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Liturgia de 23 de novembro de 2018

SEXTA FEIRA – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde – ofício do dia)

Antífona da entrada

 

- Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres (Jr 29,11.14).

 

Oração do dia

 

- Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Ap 10,8-11

 

- Leitura do livro do Apocalipse de São João: 8Aquela mesma voz do céu, que eu, João, já tinha ouvido, tornou a falar comigo: “Vai. Pega o livrinho aberto da mão do anjo que está de pé sobre o mar e a terra”. 9Eu fui até o anjo e pedi que me entregasse o livrinho. Ele me falou: “Pega e come. Será amargo no estômago, mas na tua boca, será doce como mel”. 10Peguei da mão do anjo o livrinho e comi-o. Na boca era doce como mel, mas quando o engoli, meu estômago tornou-se amargo. 11Então ele me disse: “Deves profetizar ainda contra outros povos e nações, línguas e reis”.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 119,14.24.72.103.111.131 (R: 103a)

 

- Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!

R: Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!


- Seguindo vossa lei me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas.

R: Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!


- Minha alegria é a vossa Aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos.

R: Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!


- A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.

R: Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!


- Como é doce ao paladar vossa palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca!

R: Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!


- Vossa palavra é minha herança para sempre, porque é ela que me alegra o coração!

 R: Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!


- Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos.

R: Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!


Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem

 (Jo 15,16).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 19,45-48

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

- Glória a vós, Senhor!   

- Naquele tempo, 45Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam um modo de matá-lo. 48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

 

Liturgia comentada
E começou a expulsar... (Lc 19,45-48)

Neste Evangelho, um dos raros – raríssimos! – momentos em que o Cordeiro de Deus manifesta a cólera dos lobos. Por trás de sua cólera, a defesa do sagrado. Jesus vê a “casa do Pai” travestida em “antro de ladrões” e executa ali uma inesperada limpeza, lançando fora todos os sinais de profanação: animais, moedas e vendilhões.

Como assim? Estes não são tempos de misericórdia? Não é manso e humilde o pastor que se apresenta a Israel? Como entender que, em lugar de acolher, ele se dedique a expulsar?

Ora, por certo a misericórdia não significa uma neutra indiferença diante da infração do maior dos mandamentos: amar a Deus acima de tudo. Acima do lucro, acima do negócio, acima das negociatas.

O pátio do Templo – um espaço intermediário entre o mundo profano e o Santo dos Santos – era um limiar que só os israelitas podiam ultrapassar, proibido aos não-povo. Exatamente esse espaço sagrado fora transformado em mercado, em caravançará, onde se mesclavam os balidos das ovelhas e o fedor do estrume, o tinir das moedas e os olhares cúpidos dos mercadores. Na expressão do Mestre, “um covil de ladrões”...

O lugar que devia estar cheio da glória de Deus, entre os arpejos das cítaras e as nuvens do incenso, tornara-se vazio de adoração, vazio de louvor, vazio de glória. Em seu lugar, a ambição, a exploração, a cupidez.

Ainda hoje, continua permanente o risco de transformar os templos em bazares. Trocar o Senhor por ídolos. Vender a graça de Deus. Fabricar amuletos. Trocar o Senhor dos dons pelos dons do Senhor. Ainda hoje há quem vá ao templo à procura de bens materiais, vantagens econômicas, sucesso profissional. Não mais a terra sagrada onde se descalçam as sandálias, mas o supermercado da graça onde se espreme a divindade para mamar o seu leite...

Por tudo isso, é justo indignar-se. Como diz François Trévedy, “muitas vezes nós hesitamos em nos indignar, porque nossa cólera arriscaria em fazer voar aos pedaços, aos olhos do mundo, certa imagem positiva de nós mesmos. E é assim que, traidores de Jesus - que será levado à morte pelo escândalo provocado por sua indignação -, nós sacrificamos a Verdade, a Beleza e a Justiça a um determinado ídolo de nós mesmos”.

E deve ser por isso que, às vezes, como naquela carta do Apocalipse (cf. Ap 3,16), Deus começa por nos vomitar...

Orai sem cessar: “Eu me prostrarei diante de teu santo templo!” (Sl 138,2)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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