L Liturgia

Liturgia de 18 de setembro de 2018

TERÇA FEIRA – XXIV SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde, glória, creio – IV semana do saltério)

Antífona da entrada

 

- Ouvi, Senhor, as preces de vosso servo e do vosso povo eleito: dai a paz àqueles que esperam em vós, para que vossos profetas sejam verdadeiros

(Eclo 36,18).

 

Oração do dia

 

- Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: 1Cor 12,12-14.27-31

 

- Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios: Irmãos, 12como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito. 14Com efeito, o corpo não é feito de um membro apenas, mas de muitos membros. 27Vós, todos juntos, sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo. 28E, na Igreja, Deus pôs, em primeiro lugar, os apóstolos; em segundo lugar, os profetas; em terceiro lugar, os que têm o dom e a missão de ensinar; depois, outras pessoas com dons diversos, a saber: dom de milagres, dom de curas, dom para obras de misericórdia, dom de governo e direção, dom de línguas. 29Acaso todos são apóstolos? Todos são profetas? Todos ensinam? Todos realizam milagres? 30Todos têm o dom das curas? Todos falam em línguas? Todos as interpretam? 31aAspirai aos dons mais elevados.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 100,2.3.4.5 (R: 3c)

 

- Nós somos o seu povo e seu rebanho.

R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.


- Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!

R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.


- Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho.

R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.


- Entrai por suas portas dando graças, e, em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei!

R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.


- Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!

R: Nós somos o seu povo e seu rebanho.


Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Um grande profeta surgiu entre nós, e Deus visitou o seu povo (Lc 7,16).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 7,11-17

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

- Glória a vós, Senhor!   

- Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

  

Liturgia comentada
Não chores! (Lc 7,11-17)

Lá estava a viúva, acompanhando o enterro de seu filho único. Logo enterraria sua única razão de viver. Quem conhece os costumes do Oriente, sabe que os cortejos fúnebres não eram silenciosos como costumam ser os nossos. Havia mulheres profissionais do choro – as carpideiras -, pagas para chorar o morto. E a mãe-viúva deveria fazer coro com elas.

Quando o cortejo passa por Jesus, às portas da cidade (os mortos eram enterrados fora dos muros!), o alarido impressiona o mestre. Notável por sua compaixão com os que sofrem, Jesus se volta para a viúva e ordena: “Não chores!” Neste imperativo, já está incluída a decisão de devolver à vida o tesouro que ela perdera. Acabou-se o motivo do pranto.

A atitude de Jesus mostra uma das facetas de sua divina missão: ser um consolador. No Antigo Testamento, Deus já se mostrara assim: “Consolai! Consolai meu povo!” (Cf. Is 40,1.) Enquanto o Baal de Samaria permanecia mudo (cf. 1Rs 18,26.29), o Deus de Israel respondia, pois não era uma divindade típica dos povos pagãos, indiferente à dor humana. O Senhor estava atento à história de seu povo: “Eu vi a aflição de meu povo... Ouvi os seus clamores... Conheço seus sofrimentos... Desci para livrá-lo...” (Ex 3,7-8.)

Em sua vida terrena, Jesus fez exatamente isto ao anunciar que o Reino se aproximara e estava ao alcance de todos. Depois de descer do Pai e nascer de Mulher, acolheu as crianças, purificou os leprosos, moveu os paralíticos, deu luz aos olhos dos cegos, ressuscitou os mortos. Quando enviou seus discípulos em missão, fez deles homens que levavam a paz às casas por eles visitadas (cf. Mt 10,12).

Ao se despedir dos discípulos, Jesus, falando do Espírito Santo, promete que enviará um “outro Consolador” (cf. Jo 14,16). Em seu último mandato, ao lado da Evangelização e do Batismo, ordena à Igreja que imponha as mãos e cure os enfermos (cf. Mc 16,18). Essa presença consoladora – não a riqueza, nem o sucesso! - é o sinal de que Deus está no meio de seu povo.

As Cartas dos apóstolos fazem frequentes referências a esta missão consoladora da Igreja, que se deve voltar sobre os mais fracos, os mais abandonados dos poderes deste mundo. Quando a Igreja consola, ela imita seu Mestre...

Orai sem cessar: “Por amor da casa do Senhor, nosso Deus, pedirei para ti a felicidade.” (Sl 122,9)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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