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Liturgia de 25 de fevereiro de 2019

SEGUNDA FEIRA DA VII SEMANA DO TEMPO COMUM
(cor verde - ofício do dia)

Antífona da entrada

- Confiei, Senhor, na vossa misericórdia; meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez (Sl 12,6).

Oração do dia

- Concedei, ó Deus todo poderoso, que, procurando conhecer sempre o que é reto, realizemos vossa vontade em nossas palavras e ações. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Eclo 1,1-10


- Leitura do livro do Eclesiástico: 1Toda a sabedoria vem do Senhor Deus. Ela esteve e está sempre com Ele. 2Quem pode contar a areia do mar, as gotas de chuva, os dias do tempo? 3Quem poderá medir a altura do céu, a extensão da terra, a profundeza do abismo? 4Antes de todas as coisas foi criada a sabe-doria, a inteligência prudente vem da eternidade. 5Fonte da sabedoria é a palavra de Deus no mais alto dos céus e seus caminhos são os mandamentos eternos. 6A quem foi revelada a raiz da sabedoria? Quem conheceu as capa-cidades do seu engenho? 7A ciência da sabedoria, a quem foi revelada? E quem compreendeu sua grande experiência? 8Só um é o altíssimo, criador onipotente, rei poderoso e a quem muito se deve temer, assentado em seu trono e dominando tudo, Deus. 9Ele é quem a criou no espírito santo: Ele a viu, a enumerou e mediu; 10ele a derramou sobre todas as suas obras e em cada ser humano, segundo a sua bondade. Ele a concede àqueles que o temem.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: 93,1ab.1c.2.5 (R: 1a)

- Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor!

R: Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor!


- Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor!

R: Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor!


- Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!

R: Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor!


- Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!

R: Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor!

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

- Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte, fez brilhar, pelo evangelho, a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 9,14-29


- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

- Glória a vós, Senhor!

- Naquele tempo, 14descendo Jesus do monte com Pedro, Tiago e João e chegando perto dos outros discípulos, viram que estavam rodeados por uma grande multidão. Alguns mestres da Lei estavam discutindo com eles. 15Logo que a multidão viu Jesus, ficou surpresa e correu para saudá-lo. 16Jesus perguntou aos discípulos: “Que discutis com eles?” 17Alguém na multidão respondeu: “Mestre, eu trouxe a ti meu filho que tem um espírito mudo. 18Cada vez que o espírito o ataca, joga-o no chão e ele começa a espumar, range os dentes e fica completamente rijo. Eu pedi aos teus discípulos para expulsarem o espírito, mas eles não conseguiram”. 19Jesus disse: Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei de suportar-vos? “Trazei aqui o menino”. 20E levaram-no o menino. Quando o espírito viu Jesus, sacudiu violentamente o menino, que caiu no chão e começou a rolar e a espumar pela boca. 21Jesus perguntou ao pai: “Desde quando ele está assim?” O pai respondeu: “Desde criança. 22E muitas vezes, o espírito já o lançou no fogo e na água para matá-lo. Se podes fazer alguma coisa, tem piedade de nós e ajuda-nos”. 23Jesus disse: “Se podes!... Tudo é possível para quem tem fé”. 24O pai do menino disse em alta voz: “Eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé”. 25Jesus viu que a multidão acorria para junto dele. Então ordenou ao espírito impuro: “Espírito mudo e surdo, eu te ordeno que saias do menino e nunca mais entres nele”.  26O espírito sacudiu o menino com violência, deu um grito e saiu. O menino ficou como morto, e por isso todos diziam: “Ele morreu!” 27Mas Jesus pegou a mão do menino, levantou-o e o menino ficou de pé.
28Depois que Jesus entrou em casa, os discípulos lhe perguntaram a sós: “Por que nós não conseguimos expulsar o espírito?” 29Jesus respondeu: “Essa espécie de demônios não pode ser expulsa de nenhum modo, a não ser com oração e jejum”.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 
 

Liturgia comentada
Nunca mais... (Mc 9,14-29)

Neste Evangelho, o episódio comovente de um pai que sofre há muitos anos com a doença do filho: “o espírito já o lançou no fogo e na água” (um maníaco depressivo oscilando entre dois polos?). E não é coisa nova; segundo o pai, isto ocorre “desde criança”.

Pior ainda: o pai esperava que os discípulos libertassem seu filho da escravidão humilhante, mas eles fracassaram. Seria o caso de desistir?

Cabe outra pergunta: será que nós acabamos por nos acostumar com nossos males? Terminamos acomodados com nossas falhas? Decretamos nossa inação: “é assim que eu sou?” Afinal, já fizemos várias tentativas, mas a escravidão permanece...

Pois no caso do maníaco deste Evangelho, a coisa pode mudar. Basta que Jesus atravesse o seu caminho e o mal que parecia crônico, definitivo, encontra sua remissão diante da ordem do Senhor: “Sai do menino e nunca mais entres nele!”

Nunca mais! Sim, aquilo que fazia parte de um SEMPRE irremediável é arrancado pela raiz e dissipado no espaço livre de um NUNCA MAIS. Não se trata de um paliativo, mas da cura radical.

Conheço, pessoalmente, muitos casos semelhantes: pessoas que se arrastavam há muitos anos, escravas de um vício, de uma doença física, de uma visão negativa da existência, mas se viram livres de seu mal. Sua cura pode ter ocorrido quando rezaram por elas num grupo de oração. Ou em um encontro de aconselhamento. Ou durante uma pregação. Ou após a comunhão eucarística. Até mesmo em um sonho revelador, onde caíram por terra barreiras que pareciam eternas...

Lembro-me de um encontro de fim de semana, realizado em um grupo escolar, em uma cidade do Oeste de Minas: quando o Santíssimo Sacramento passou entre as fileiras de cadeiras, uma senhora começou a gritar, ou melhor, a urrar, esperneando, a ponto de romper suas sandálias. E dizia: - “Esse não! Esse não!” O marido, um homem alto e forte, mal conseguia segurá-la.

A infeliz – que se envolvera com macumba e feitiçaria – foi levada para o fundo do pátio, onde um pequeno grupo rezou por ela. Meses depois, encontrei-a transformada, pacificada, e só com dificuldade foi possível reconhecê-la, a tal ponto seu semblante estava iluminado. Nunca mais!

Orai sem cessar: “Deus se levanta! Seus inimigos se dispersam!” (Sl 68,1)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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