31 99979 9360

Entre em contato

31 3443 4813

Fale conosco

Sede Nacional - Av. Orsi Conceição Minas, 200 - Bandeirantes - BH/MG

LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 02 de maio de 2026

Santo Atanásio, Bispo e Doutor da Igreja, Memória


Antífona de entrada

No meio da Igreja o Senhor abriu os seus lábios, encheu-o com o espírito de sabedoria e inteligência e o revestiu com um manto de glória, aleluia. (Cf. Eclo 15, 5)


Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, que nos destes no bispo Santo Atanásio um exímio defensor da divindade do vosso Filho, concedei-nos benigno que, alegrando-nos com sua doutrina e proteção, possamos conhecer-vos sempre melhor e vos amar cada vez mais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Primeira Leitura — At 13, 44-52

Leitura dos Atos dos Apóstolos
44 No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra de Deus. 45 Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e, com blasfêmias, opunham-se ao que Paulo dizia.

46 Então, com muita coragem, Paulo e Barnabé declararam: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que nos vamos dirigir aos pagãos. 47 Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’”.

48 Os pagãos ficaram muito contentes quando ouviram isso, e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que eram destinados à vida eterna, abraçaram a fé. 49 Desse modo, a palavra do Senhor espalhava-se por toda a região. 50 Mas os judeus instigaram as mulheres ricas e religiosas, assim como os homens influentes da cidade, provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. 51 Então os apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos pés, e foram para a cidade de Icônio. 52 Os discípulos, porém, ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 97(98), 1. 2-3ab. 3cd-4 (R. 3cd)

Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.
Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

Se guardais minha palavra, diz Jesus, realmente vós sereis os meus discípulos. (Jo 8, 31b-32)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.


Evangelho — Jo 14, 7-14

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 7 “Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8 Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!”

9 Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Paiʼ? 10 Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras.

11 Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12 Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13 e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.


PALAVRA DE VIDA
Conhecereis também a meu Pai! (Jo 14,7-14
)

O Evangelho da liturgia de hoje vem trazer à nossa memória uma animadora promessa de Jesus: em itinerário espiritual, nós chegaremos a conhecer o Pai de Jesus Cristo! Certa vez, Filipe já havia pedido ao Mestre: “Mostra-nos o Pai, e isso nos basta!” Jesus pareceu espantar-se: “Há tanto tempo estou convosco e não ME conheceis, Felipe? Quem ME viu, viu o Pai”. O mesmo Jesus que diria: “Eu e o Pai somos UM”, apresenta-nos o seu próprio rosto como a Face do Pai.

De fato, as palavras e os gestos de Jesus manifestavam – bem mais que todas as teofanias da Primeira Aliança, com suas nuvens, trovões e efeitos especiais – os traços próprios da “personalidade” do Pai celeste: misericórdia e amor, cuidados pelos seus, uma Vida inesgotável e um perdão sem limites. Essa imprevista “revelação” chegaria ao seu ponto culminante no Calvário, quando o Amor divino seria traduzido na entrega da própria vida do Filho Unigênito.

Estamos, pois, diante de uma experiência religiosa que vai além de tudo aquilo que a humanidade já experimentara em sua busca espiritual. Deus não se confunde com as forças da matéria, que deveriam ser dominadas pela magia e pelos encantamentos. Deus não é uma entidade ameaçadora cujo excesso de poder pode extravasar e causar a ruína dos mortais. Deus não é igualmente uma solidão inatingível no alto do Olimpo, neutra diante das misérias humanas. Enfim, Deus não é um Destino que puxa os cordéis das marionetes de carne e osso. Deus é Pai.

É para este Pai que Jesus Cristo começa a se encaminhar, já pressentindo o final de sua missão terrena. E promete que estará junto do Pai como nosso intercessor: “Tudo o que pedirdes ao Pai EM MEU NOME, eu o farei…” E pedir “em nome de Jesus” é pedir exatamente o que Jesus pediria: a glória do Pai, a implantação de seu Reino na terra, o cumprimento de sua Vontade.

E o pão? E o leite? E as roupas? E o diploma? E o salário? E a aposentadoria? “São os pagãos que se preocupam com estas coisas; vosso Pai celeste sabe muito bem que precisais de todas elas.” (Mt 6,32) Que devemos, pois, buscar? “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais vos será… dado!” (Mt 6,33)

Quando os discípulos pediram a Jesus um modelo de oração que os distinguisse como grupo, o Mestre usou (e nós ousamos!) uma palavra aramaica típica de um bebê da Palestina nos braços de seu pai: Abbá – um diminutivo afetivo que um adulto jamais empregaria.

Vivo como pagão? Tento arrancar as coisas de Deus como se ele não fosse meu Pai? Ou me abandono, confiante, como o bebê do Salmo 130 [131], em suas mãos amorosas?

Orai sem cessar:Nas tuas mãos, ó Pai, entrego a minha vida!

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

Compartilhe nas mídias

Comente o que achou: