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Liturgia de 24 de outubro de 2018

QUARTA FEIRA – XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde – ofício do dia)

Antífona da entrada

 

- Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).

 

Oração do dia

 

- Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Ef 3,2-12

 

- Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 2se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito, 3como, por revelação, tive conhecimento do mistério, tal como o esbocei rapidamente. 4Ao ler-me, podeis conhecer a percepção que eu tenho do mistério de Cristo. 5Este mistério, Deus não o fez conhecer aos homens de gerações passadas mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho. 7Disto eu fui feito ministro pelo dom da graça que Deus me concedeu no exercício de seu poder. 8Eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar aos pagãos a insondável riqueza de Cristo 9e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido nele, o criador do universo. 10Assim, doravante, as autoridades e poderes nos céus conhecem, graças à Igreja, a multiforme sabedoria de Deus, 11de acordo com o desígnio eterno que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor. 12Em Cristo nós temos, pela fé nele, a liberdade de nos aproximar de Deus com toda confiança.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl (Is) 12,2-3.4bcd.5-6 (R: 3)

 

- Com alegria bebereis do manancial da salvação.

R: Com alegria bebereis do manancial da salvação.


- Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. Com alegria bebereis do manancial da salvação.

R: Com alegria bebereis do manancial da salvação.


- E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.

R: Com alegria bebereis do manancial da salvação.


- Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!”.

R: Com alegria bebereis do manancial da salvação.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor  há de vir (Mt 24,42.44).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 12,39-48

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

- Glória a vós, Senhor!   

- Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39“Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. 41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis.
47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!   

  

Liturgia comentada
A hora em que o ladrão virá... (Lc 12,39-48)

Estranho, não, o Senhor se comparar a um ladrão? O mesmo Senhor que, no Calvário, convidou outro ladrão a inaugurar o Paraíso, fechado desde Gênesis 3? Pois as coisas são assim: nosso Deus – que veio, vem e virá – fala de sua Vinda como a irrupção inesperada de um assaltante na escuridão da noite. Quando as sentinelas da cidade, em vigília sobre a muralha de pedra, anunciarem: “Paz e segurança!”, nesse mesmo instante seremos acordados do sono pelo advento do Senhor e Juiz universal...

Eis o mistério de fé que proclamamos ao rezar o Símbolo dos Apóstolos: “Creio em Jesus Cristo [...], que está sentado à direita de Deus Pai, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.” Um juízo que será uma separação entre benditos e malditos, eleitos e condenados, cordeiros e bodes (pois Jesus usou a imagem dos pastores ao final do dia, separando os carneiros, que têm capotes naturais de lã, dos cabritos, que deveriam dormir sob a proteção do curral).

Quando será o juízo? Quando virá o Juiz? Temos a resposta no “Catecismo da Igreja Católica” (673): “A partir da Ascensão, o advento de Cristo na glória é iminente, embora não nos ‘caiba conhecer os tempos e os momentos que o Pai fixou com sua própria autoridade’ (At 1,7). Este acontecimento escatológico pode ocorrer a qualquer momento, ainda que estejam ‘retidos’ tanto ele como a provação final que há de precedê-lo.”

E ainda: “No dia do juízo, por ocasião do fim do mundo, Cristo virá na glória para realizar o triunfo definitivo do bem sobre o mal, os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos ao longo da história.” (C.I.C., 681.) Este “dia” será a ocasião para glorificação definitiva do Filho de Deus, após as etapas de sua ressurreição e ascensão.

Na verdade, o “dia do juízo” pode ser o dia de nossa morte. Trata-se, então, do “juízo particular”, que define de uma vez por todas o nosso destino eterno. Conforme a Carta aos Hebreus, “está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”. (Hb 9,27.) O cristão sabe que não pode transferir para uma hipotética reencarnação o seu “acerto de contas”. Por isso mesmo, confere ao tempo de vida o seu devido valor.

Atentos ao advento de Jesus, vivamos o tempo com os olhos no eterno.

Orai sem cessar: “Minha alma espera pelo Senhor, mais ansiosa do que os vigias pela manhã.” (Sl 130,6)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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