L Liturgia

Liturgia de 21 de outubro de 2018

DOMINGO – XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde, glória, creio –I semana do saltério)

Antífona da entrada

 

- Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).

 

Oração do dia

 

- Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Is 53,10-11

 

- Leitura do livro do profeta Isaías: 10O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor.  11Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu Servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 33,4-5,18-19.20.22 (R: 22)

 

- Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, pois em vós nós esperamos!

R: Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, pois em vós nós esperamos!


- Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.

R: Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, pois em vós nós esperamos!


- Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria.

R: Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, pois em vós nós esperamos!


- No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!

R: Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, pois em vós nós esperamos!

2ª Leitura: Hb 4,14-16

 

- Leitura da carta aos Hebreus: Irmãos: 14Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 16Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Jesus Cristo veio servir, Cristo veio dar sua vida. Jesus Cristo veio salvar, viva Cristo, Cristo viva (Mt 10,45).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 10,35-45

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos

- Glória a vós, Senhor!   

- Naquele tempo, 35Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”.
36Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?” 37Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” 38Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” 39Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. 40Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”. 41Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. 42Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. 43Mas, entre vós, não deve ser assim; quem quiser ser grande, seja vosso servo; 44e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. 45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!   

  

Liturgia comentada
Podeis beber do meu cálice? (Mc 10,35-35)

Tiago e João pedem ingenuamente a Jesus um privilégio: sentar-se ao lado de seu trono, como ministros, quando o Reino for instaurado. Em vez da segurança e da honra hierárquica, Jesus lhes oferece uma “vertigem”: beber de seu cálice, sua taça de sofrimento, que irá sorver no Calvário.

A imagem é do beneditino François C.-Trévedy, que – não sem certa ironia – afirma que Jesus é um grande “bebedor”. E comenta que isso era de conhecimento público, ao menos entre seus adversários, que o acusavam de andar em más companhias, contrapondo Jesus à sóbria figura de João Batista.

“Jesus bebe água, sem dúvida, pois ele pede a uma mulher perigosa: ‘Dá-me de beber!’ Ele bebe vinho, seguramente, mas do grand cru, que ele providencia pessoalmente. Para encerrar, ele bebe vinagre. Bebe o sofrimento, a humilhação, ele engole, ele deglute até a morte, ainda que ‘a morte seja tragada em sua vitória’ (cf. 1Cor 15,54).

Ardente bebedor, ele absorve as grandes águas da morte nos canais cavados pelo profeta Elias no Carmelo. E não contente de beber, convida-nos generosamente a beber com ele; mais ainda, faz propaganda de si mesmo, convida para si mesmo como a única bebida capaz de desalterar nossa sede: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba!” (Jo 7,37)

Mas ele não apenas bebe: ele é batizado [mergulhado], o que dá no mesmo em sua experiência. É verdade que mergulhar (totalmente) é uma outra maneira de beber: ainda que representem dois diferentes usos do mesmo elemento líquido, a bebida e o banho se aproximam como duas maneiras equivalentes de se abismar. A piscina tem a mesma forma da taça; a eucaristia já assume sua forma no batismo.

Ainda que em plena noite, Jesus bebe voluntariamente da taça em que, como Filho bem-amado, ele está de acordo com o Pai, e na qual o próprio Pai está envolvido no mais profundo de si mesmo: ele vive, ele se banha perpetuamente, bem lá embaixo, no seio do Pai, o seio de ternura sem fundo fora do qual a taça seria inaceitável, tanto para ele quanto para nós, fora do qual o banho na morte seria intolerável, para ele como para nós.”

Hoje, como naquela cena da Palestina, somos muitos a desejar os tronos, poucos a aceitar o cálice de Jesus. Por isso a mensagem do Evangelho permanece periférica, epidérmica, sem mergulhar bem fundo...

Orai sem cessar: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue.” (Lc 22,20)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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