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Liturgia de 28 de agosto de 2018

TERÇA FEIRA – SANTO AGOSTINHO – BISPO E DOUTOR
(Branco, pref. comum ou dos pastores, ofício da memória)

Antífona da entrada

 

- No meio da Igreja, o Senhor colocou a palavra nos seus lábios; deu-lhe o espírito de sabedoria e inteligência e o revestiu de glória (Eclo 15,5).

 

Oração do dia

 

- Renovai, ó Deus, na vossa Igreja aquele espírito com o qual cumulastes o bispo Santo Agostinho para que, repletos do mesmo espírito, só de vós tenhamos sede, fonte da verdadeira sabedoria, e só a vós busquemos, autor do amor eterno. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: 2Ts 2,1-3.14-17

 

- Leitura da segunda carta de são Paulo aos Tessalonicenses: 1No que se refere à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa união com ele, nós vos pedimos, irmãos: 2não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça, nem vos alarmeis por causa de alguma revelação ou carta atribuída a nós, afirmando que o Dia do Senhor está próximo. 3aQue ninguém vos engane de modo algum. 14Deus vos chamou para que, por meio do nosso evangelho, alcanceis a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. 15Assim, portanto, irmãos, ficai firmes e conservai firmemente as tradições que vos ensinamos, de viva voz ou por carta. 16Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou em sua graça e nos proporcionou uma consolação eterna e feliz esperança, 17animem os vossos corações e vos confirmem em toda boa ação e palavra.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 96,10.11-12ª.12b-13 (R: 13b)

 

- O Senhor vem julgar nossa terra.

R: O Senhor vem julgar nossa terra.


- Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça.

R: O Senhor vem julgar nossa terra.


- O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem.

R: O Senhor vem julgar nossa terra.


- E exultem as florestas e as matas na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade.

R: O Senhor vem julgar nossa terra.


Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração (Hb 4,12).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 23,23-26

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

- Glória a vós, Senhor!   

 

- Naquele tempo, disse Jesus: 23Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo.  24Guias cegos! Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. 25Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. 26Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

Liturgia comentada
Filtrais o mosquito... (Mt 23,23-26)

Como homem do povo – carpinteiro de profissão –, Jesus é um estranho Rabi. Não usa aquela linguagem empolada dos teólogos, com suas parusias e perícopes, escatologias e hermenêuticas. Ao contrário, o pobre Galileu fala das avezitas do céu e das flores do campo, do joio e do trigo, de mosquitos e de camelos.

Neste Evangelho, Jesus aparece no árduo trabalho de arrancar as máscaras dos fariseus de seu tempo: “hipócritas” é uma expressão ligada ao teatro grego, que os artistas levavam ali pertinho, em Cesareia, falando por trás da máscara cômica e da máscara trágica. Choravam sem sentir tristeza e riam sem experimentar alegria. Pura exterioridade! Puro fingimento!

A lição de Jesus é que a verdadeira religião não depende de práticas externas (como pagar minuciosos dízimos sobre a hortelã e o cominho – autênticas quinquilharias rituais!), uma novena aqui, uma procissão acolá, mas de um coração amoroso inteiramente orientado para o Pai. Os doutores da lei, naquele tempo, oneravam o povo simples com o pesado fardo de numerosas normas acrescentadas aos Dez Mandamentos (613 preceitos já foram contabilizados!).

Em sua linguagem clara e forte, Jesus mostra que os pretensos líderes da espiritualidade – escribas e fariseus - estão filtrando as moscas (presos a detalhes ínfimos da religião), mas engolem camelos (deixam de lado os aspectos fundamentais da religião, como a justiça social, o amor ao próximo, a misericórdia e a fidelidade a Deus).

Que diria Jesus Cristo de nossa sociedade brasileira? Como veria a mulher pobre condenada e presa por roubar um simples xampu, enquanto os senadores e deputados enriquecem com as verbas desviadas e os projetos superfaturados? Como veria as passeatas que protestam contra a morte de uma criança, enquanto milhões de fetos são abortados pelos próprios pais, sem dó nem piedade? Como veria os pastores que utilizam o Evangelho para arrancar o dízimo dos pobres e com ele construir verdadeiros impérios econômicos?

O alerta de Jesus deve tocar também nossa vida pessoal. Será que também nós estamos filtrando os mosquitos, ao mesmo tempo em que engolimos os camelos de nossa impiedade?

Orai sem cessar: “O Senhor ama os atos de justiça!” (Sl 11, 7)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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