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Liturgia de 24 de novembro de 2017

SEXTA FEIRA – SANTO ANDRÉ DUNG-LAC PRESBÍTERO E MÁRTIR
(Vermelho, pref. comum ou dos mártires – ofício da memória)

Antífona da entrada

 

- A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; para os salvos, como nós, ela é poder de Deus

(1Cor 1,18).

 

Oração do dia

 

- Ó Deus, fonte e origem de toda paternidade, que destes aos santos mártires André e seus companheiros serem fiéis à cruz do vosso Filho até a efusão do sangue, concedei, por sua intercessão, que, propagando o vosso amor entre os irmãos, possamos ser chamados vossos filhos e filhas e realmente o sejamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: 1 Mc 4,36-37.52-59

 

- Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus: 36Naqueles, Judas e seus irmãos disseram: “Nossos inimigos foram esmagados. Vamos purificar o lugar santo e reconsagrá-lo”. 37Todo o exército então se reuniu e subiu ao monte Sião. 52No vigésimo quinto dia do nono mês, chamado Casleu, do ano cento e quarenta e oito, levantaram-se ao romper da aurora 53e ofereceram um sacrifício conforme a Lei, sobre o novo altar dos holocaustos que haviam construído. 54O altar foi novamente consagrado ao som de cânticos, acompanhados de cítaras, harpas e címbalos, na mesma época do ano e no mesmo dia em que os pagãos o haviam profanado. 55Todo o povo prostrou-se com o rosto em terra para adorar e louvar a Deus que lhes tinha dado um feliz triunfo. 56Durante oito dias, celebraram a dedicação do altar, oferecendo com alegria holocaustos e sacrifícios de comunhão e de louvor. 57Ornaram com coroas de ouro e pequenos escudos a fachada do templo. Reconstruíram as entradas e os alojamentos, nos quais puseram portas. 58Grande alegria tomou conta do povo, pois fora reparado o ultraje infligido pelos pagãos. 59De comum acordo com os irmãos e toda a assembléia de Israel, Judas determinou que os dias da dedicação do altar fossem celebrados anualmente com alegres festejos, no tempo exato, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Casleu.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl (1Cr 29, 10-12) (R: 1Cr 13b)

 

- Queremos celebrar o vosso nome glorioso.

R: Queremos celebrar o vosso nome glorioso.


- Bendito sejais vós, ó Senhor Deus, Senhor Deus de Israel, o nosso pai, desde sempre e por toda a eternidade!

R: Queremos celebrar o vosso nome glorioso.


- A vós pertencem a grandeza e o poder, toda a glória, esplendor e majestade, pois tudo é vosso: o que há no céu e sobre a terra!

R: Queremos celebrar o vosso nome glorioso.


- A vós, Senhor, também pertence a realeza, pois sobre a terra, como rei, vos elevais. Toda glória e riqueza vêm de vós!

R: Queremos celebrar o vosso nome glorioso.


- Sois o Senhor e dominais o universo, em vossa mão se encontra a força e o poder, em vossa mão tudo se afirma e tudo cresce!

R: Queremos celebrar o vosso nome glorioso.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem

 (Jo 15,16).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 19,45-48

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

- Glória a vós, Senhor!   

- Naquele tempo, 45Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam um modo de matá-lo. 48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!   

  

Liturgia comentada
Casa de oração... (Lc 19,45-48)

O Evangelho manifesta o zelo de Jesus pela Casa do Pai e sua percepção do caráter “sagrado” do ambiente do Templo. Sua acusação contra os profanadores é acentuada pelo contraste das duas definições: casa de oração X antro de salteadores! Boa ocasião para refletir sobre nossa atitude em nossos templos. Ainda mais nas igrejas católicas, onde a presença eucarística – Jesus vivo nas espécies consagradas! – exige muito mais respeito, veneração, adoração. Muito além da “função” do edifício consagrado a Deus, é a “presença real” do Senhor que questiona nossas atitudes na igreja, o modo de vestir, o repertório musical e o modo de executar os instrumentos.

Óbvio, nem tudo vai bem. Roupas pouco decentes, chicletes colados aos bancos, clima de bate-papo descontraído, canções profanas no culto divino, o “Tema de Lara” (a música-tema da concubina, no filme “O Doutor Jivago”) em pleno matrimônio cristão, como fundo para a entrada da noiva, além da bateria espalhafatosa, que impede a interiorização e a intimidade com Deus, e os “bailes cristãos” no mesmo espaço da celebração eucarística...

A “Congregação para o Culto Divino” (1987) lembra a finalidade do espaço sagrado: “Desde a antiguidade, se chamou igreja o edifício em que a comunidade cristã se reúne para escutar a palavra de Deus, para orar unida, para receber os sacramentos e para celebrar a Eucaristia, e para a adorar nele como sacramento permanente.” [...] “As igrejas não podem ser consideradas como simples lugares públicos, disponíveis para qualquer tipo de reuniões. São lugares sagrados, isto é, separados, destinados de modo permanente ao culto de Deus, desde o momento de sua dedicação ou da bênção.” Os templos são “sinais da Igreja peregrina aqui na terra, imagens que anunciam a Jerusalém celestial, lugares em que se atualiza o mistério da comunhão de Deus com os homens, sinal da permanência de Deus entre nós”.

Daí, a advertência: “Quando as igrejas são utilizadas para outras finalidades diversas da própria, põe-se em perigo a sua característica de sinal do mistério cristão, com consequências negativas, mais ou menos graves, para a pedagogia da fé e a sensibilidade do povo de Deus, tal como recorda a palavra do Senhor: ‘A minha casa será casa de oração’ (Lc 19,46)”.

Quem nos vê na igreja sabe que Deus está presente?

Orai sem cessar: “Louvai a Deus no seu santuário!” (Sl 150,1)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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