L Liturgia

Liturgia de 15 de agosto de 2018

QUARTA FEIRA DA XIX SEMANA COMUM
(verde - ofício do dia)

Antífona da entrada

- Considerai, Senhor, vossa aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22).

Oração do dia

- Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Ez 9,1-7;10,18-22


- Leitura da profecia de Ezequiel: 9,1O Senhor gritou a meus ouvidos, com voz forte: “Aproxima-se o castigo da cidade! Cada um tenha sua arma destruidora na mão!” 2Então, eu vi seis homens vindo da porta superior, voltada para o norte, cada qual empunhando uma arma de destruição. Entre eles havia um homem vestido de linho, que levava um estojo de escriba na cintura. Eles foram colocar-se junto do altar de bronze. 3Então a glória do Deus de Israel elevou-se de cima do querubim sobre o qual estava, em direção à soleira do Templo. E chamou o homem vestido de linho, que levava um estojo de escriba à cintura. 4O Senhor disse-lhe: “Passa pelo meio da cidade, por Jerusalém, e marca com uma cruz na testa os homens que gemem e suspiram por causa de tantos horrores que nela se praticam”. 5E escutei o que ele dizia aos outros: “Percorrei a cidade atrás dele e matai sem dó nem piedade. 6Matai velhos, jovens e moças, mulheres e crianças, matai a todos, até o extermínio. Mas não toqueis em nenhum homem sobre quem estiver a cruz. Começai pelo meu santuário”. E eles começaram pelos anciãos que estavam diante do Templo. 7Ele disse-lhe: “Profanai o Templo, enchei os átrios de cadáveres. Ide”. E eles saíram para matar na cidade! 10,18Então a glória do Senhor saiu da soleira do Templo e parou sobre os querubins. 19Os querubins levantaram suas asas e elevaram-se da terra à minha vista, partindo juntamente com eles as rodas. Eles pararam à entrada da porta oriental do Templo do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava em cima deles. 20Eram estes os seres vivos que eu tinha visto debaixo do Deus de Israel, nas margens do rio Cobar, e compreendi que eram querubins. 21Cada um tinha quatro faces e quatro asas, e debaixo das asas, uma forma de mão humana. 22Suas faces eram semelhantes às faces que eu tinha visto junto ao rio Cobar. Cada um seguia em sua frente.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 113,1-2.3-4.5-6 (R: 4b)

- A glória do Senhor vai além dos altos céus.

R: A glória do Senhor vai além dos altos céus.


- Louvai, louvai, ó servos do Senhor, louvai, louvai o nome do Senhor! Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade!

R: A glória do Senhor vai além dos altos céus.


- Do nascer do sol até o seu ocaso, louvado seja o nome do Senhor! O Senhor está acima das nações, sua glória vai além dos altos céus.

R: A glória do Senhor vai além dos altos céus.


- Quem pode comparar-se ao nosso Deus, ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono e se inclina para olhar o céu e a terra?

R: A glória do Senhor vai além dos altos céus.

Aclamação ao santo Evangelho.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 - Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou essa reconciliação, aleluia! (2Cor 5,19).

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus : Mt 18, 15-20


- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

- Glória a vós, Senhor!

 - Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público.18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

Liturgia comentada
Quando dois ou três se reúnem... (Mt 18,15-20)

Ao se despedir dos discípulos, o Senhor garantiu: “Eis que estou convosco até o fim dos tempos”. (Mt 28,20b) Há, porém, várias formas da “presença” de Cristo entre nós. Ele está presente em sua Palavra (Lc 10,16), presente na Eucaristia (Mc 14,22), presente nos que sofrem (Mt 25,40).

Mas há uma presença especial de Cristo na Igreja, quando os irmãos se reúnem em oração: “Quando dois ou três se reúnem em meu Nome, eu estou ali no meio deles”. (Mt 18,20)

Esta promessa de Jesus deita por terra aquela “opinião” de quem afirma: “Para rezar, não preciso ir à Igreja. Eu rezo sozinho em meu quarto”. Claro, Deus pode ouvir a oração solitária nas sombras do quarto escuro, mas não temos a garantia que nos foi dada: a presença do Senhor na luminosa reunião dos irmãos em prece. No quarto, rezo em meu nome; na comunidade reunida, rezamos em Nome do Senhor.

Quando Maria e José faziam suas orações em Nazaré, Jesus estava no meio deles. Quando Moisés e Elias se manifestaram no Tabor, Jesus estava no meio deles. Quando as mulheres e João se uniram aos pés da Cruz, Jesus estava no meio deles. Quando os dois de Emaús tiveram seus olhos abertos em plena refeição, Jesus estava no meio deles. Quando Marta e Maria se uniram a Jesus, Lázaro foi reanimado e devolvido à vida.

Hébert Roux comenta que a oração cristã pode ousar pedir a Deus seja lá o que for, sem limitações, mas com dupla condição: 1) o “acordo” [reunião de corações] daqueles que estão em oração; 2) a “presença” de Jesus, em nome de quem a oração tem acesso junto ao Pai que está nos céus.

“Quando duas pessoas se mantêm unidas sobre o único terreno sólido da graça, elas se reconhecem unidas pela mesma misericórdia, o mesmo perdão que as torna irmãos, filhos do mesmo Pai.” E o Pai, que ouve, em uníssono, a voz dos filhos, configurados com o Filho, acolherá com alegria a súplica que se ergue da poeira da terra.

Dizer “dois ou três” vale dizer “a Igreja” – essa comunidade de fiéis que supera as barreiras do individualismo e da solidão, iniciando, desde já, a experiência da comunhão com Deus na eternidade.

E o Deus único, mas também família divina, abre-se imensamente à família humana que sabe dizer: “nós”...

Orai sem cessar: “Ele está no meio de nós!” (Da oração eucarística)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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