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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 03 de outubro de 2026

Santos André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, Presbíteros, Mateus Moreira e companheiros, Mártires, Memória

Antífona de entrada

Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro. (Ap 7, 14)

Coleta

Ó Deus, concedestes admirável constância no martírio aos Santos André e Ambrósio, presbíteros, Mateus Moreira e seus companheiros leigos; fazei que o seu testemunho de fé fortaleça as nossas comunidades e estimule a ação missionária de vossa Igreja. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Jó 42, 1-3. 5-6. 12-16

Leitura do Livro de Jó

1 Jó respondeu ao Senhor, dizendo: 2 “Reconheço que podes tudo e que para ti nenhum pensamento é oculto. 3 – Quem é esse que ofusca a Providência, sem nada entender? Falei, pois, de coisas que não entendia, de maravilhas que ultrapassam a minha compreensão. 5 Conhecia o Senhor apenas por ouvir falar, mas, agora, eu o vejo com meus olhos. 6 Por isso me retrato e faço penitência no pó e na cinza”.

12 O Senhor abençoou a Jó no fim de sua vida mais do que no princípio; ele possuía agora catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. 13 Teve outros sete filhos e três filhas: 14 a primeira chamava-se “Rola”, a segunda “Cássia”, e a terceira “Azeviche”. 15 Não havia em toda a terra mulheres mais belas que as filhas de Jó. Seu pai lhes destinou uma parte da herança, entre os seus irmãos. 16 Depois destes acontecimentos, Jó viveu cento e quarenta anos, e viu seus filhos e os filhos de seus filhos até a quarta geração. E Jó morreu velho e repleto de anos.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 118(119), 66. 71. 75. 91. 125. 130 (R. 135a)

Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos.

66 Dai-me bom senso, retidão, sabedoria, pois tenho fé nos vossos santos mandamentos!
Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos.

71 Para mim foi muito bom ser humilhado, porque assim eu aprendi vossa vontade!
Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos.

75 Sei que os vossos julgamentos são corretos, e com justiça me provastes, ó Senhor!
Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos.

91 Porque mandastes, tudo existe até agora; todas as coisas, ó Senhor, vos obedecem!
Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos.

125 Sou vosso servo: concedei-me inteligência, para que eu possa compreender vossa Aliança!
Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos.

130 Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina, ela dá sabedoria aos pequeninos.
Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos.

Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (cf. Mt 11,25)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Lc 10, 17-24

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 17 os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”. 18 Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. 19 Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20 Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”.

21 Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22 Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

23 Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24 Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
E as revelaste aos pequeninos… (Lc 10,17-24)

Certa vez, vi um aluno, em plena sala de aula, com uma camiseta que me chamou a atenção. Ela trazia o desenho de um alto de morro onde, em primeiro plano, um grupo de magos e cientistas examinava as estrelas com lunetas, binóculos e telescópios. Em segundo plano, bem atrás de uma moita de capim, escondia-se Jesus, cercado por um bando de criancinhas. E Jesus tinha o indicador sobre os lábios, na vertical, como se dissesse: “Não digam a eles que eu estou aqui!”

Aquela camiseta denunciava, de forma brincalhona, a nossa antiga ilusão de buscar a Deus nas alturas, quando ele já “desceu” e se pôs no nosso nível, tornando-se acessível a todos. Desde a Encarnação do Verbo, toda elucubração teológica se revela como insano esforço de homens que pretendem transformar sua relação com Deus em uma espécie de árdua conquista, quando, ao contrário, o próprio Deus, revestido de nossa fraqueza humana, se dá de graça aos pequeninos.

Mais recentemente, passou entre nós o Irmão Francisco, lembrado pela liturgia de ontem. Espalhando a paz pelas ruas de Assis, livre, pacífico e pobre, tinha todo o tempo do mundo para Jesus e para os irmãos. Foi pensando nele que escrevi o soneto “Francisco”:

Em tudo a procurar o mais pequeno…
Em tudo a preferir o mais oculto…
Lá vai Francisco a projetar seu vulto,
Que logo nos recorda o Nazareno…

Não ergue a voz: tem o falar sereno.
Não nos condena: a todos leva indulto.
Amar e sempre amar – eis o seu culto,
No coração de Paz e Bem tão pleno!

De pés no chão, de roupa remendada,
Atraindo as calhandras pela estrada,
Lá vai o “poverello” de Assis…

E dizem que, na história deste mundo,
Ninguém viveu o Amor assim profundo…
Ninguém viveu tão pobre e tão feliz…

Orai sem cessar: “Mantenho em calma e sossego a minha alma.” (Sl 131,2)

Texto e poema de Antônio Carlos Santini, da Com. Católica Nova Aliança.

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