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Liturgia de 29 de agosto de 2018

QUARTA FEIRA - MARTÍRIO DE SÃO JOÃO BATISTA
(vermelho, pref. próprio - ofício da memória)

Antífona da entrada

- Diante dos reis falo, da vossa aliança, sem temer a vergonha. Encontro alegria em vossos preceitos, porque muito o amo (Sl 118, 46).

Oração do dia

 

- Ó Deus, quisestes que são João Batista fosse o precursor do nascimento e da morte do vosso Filho; como ele tombou na luta pela justiça e pela verdade, fazei-nos também lutar corajosamente para testemunhar a vossa palavra. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Jr 1,17-19


-  Leitura do livro do profeta Jeremias: Naqueles dias, a Palavra do Senhor foi-me dirigida: 17“Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer. Não tenhas medo, senão, eu te farei tremer na presença deles. 18Com efeito, eu te transformarei hoje numa cidade fortificada, numa coluna de ferro, num muro de bronze contra todo o mundo, frente aos reis de Judá e seus príncipes, aos sacerdotes e ao povo da terra; 19eles farão guerra contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para defender-te”, diz o Senhor.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 71, 1-2.3-4a.5-6ab.17 (R 15a)

- Minha boca anunciará vossa justiça!

R: Minha boca anunciará vossa justiça!


- Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me!

R: Minha boca anunciará vossa justiça!


- Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Li­bertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

R: Minha boca anunciará vossa justiça!


- Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude! Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo.

R: Minha boca anunciará vossa justiça!


- Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças incontáveis. Vós me ensi­nastes desde a minha juventude, e até hoje canto as vossas maravilhas.

R: Minha boca anunciará vossa justiça!

Aclamação ao santo Evangelho.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 - Felizes os que são perseguidos por causa do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles! (Mt 5,10).

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 6, 17-29


- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

- Glória a vós, Senhor!

 - Naquele tempo,17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia . 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

  

Liturgia comentada
O carrasco cortou-lhe a cabeça... (Mc 6,17-29)

É natural que o leitor se escandalize com a morte violenta de João Batista... Como Deus permite assim o mal e a injustiça? O capricho de um governante bêbado, o ódio recalcado de uma adúltera, a indiferença de uma plateia de aduladores... E o Precursor do Messias é friamente degolado...

E não será um caso isolado. Ao longo da História, há de seguir-se uma incontável legião de cristãos assassinados pelo ódio a Cristo, a multidão daqueles “que lavaram e branquearam suas vestes no sangue do Cordeiro”. (Ap 7,14)

Estamos diante do mistério dos mártires. Se aceitamos que o Filho de Deus dê seu sangue por nossa salvação, devemos aceitar que nosso sangue venha a unir-se ao dele.

Em seu livro “Pourquoi, Seigneur?”, Carlo Carreto reflete sobre este mistério cristão: “Pela revelação de Jesus crucificado, a Igreja se forma para reunir aqueles que crerão nele e que, regenerados por seu Espírito, tornam-se capazes de realizar o plano de Deus, que consiste em vencer o mal por meio do bem. É assim que nasce o mártir com sua indiscutida primazia”.

“Desde então – prossegue Carreto – o que conta para estender o Reino não é o poder, mas o serviço; não é a vingança, mas o perdão; não é o orgulho, mas a humildade; não é a instrução, mas o sacrifício. A primazia do martírio passa a ser um valor absoluto, não somente para Jesus, mas para cada um de nós.”

O escândalo diante da execução de João Batista nasce de nosso engano em considerar a vida humana mais importante que o testemunho de Jesus Cristo. O próprio Mestre havia ensinado: “Quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la; quem perder sua vida por causa de mim, vai encontrá-la”. (Mt 16,25)

Corre a areia da ampulheta, passam os séculos, e os mártires continuam avaliando que perder a vida por Cristo é lucro. Paulo o confirma: “Por causa dele, perdi tudo e considero tudo como lixo, a fim de ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele.” (Fl 3,8b-9a)

Carlo Carreto conclui: “Será preciso completar em nós, como diz Paulo (cf. Cl 1,24), aquilo que falta à paixão de Cristo. O amor, que tem suas exigências, nos interpelará até o fundo do coração, nos perturbará, nos fará tristes... mas acabará por fazer-nos encontrar a luz”.

Orai sem cessar: “Seu sangue será precioso aos olhos do Senhor!” (Sl 72,14)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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