L Liturgia

Liturgia de 22 de outubro de 2018

SEGUNDA FEIRA DA XXIX SEMANA COMUM
(verde - ofício do dia)

Antífona da entrada

- Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, á sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16, 6.8).

Oração do dia

 

- Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Ef 2,1-10


- Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 1vós estáveis mortos por causa de vossas faltas e pecados, 2nos quais vivíeis outrora, quando seguíeis o deus deste mundo, o príncipe que reina entre o céu e a terra, o espírito que age agora entre os rebeldes. 3Nós éramos deste número, todos nós. Outrora nos abandonávamos às paixões da carne; satisfazíamos os seus desejos, seguíamos os seus caprichos e éramos por natureza como os demais, filhos da ira. 4Mas Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, 5quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos! 6Deus nos ressuscitou com Cristo e nos fez sentar nos céus em virtude de nossa união com Jesus Cristo.
7Assim, pela bondade, que nos demonstrou em Jesus Cristo, Deus quis mostrar, através dos séculos futuros, a incomparável riqueza da sua graça. 8Com efeito, é pela graça que sois salvos, mediante a fé. E isso não vem de vós; é dom de Deus! 9Não vem das obras, para que ninguém se orgulhe. 10Pois é ele quem nos fez; nós fomos criados em Jesus Cristo para as obras boas, que Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 100,2-3.4-5 (R: 3b)

- O Senhor mesmo nos fez, e somos seus.

R: O Senhor mesmo nos fez, e somos seus.


- Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!

R: O Senhor mesmo nos fez, e somos seus.


- Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho.

R: O Senhor mesmo nos fez, e somos seus.


- Entrai por suas portas dando graças, e em seus átrios com hinos de louvor, dai-lhe graças, seu nome bendizei!

R: O Senhor mesmo nos fez, e somos seus.


- Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!

R: O Senhor mesmo nos fez, e somos seus.

Aclamação ao santo Evangelho.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 - Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3).

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 12, 13-21


- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

- Glória a vós, Senhor!

- Naquele tempo, 13alguém do meio da multidão, disse a Jesus: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. 14Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós? 15E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas. 16E propôs-lhe esta parábola: Havia um homem rico cujos campos produziam muito. 17E ele refletia consigo: Que farei? Porque não tenho onde recolher a minha colheita. 18Disse então ele: Farei o seguinte: derrubarei os meus celeiros e construirei maiores; neles recolherei toda a minha colheita e os meus bens. 19E direi à minha alma: ó minha alma, tens muitos bens em depósito para muitíssimos anos; descansa, come, bebe e regala-te. 20Deus, porém, lhe disse: Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão? 21Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

  

Liturgia comentada
Esta noite, pedirão a tua alma... (Lc 12,13-21)

A parábola deste Evangelho fala de um homem avarento, cuja insensatez consiste em acumular bens além da conta, deixando de considerar que a vida passa, há de ter um fim, e deveremos prestar contas dos dons que nos foram concedidos.

Naturalmente, este avarento não vê seus bens como “dons”, mas imagina que eles são uma conquista de seu trabalho e, por isso mesmo, mera propriedade da qual pode dispor como bem entender. O infeliz acha “normal” acumular bens em excesso quando estes poderiam ser partilhados ou aplicados para benefício de outros.

Sua ilusão poderia ser contrabalançada se ele tivesse uma consciência clara da efemeridade desta vida. E o engano seria logo desfeito se levasse em conta que, ao final da existência, ele passaria por um julgamento e uma avaliação da forma como teria vivido o tempo a ele concedido. Afinal, também o tempo de viver é “dom” de Deus,

E não se trata de dizer que as coisas deste mundo não valem nada e, assim sendo, é melhor desprezá-las. Nada disso! As coisas deste mundo podem ter imenso valor quando utilizadas para o bem comum, para auxiliar os fracos e sustentar os pobres. Terras, rebanhos, dinheiro, máquinas, técnicas, habilidades, conhecimento – tudo tem valor quando promove a vida e o progresso dos outros. Assim, por exemplo, o empresário pode investir seus recursos para criar empregos e oferecer trabalho.

Evidentemente, Jesus não contou esta parábola para amedrontar ninguém. Ao contrário, ao realçar a brevidade desta vida, o Mestre pretende libertar-nos da escravidão que encarcera os avarentos. Uma vez livres, podemos relativizar os bens materiais e fazer deles ferramentas do bem. Deixarão de mofar nos cofres, de serem roídos pela traça, de atrair os assaltantes...

Quando o povo diz que “caixão não tem bolsos”, mostra sua compreensão dessa mesma lição que Jesus Cristo nos dá neste Evangelho. Gastar o tempo acumulando bens que não poderemos transportar para a vida eterna é um grave erro, suficiente para impedir que cheguemos a descobrir o sentido da existência.

Enfim, o avarento conta apenas consigo mesmo. Ele ignora que Deus é Pai. Ele não aprendeu a viver como filho de Deus...

Orai sem cessar: “Israel, põe tua esperança no Senhor!” (Sl 130,7)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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