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Liturgia de 27 de setembro de 2018

QUINTA FEIRA – SÃO VICENTE DE PAULO - PRESBÍTERO
(branco, pref. comum ou dos pastores – ofício da memória)

Antífona da entrada

 

- Repousa sobre mim o Espírito do Senhor; ele me ungiu para levar a boa-nova aos pobres e curar os corações contritos (Lc 4,18).

 

Oração do dia

 

- Ó Deus, que para socorro dos pobres e formação do clero, enriquecestes o presbítero são Vicente de Paulo com as virtudes apostólicas, fazei-nos, animados pelo mesmo espírito, amar o que ele amou e praticar o que ensinou. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Ecle 1,2-11

 

- Leitura do livro do Ecle­siastes: 2“Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade”. 3Que proveito tira o homem de todo o trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol? 4Uma geração passa, outra lhe sucede, enquanto a terra permanece sempre a mesma. 5O sol se levanta, o sol se deita, apressando-se para voltar a seu lugar, donde novamente torna a levantar-se. 6Dirigindo-se para o sul e voltando para o norte, ora para cá, ora para lá, vai soprando o vento, para retomar novamente o seu curso. 7Todos os rios correm para o mar, e contudo o mar não transborda; voltam ao lugar de onde saíram para tornarem a correr. 8Tudo é penoso, difícil para o homem explicar. A vista não se cansa de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. 9O que foi será; o que aconteceu, acontecerá: 10não há nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz: “Eis aqui algo de novo”, também esta já existiu nos séculos que nos precederam. 11Não há memória do que aconteceu no passado, nem também haverá lembrança do que acontecer, entre aqueles que viverão depois.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 90,3-4.5-6.12-13.14.17 (R: 1)

 

- Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.

R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.


- Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.

R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.


- Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.

R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.


- Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!

R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.


- Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.

R: Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.


Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim

(Jo 14,6)

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 9,7-9.

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

- Glória a vós, Senhor!   

- Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Hero­des disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

  

Liturgia comentada
Herodes estava perplexo... (Lc 9,7-9)

Quando o poder de Deus se manifesta à luz do dia, as pessoas reagem diferentemente. Diante da notícia de algum milagre, o povo simples se alegra e dá glória a Deus. Os doutores racionalistas torcem o sábio nariz e sacam da algibeira alguma interpretação baseada na lógica cartesiana. Os profundos psicanalistas recorrem ao inconsciente coletivo para “explicar” o fenômeno.

No caso de Herodes, o rei não sabia o que dizer, o que pensar diante dos relatos de curas e sinais excepcionais realizados por Jesus de Nazaré. Vivendo uma vida escandalosa aos olhos do povo, denunciado publicamente pelo Profeta, Herodes mandara decapitar João Batista na fortaleza de Maqueronte, junto ao Mar Morto. Por mais petrificada que fosse sua consciência, o tetrarca não se libertava do peso dessa culpa. Ouvindo os rumores das curas e milagres, Herodes chega a temer que João Batista tivesse ressuscitado...

Mas Herodes não é o único a ficar perplexo. Nem o único a duvidar. O próprio Jesus se queixava da incredulidade de seu povo: “Se em Tiro e Sidônia (terra de estrangeiros) se tivessem feito os milagres que se fizeram entre vós, há muito tempo teriam feito penitência em cilício e cinza”. E refletia: “Um profeta só é desprezado em sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa”. (Mc 6,4.)

Também entre os discípulos houve dúvidas. Não apenas Tomé, que só cria no que via. Na manhã da ressurreição, quando Madalena trouxe a nova de que o túmulo estava vazio, eles depreciaram o testemunho da mulher. Mesmo na ascensão de Jesus Cristo, já ressuscitado, alguns discípulos ainda hesitavam (cf. Mt 28,17).

Hoje, Deus ainda traz “sinais” diante de nossos olhos. Deixando de lado coisas extraordinárias, como imagens que choram, o sol que gira, padres com dons de cura ou locuções interiores, o grande sinal de nossos tempos são os santos e os mártires.

Gente que vive para os pobres, como Madre Teresa de Calcutá. Ou que estende pontes entre as Igrejas, como o Ir. Roger Schutz, fundador de Taizé. Gente que percorre o planeta para evangelizar, como o Papa João Paulo II. Ou que dá a vida para que o outro não morra, como Gianna Beretta Molla e Maximiliano Kolbe. Gente que ama os párias, como Dom Bosco e o Cottolengo. E a incontável multidão de mártires que, em pleno Séc. XX, foram alvo do ódio contra Deus e a Igreja de Jesus Cristo.

E nós? Jesus Cristo nos deixa perplexos?

Orai sem cessar: “Senhor, vem em socorro à minha falta de fé!” (Mc 9,24)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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