L Liturgia

Liturgia de 23 de novembro de 2017

QUINTA FEIRA – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde – ofício do dia)

Antífona da entrada

 

- Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres (Jr 29,11.14).

 

Oração do dia

 

- Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: 1Mc 2,15-29

- Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus: Naqueles dias, 15os delegados do rei Antíoco, encarregados de obrigar os judeus à apostasia, chegaram à cidade de Modin para organizar os sacrifícios. 16Muitos israelitas aproximaram-se deles, mas Matatias e seus filhos ficaram juntos, à parte. 17Tomando a palavra, os delegados do rei dirigiram-se a Matatias, dizendo: “Tu és um chefe de fama e prestígio na cidade, apoiado por filhos e irmãos. 18Sê o primeiro a aproximar-te e executa a ordem do rei, como fizeram todas as nações, os homens de Judá e os que ficaram em Jerusalém. Tu e teus filhos sereis contados entre os amigos do rei. E sereis honrados, tu e teus filhos, com prata e ouro e numerosos presentes”. 19Com voz forte, Matatias respondeu: “Ainda que todas as nações, incorporadas no império do rei, passem a obedecer-lhe, abandonando a religião de seus antepassados e submetendo-se aos decretos reais, 20eu, meus filhos e meus irmãos, continuaremos seguindo a aliança de nossos pais. 21Deus nos guarde de abandonar sua Lei e seus mandamentos. 22Não atenderemos às ordens do rei e não nos desviaremos de nossa religião nem para a direita nem para a esquerda”. 23Mal ele concluiu estas palavras, um judeu adiantou-se à vista de todos para oferecer um sacrifício no altar de Modin segundo a determinação do rei. 24Ao ver isso, Matatias inflamou-se de zelo e ficou profundamente indignado. Tomado de justa cólera, precipitou-se sobre o homem e matou-o sobre o altar. 25Matou também o delegado do rei, que queria obrigar a sacrificar e destruiu o altar. 26Ardia em zelo pela Lei, como Finéias havia feito com Zambri, filho de Salu. 27E Matatias saiu gritando em alta voz pela cidade: “Quem tiver amor pela Lei e quiser conservar a aliança venha e siga-me!” 28Então fugiram, ele e seus filhos, para as montanhas, abandonando tudo o que possuíam na cidade. 29Também muitos, seguidores da justiça e do direito, desceram para o deserto e ali se estabeleceram.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 50,1-2.5-6.14-15 (R: 23b)

 

- A todos que procedem retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
R: A todos que procedem retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.


- Falou o Senhor Deus, chamou a terra, do sol nascente ao sol poente a convocou. De Sião, beleza plena, Deus refulge.

R: A todos que procedem retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.


- “Reuni à minha frente os meus eleitos, que selaram a Aliança em sacrifícios!” Testemunha o próprio céu seu julgamento, porque Deus mesmo é juiz e vai julgar.

R: A todos que procedem retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.


- Imola a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo. “Invoca-me no dia da angústia, e então te livrarei e hás de louvar-me”.

R: A todos que procedem retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba! (1Jo 4,10).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 19,41-44

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

- Glória a vós, Senhor!   

- Naquele tempo, 41quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: 42“Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! 43Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. 44Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!   

 

Liturgia comentada
O tempo de tua visitação... (Lc 19,41-44)

Nosso Deus é um eterno Visitante. Desde que os homens deixaram o Éden e iniciaram sua aventura planeta a fora, a solidão é sua experiência comum. Mas o Criador não abandona sua criatura e, mesmo disfarçado, faz à criatura constantes visitas. Um exemplo clássico foi a visita dos “Três Peregrinos” a Abraão (cf. Gn 18) para anunciar-lhe o nascimento de Isaac e o fim da esterilidade de Sara.

Neste Evangelho, Jesus chora o destino da Cidade Santa, isto é, ele antevê a destruição de Jerusalém pelas legiões de Tito, filho de Vespasiano, no ano 70 de nossa era. E, como judeu praticante, Jesus não está pensando em algum tipo de vingança (bateu, levou...), mas sofre antecipadamente a dor daquela catástrofe.

Jerusalém fora visitada. O Filho de Deus, o Messias prometido, pisara as pedras ásperas de suas ruas e rezara no interior de seu Templo. Mas o Visitante não foi acolhido. Ao contrário, acabou rejeitado pelos chefes de Israel e condenado fora dos muros...

Cada visita de Deus tem sempre um caráter de oportunidade. A visita pode abalar nossas velhas seguranças, ao mesmo tempo que abre novos horizontes até então insuspeitados. E se vivemos imersos nas preocupações de cada dia, na luta pela sobrevivência, na competição da carreira profissional, na rotina de uma posição estável, é bem provável que a visita de Deus nos venha desinstalar.

Nem sempre, porém, percebemos que era uma visita do Senhor. Parecia apenas uma doença imprevista... uma demissão injusta... um abandono humilhante... No entanto, Deus batia à nossa porta e nos convidava a acolher sua Presença.

A Palestina da época estava sob dominação romana. No interior do Templo, os sacerdotes ouviam o tacão das botas dos legionários. Apesar disso, o culto prosseguia, as vítimas animais continuavam sendo comerciadas, as moedas dos peregrinos ainda caíam nos cofres dos saduceus. Por isso mesmo, o incômodo profeta da Galileia era uma ameaça para o status quo. Como acolher Jesus e o tal reino que ele anunciava?

Hoje, em minha vida, Jesus insiste em bater à minha porta. Será bem recebido? Ou também para mim ele é mais uma ameaça do que uma promessa?

Orai sem cessar: “Visita-me, Senhor, com teu auxílio salvador!” (Sl 106,4)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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