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Liturgia de 14 de dezembro de 2011

QUINTA FEIRA - SÃO JOÃO DA CRUZ PRESBÍTERO E DOUTOR
(branco, pref. do Advento I ou dos pastores - ofício da memória)

 

Antífona da entrada

 

- A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou (Gl 6,14).

Oração do dia

 

- Ó Deus, que inspirastes ao presbítero são João da Cruz extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre o seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Is 41, 13-20


- Leitura do Livro do Profeta Isaías: 13Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tomo pela mão e te digo: “Não temas; venho em teu socorro. 14Não tenhas medo, Jacó, pobre verme, não temais, homens de Israel. Eu vos ajudarei”, diz o Senhor e Salvador, o Santo de Israel. 15Eis que te transformei num carro novo de triturar, guarnecido de dentes de serra. Hás de triturar e despedaçar os montes, e reduzirás as colinas a poeira. 16Ao expô-los ao vento, o vento os levará e o temporal os dispersará; exultarás no Senhor e te alegrarás no Santo de Israel. 17Pobres e necessitados procuram água, mas não há, estão com a língua seca de sede. Eu, o Senhor, os atenderei, eu, Deus de Israel, não os abandonarei. 18Farei nascer rios nas colinas escalvadas e fontes no meio dos vales; transformarei o deserto em lagos e a terra seca em nascentes d’água. 19Plantarei no deserto o cedro, a acácia e a murta e a oliveira; crescerão no ermo o pinheiro, o olmo e o cipreste juntamente, 20para que os homens vejam e saibam, considerem e compreendam que a mão do Senhor fez essas coisas e o Santo de Israel tudo criou.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 145, 1.9.10-11.12-13ab (R: 8)

- Misericórdia e piedade é o Senhor! Ele é amor, é paciência, é compaixão!

R: Misericórdia e piedade é o Senhor! Ele é amor, é paciência, é compaixão!


- Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu Rei, e bendizer o vosso nome pelos séculos. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.

R: Misericórdia e piedade é o Senhor! Ele é amor, é paciência, é compaixão!


- Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!

R: Misericórdia e piedade é o Senhor! Ele é amor, é paciência, é compaixão!


- Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.

R: Misericórdia e piedade é o Senhor! Ele é amor, é paciência, é compaixão!

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 - Que os céus, lá do alto, derramem o orvalho, que chova das nuvens o justo esperado, que a terra se abra e germine o Senhor! (Is 45,8)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 11, 11-15


- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.

- Glória a vós, Senhor!

- Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 11“Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. 12Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam. 13Com efeito, todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. 14E se quereis aceitar, ele é o Elias que há de vir. 15Quem tem ouvidos, ouça”.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

 

Liturgia comentada
Eu te pego pela mão... (Is 41,13-20)

Não deixa de ser admirável que, nas penumbras do Velho Testamento, Deus fale pelo profeta em uma tonalidade tão íntima! Nada que lembre o Senhor dos Exércitos, o Altíssimo fora do humano alcance, o Vingador de Israel... Mesmo na Primeira Aliança, Deus já deixa perceber sua vontade de aproximar-se de nós.

“Pegar pela mão” é um gesto de intimidade. Não o fazemos com o inimigo, com o assaltante, com o invasor. Nem mesmo com o mendigo, creio eu... Ao contrário, a mão que se estende torna-se verdadeira ponte, canal de contato, entrega de si mesmo.

É assim que Deus faz: ele se entrega, se dá, se comunica. Deus se deixa encontrar, como afirma Isaías: “Buscai o Senhor enquanto ele se deixa encontrar!” (Is 55,6) Não se exige nenhum conhecimento esotérico para ter acesso ao Senhor; é dele mesmo a iniciativa de se fazer acessível, tomando-nos pela mão.

Claro, depois do Natal, após a Encarnação, o Filho de Deus estará entre nós de modo sensível, palpável, tangível. Sua mão acariciará as crianças. Sua mão há curar os enfermos. Sua mão tocará o intocável leproso. Ao longo de sua vida, suas mãos farão o bem, mostrando que Deus se fez Emanuel, um Deus-conosco.

Claro, pegar pela mão também é um gesto de proteção. Atitude tipicamente maternal em relação a uma criança que mal começa a andar e não se sustém nos próprios pés. As mãos de Deus são mãos de Mãe...

Enfim, no Calvário, as mãos de Jesus se deixarão transpassar, cravadas no madeiro. E ali, fixas e presas, não poderão fugir de nossas mãos desejosas de um encontro definitivo. Alguém se admira que as mesmas feridas se projetem às mãos de Francisco, às mãos de Padre Pio de Pietrelcina, às mãos de Gemma Galgani, à fronte de Marthe Robin?

Não devemos desperdiçar o Natal, travestindo-o em mero folclore com presépios infantis. O Natal é a festa da Encarnação, quando o Filho de Deus assume mãos humanas para se fazer ainda mais próximo de nós. Aposto que o Menino de Belém ficaria muito feliz se, a partir deste Natal, pudesse contar com nossas mãos para fazer contato com a multidão que o desconhece.

Orai sem cessar: “Na tua mão, Senhor, está o meu destino!” (Sl 31,16)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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