L Liturgia

LITURGIA DE 21 DE NOVEMBRO DE 2018

QUARTA FEIRA - APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA
(branco, pref. de Maria - ofício da memória)

Antífona da entrada

 

- O Senhor Deus vos abençoou, virgem Maria, mais que a todas as mulheres. Ele exaltou o vosso nome que todos os povos cantem vosso louvor (Jt ,23.25).

Oração do dia

 

- Ao celebrarmos, ó Deus, a gloriosa memória da santa virgem Maria, concedei-nos, por sua intercessão, participar da plenitude da vossa graça. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura: Zc 2,14-17


- Leitura da profecia de Zacarias: 14“Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55 (R: 49)

 - O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome.

R: O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome.

 

- A minha alma engrandece o Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador.

O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome.

 

- Pois ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome!

O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome.

 

- Seu amor, de geração em geração, chega a todos os que o respeitam.  Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhos.

O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome.

 

- Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos.

O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome.

 

- Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome.

Aclamação ao santo Evangelho.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 - Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus! (Lc 11,28)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 12,46-50


- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

- Glória a vós, Senhor!

- Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

 

Liturgia comentada
Quem é a minha mãe? (Mt 12, 46-50)

Jesus Cristo veio ao nosso mundo e se encarnou para fazer a vontade do Pai. “Pai, tu não quiseste oblações nem sacrifícios, mas me formaste um corpo. [...] Então eu disse: ‘Eis-me aqui, ó Deus, para fazer a tua vontade!’” (Hb 10, 5ss.) Assim, a encarnação começa por um ato de obediência.

Para que Jesus, Palavra do Pai, assumisse a natureza humana, Deus quis precisar de uma Mulher, eleita desde a eternidade para essa missão única e sublime. Quando a Virgem Maria adere ao desígnio de Deus, ela “permite” que o Verbo-Palavra se humanize e venha acampar no meio de nós. Desde então, Maria é para a Igreja o modelo perfeito e acabado do fiel que acolhe a Palavra, a ponto de gerar essa mesma Palavra para o mundo, tornando-a viva entre nós. Mais uma vez, é a obediência que atualiza a graça de Deus na história dos homens.

Hoje, celebramos a memória da Apresentação de Nossa Senhora no Templo de Jerusalém (aos 3 anos de idade, segundo o Proto-Evangelho de Tomé, livro não-canônico). Estamos diante de um “sinal”: como se aquela criança, movida pela Graça, já se dispusesse a cooperar com Deus em seu plano de salvação.

Deste modo, o que poderia ser apenas uma “lenda piedosa” torna-se mensagem e indicação do caminho para todo cristão. Cada fiel, na medida de suas possibilidades, deve “apresentar-se” a Deus, abandonando-se infantilmente em suas mãos, para o que der e vier...

Em um dia futuro, o Messias-Salvador entraria em um “templo” para se fazer carne mortal. Essa “casa de ouro” (cf. Ladainha Lauretana: Domus Aurea) e primeiro sacrário da história seria o ventre virginal de Maria de Nazaré. Na liturgia de hoje, a mesma Maria, ainda criança, cruza o limiar do Templo do Senhor e se põe à disposição do Altíssimo para cumprir sua missão.

Se o Templo de Jerusalém era, para Israel, o lugar onde o povo podia estar na presença de Deus, ali mesmo Maria se põe na presença daquele que, graças à cooperação dela, estaria por 33 anos em nossa presença.

Atravessar a soleira do Templo significa entrar no espaço do “sagrado”. Também nós, divididos entre o profano e o sagrado, o mercado e o sacrário, somos convidados por Deus a uma vida de consagração.

Se aceitamos o convite, obedecemos a Deus e nos tornamos seus sócios na obra de salvação da humanidade.

Orai sem cessar: “Toda formosa, entra a Filha do Rei!” (Sl 45 [44], 14)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança
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