L Liturgia

Liturgia de 23 de outubro de 2018

TERÇA FEIRA – XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde – ofício do dia)

Antífona da entrada

 

- Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).

 

Oração do dia

 

- Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Ef 2,12-22

 

- Leitura da carta de cão Paulo aos Efésios: Irmãos, 12naquele tempo, éreis sem Messias, privados de cidadania em Israel, estranhos às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo. 13Mas, agora, em Jesus Cristo, vós que outrora estáveis longe, vos tornastes próximos, pelo sangue de Cristo. 14Ele, de fato é a nossa paz: do que era dividido, ele fez uma unidade. Em sua carne ele destruiu o muro da separação: a inimizade. 15Ele aboliu a Lei com seus mandamentos e decretos. Ele quis, assim, a partir do judeu e do pagão, criar em si um só homem novo, estabelecendo a paz. 16Quis reconciliá-los com Deus, ambos em um só corpo, por meio da cruz; assim ele destruiu em si mesmo a inimizade. 17Ele veio anunciar a paz a vós que estáveis longe, e a paz aos que estavam próximos. 18É graças a ele que uns e outros, em um só Espírito, temos acesso junto ao Pai. 19Assim, já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo santo no Senhor. 22E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 85,9ab-10.11-12.13-14 (R: 9)

 

- O Senhor anunciará a paz para o seu povo.

R: O Senhor anunciará a paz para o seu povo.


- Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra.

R: O Senhor anunciará a paz para o seu povo.


- A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.

R: O Senhor anunciará a paz para o seu povo.


- O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.

 R: O Senhor anunciará a paz para o seu povo.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Vigiai e orai para ficardes de pé ante o Filho do homem! (Lc 21,36).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 12,35-38

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

- Glória a vós, Senhor!   

- Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 35Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediata-mente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade, eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou à três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar!

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

  

Liturgia comentada
Ficai de prontidão! (Lc 12,35-38)

Este Evangelho pode ser ouvido de duas maneiras: com um medo paralisante ou com profunda alegria. Ele nos fala sobre servidores que esperam a “volta” de seu senhor e, por isso mesmo, devem estar em vigília para lhe abrir as portas da casa tão logo o patrão se apresente. Para tanto devem manter suas lâmpadas acesas, do contrário podem cochilar e... perder a oportunidade do encontro.

Quando o cristão reza o Símbolo dos Apóstolos – o Credo -, repete frequentemente que Cristo “subiu aos céus... de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos”. Se de fato cremos neste mistério da fé, de que modo ele nos atinge?

Alguém se apressaria a dizer que a expectativa da chegada de nosso Juiz só pode inspirar temor e tremor, diante da possibilidade de uma condenação inapelável, medo e angústia acentuados pela consciência de nossos próprios pecados.

No polo oposto, muitos outros se alegram ao saber que nosso Juiz será aquele mesmo que, na cruz do Calvário, deu a vida por nós, para nossa salvação, e é nosso intercessor junto do Pai. Como observa André Louf, “mais ou menos pecadores, se nós tememos a hora em que Jesus virá, é porque não o conhecemos verdadeiramente, ainda não fomos inundados por sua misericórdia”.

Vale lembrar que o primeiro réu a ser julgado – antecipadamente – foi um ladrão, na cruz ao lado, ouvindo do Juiz, igualmente cravado na cruz, a garantia de que seu processo estava anulado pela raiz e passaria ao Paraíso ainda naquele dia.

André Louf, monge cisterciense, diz mais: “Pouco importa se Jesus virá de improviso e se nunca saberemos qual será essa hora. Este imprevisto faz parte da linguagem do amor e acrescenta-lhe um charme. Jesus não quer fazer medo. Quer apenas fazer uma surpresa como o apaixonado à sua amada, o que aguça deste modo a qualidade de sua espera e multiplica antecipadamente a alegria do encontro!”

Ser cristão é viver o presente na expectativa da chegada do Senhor. O cristão não cai no sono, porque Ele vai chegar. “Não somos da noite, nem das trevas – diz São Paulo – portanto, não durmamos, mas vigiemos” (1Ts 5,6).

Orai sem cessar: “Minha alma aguarda o Senhor!” (Sl 130,6)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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