31 99979 9360

Entre em contato

31 3443 4813

Fale conosco

Sede Nacional - Av. Orsi Conceição Minas, 200 - Bandeirantes - BH/MG

LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 01 de maio de 2026

6ª feira da 4ª Semana da Páscoa

Memória Facultativa
São José Operário


Antífona de entrada

Vós nos redimistes, Senhor, pelo vosso sangue, de todas as raças, línguas, povos e nações, e fizestes de nós um reino e sacerdotes para nosso Deus, aleluia. (Cf. Ap 5, 9-10)


Coleta

Ó Deus, autor da nossa liberdade e da nossa salvação, ouvi os que vos suplicam e concedei aos redimidos pela efusão do sangue do vosso Filho viver por vós e alegrar-se com a vossa constante proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Primeira Leitura — At 13, 26-33

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, tendo chegado a Antioquia da Pisídia, Paulo disse na sinagoga: 26 “Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação. 27 Os habitantes de Jerusalém e seus chefes não reconheceram a Jesus e, ao condená-lo, cumpriram as profecias que se leem todos os sábados. 28 Embora não encontrassem nenhum motivo para a sua condenação, pediram a Pilatos que fosse morto. 29 Depois de realizarem tudo o que a Escritura diz a respeito de Jesus, eles o tiraram da cruz e o colocaram num túmulo. 30 Mas Deus o ressuscitou dos mortos 31 e, durante muitos dias, ele foi visto por aqueles que o acompanharam desde a Galileia até Jerusalém. Agora eles são testemunhas de Jesus diante do povo.

32 Por isso, nós vos anunciamos este Evangelho: a promessa que Deus fez aos antepassados, 33 ele a cumpriu para nós, seus filhos, quando ressuscitou Jesus, como está escrito no salmo segundo: ʽTu és o meu filho, eu hoje te gereiʼ”.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 2, 6-7. 8-9. 10-11 (R. 7)

Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!

“Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei e em Sião, meu monte santo, o consagrei!” O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!”
Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!

Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. Com cetro férreo haverás de dominá-los, e quebrá-los como um vaso de argila!
Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!

E agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória e prestai-lhe homenagem com respeito!
Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!

Sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (Jo 14, 6) ℟.
Aleluia, Aleluia, Aleluia.


Evangelho — Jo 14, 1-6

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1 “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3 e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4 E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”.

5 Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6 Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.


PALAVRA DE VIDA
Não é o filho do carpinteiro?
(Mt 13,54-58)

Celebrando a festa de São José Operário, a liturgia da Igreja dirige nosso olhar para a humilde casa de Nazaré. Era a casa de José, o naggar, palavra hebraica que designa mais que um simples carpinteiro, mas um “artesão” capaz de trabalhos mais refinados. No texto grego do Evangelho, São Lucas usa a palavra “tékton”, termo genérico que engloba as atividades de um marceneiro, um ferreiro etc. Mas, acima de tudo, estamos na presença de um operário movido pelo amor.

Na Encíclica “Redemptoris Custos” [O guarda do Redentor], de 1989, o Papa João Paulo II escrevia: “A expressão cotidiana deste amor na vida da Família de Nazaré é o trabalho. O texto evangélico especifica o tipo de trabalho, mediante o qual José procurava garantir a sustentação da família: o trabalho de carpinteiro”. (RC, 22)

O texto logo associa o trabalho ao mistério da encarnação do Verbo de Deus: “O trabalho humano, em particular o trabalho manual, tem no Evangelho um acento especial. Juntamente com a humanidade do Filho de Deus, ele foi acolhido no mistério da Encarnação, como também foi redimido de maneira particular”. Ocorre em Jesus Cristo uma “redenção” do trabalho. Tantas vezes recusado pela “gente fina” e transformado em símbolo de escravidão, depois de Nazaré o trabalho vai mostrar-se como instrumento de santificação e realização do homem.

Em outra Encíclica, o mesmo João Paulo II comentava: “O suor e a fadiga, que o trabalho comporta necessariamente na presente condição da humanidade, proporcionam aos cristãos e a todo homem, dado que são chamados para seguir a Cristo, a possibilidade de participar no amor à obra que o mesmo Cristo veio realizar”. (Laborem Exercens, 27) Isto quer dizer que o objetivo maior do trabalho humano não é a retribuição material pelo salário, nem o reconhecimento social pelo sucesso, mas a oportunidade de amar concretamente, ao dispor os dons pessoais em benefício do próximo.

“Suportando o que há de penoso no trabalho em união com Cristo crucificado por nós – prossegue o Papa – o homem colabora, de algum modo, com o Filho de Deus na redenção da humanidade. Mostrar-se-á como verdadeiro discípulo de Jesus, levando também ele a cruz de cada dia nas atividades que é chamado a realizar.” (LE, 22)

Desde então, o cristão não pode mais ver no trabalho apenas uma forma de “ganhar a vida” ou de garantir uma remuneração ao fim do mês. Muito menos como um castigo gerado pelo pecado original. O cristão sabe por experiência – e pelo exemplo de Nazaré – que o trabalho santifica o homem.

Orai sem cessar: “Viverás do trabalho de tuas mãos…” (Sl 128,2)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

Compartilhe nas mídias

Comente o que achou: