada pessoa que vem a este mundo.

É assim que Jesus chega ao extremo de cotejar Corozaim e Betsaida – duas cidades do povo escolhido por Deus – com Tiro e Sidônia, duas cidades da Fenícia, região habitada por um povo idólatra e politeísta. E, nesse paralelo, as cidades judaicas levam a pior: receberam a mais e não corresponderam aos excessos do amor de Deus...

Esse tipo de pregação devia acender um profundo ódio entre os ouvintes da Galileia, pois os hebreus se sentiam superiores aos povos vizinhos e únicos destinatários da salvação. Em Tiro, por exemplo, conhecido porto e centro comercial, explorava-se um molusco marinho (o múrex) para a produção da valiosa tintura de púrpura. Verdadeiras montanhas de carapaças desse molusco acumulavam-se na praia da região, exalando forte mau cheiro. Os judeus consideravam a região como impura e inabitável para um fiel. A comparação feita por Jesus acenderia muitas iras...

O tom de certa mágoa nas palavras do Mestre manifesta uma constante de seus sentimentos: a profunda tristeza de ser rejeitado pelo seu próprio povo. O Evangelho de São Lucas, de modo especial, repetirá elogios aos estrangeiros que demonstravam mais fé que os “de sua casa” (cf. Lc 4,23-27; 7,9; 17,18; 23,47).

A Igreja – o novo Israel – também corre o risco de se vangloriar como “povo escolhido” e ignorar os sinais que o Senhor realiza em seu meio, chamando a uma contínua conversão. Podemos ignorar Jesus que passa disfarçado em nossas ruas, enquanto celebramos um culto sem alma.

Deus permita que nós não acabemos ouvindo a mesma lamentação: “Ai de vós!” Fiquemos atentos aos apelos amorosos do Senhor...

Orai sem cessar: “Minha felicidade é estar perto de Deus!” (Sl 73,28)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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