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Liturgia de 14 de setembro de 2018

SEXTA FEIRA - EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ
(vermelho, glória, creio, pref. próprio - ofício da festa)

Antífona da entrada

- A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou (Gl 6,14).

Oração do dia

- Ó Deus, que, para salvar a todos, dispusestes que o vosso Filho morresse na cruz, a nós, que conhecemos na terra esse mistério, dai-nos colher no céu os frutos da redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Nm 21, 4-9


- Leitura do livro dos Números- Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem o povo começou a impacientar-se, 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”.  Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 78, 1-2.34-35.36-37.38 (R: 7c)

- Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

 R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

 

- Escuta, ó meu povo, a minha Lei, ouve atento as palavras que eu te digo; abrirei a minha boca em parábolas, os mistérios do passado lembrarei.

 R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

 

- Quando os feria, eles então o procuravam, convertiam-se correndo para ele; recordavam que o Senhor é sua rocha e que Deus, seu Redentor, é o Deus Altíssimo.

 R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

 

- Mas apenas o honravam com seus lábios e mentiam ao Senhor com suas línguas; seus corações enganadores eram falsos e, infiéis, eles rompiam a Aliança.

 R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

 

- Mas o Senhor, sempre benigno e compassivo, não os matava e perdoava seu pecado; quantas vezes dominou a sua ira e não deu largas à vazão de seu furor.

 R: Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!

 

Aclamação ao santo Evangelho.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 - Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela cruz remistes o mundo!

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 3, 13-17


- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

- Glória a vós, Senhor!

- Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos 13Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu. 14Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, 15para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna. 16Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. 17Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

 

Liturgia comentada

Deus amou o mundo... (Jo 3, 13-17)

“Cristo me amou e se sacrificou por mim”, reconhece o Apóstolo Paulo (cf. Gl 2, 20). Esta “descoberta” parece comum a muita gente. Ao contemplar o Crucificado, muitos fiéis pressentiram que eles tinham sido o alvo de um grande amor. E São João vem confirmá-lo: “E como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.” (Jo 13, 1.)

Mas o Evangelho de hoje vai muito além. Não apenas amou “os seus”, mas amou o “mundo”! E muitos cristãos aprenderam uma lição no mínimo ambígua, que mandava odiar o mundo, fugir do mundo, desprezar as coisas do mundo. Como desprezar aquilo que Deus ama?

Bem, é preciso distinguir duas coisas diferentes: o “mundo” como espaço fechado à graça e à luz divina, a “sociedade” oposta a Deus (mundo que tem o seu próprio Príncipe, o demônio – cf. Jo 12, 31), e o “mundo” como criação amada por Deus, o conjunto da humanidade e seu ambiente vital.

Ora, o mundo sofrera uma decadência mortal. Gênesis 3 fala da intervenção maligna que induziu a humanidade a se afastar de Deus e sofrer a “degeneração” que se reflete em toda a Criação. O caos substitui a ordem que emanava do Logos criador. Essa desorganização interfere na relação homem/mulher, vicia as relações sociais, ameaça o próprio mundo material.

Deus não ficaria indiferente à perversão de sua Obra. Demonstrando infinito amor ao Pai, seu Filho, cheio do Espírito Santo, aceita assumir a carne dos mortais e, experimentando toda a nossa natureza, exceto o pecado, se oferece no Calvário em sacrifício de expiação. Sua obediência dilui a rebeldia do início e “tira” de modo radical o pecado do mundo. Foi assim mesmo que o Precursor o identificou: “Eis o Cordeiro (leia-se, a vítima) de Deus, que tira o pecado do mundo”. (Jo 1, 29.)

Os santos comungaram desse amor e por isso dedicaram toda a sua vida a participar da obra de salvação realizada por Jesus Cristo. Os missionários da linha de frente e os enclausurados da retaguarda, todos eles se oferecem COM Cristo, porque entenderam que Deus ama o mundo. Depois disso, não ficariam neutros diante de sua corrupção.

E nós? Amamos o mundo que Deus criou? Estamos dispostos a trabalhar por sua salvação?

Orai sem cessar: “O Senhor é bom para com todos, e sua misericórdia se estende a todas as suas obras.” (Sl 145, 8)                   
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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