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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 05 de maio de 2026

3ª feira da 5ª Semana da Páscoa


Antífona de entrada

Louvai o nosso Deus, todos os seus servos e todos os que o temeis, pequenos e grandes, pois chegou a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, aleluia. (Cf. Ap 19, 5; 12, 10)


Coleta

Ó Deus, na ressurreição de Cristo vós nos renovais para a vida eterna; dai ao vosso povo constância na fé e na esperança, para que jamais duvide do cumprimento das promessas que fizestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Primeira Leitura — At 14, 19-28

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, 19 de Antioquia e Icônio chegaram judeus que convenceram as multidões. Então apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, pensando que ele estivesse morto. 20 Mas, enquanto os discípulos o rodeavam, Paulo levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu para Derbe com Barnabé.

21 Depois de terem pregado o Evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia. 22 Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. 23 Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado.

24 Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. 25 Anunciaram a palavra em Perge, e depois desceram para Atália. 26 Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado.

27 Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos. 28 E passaram então algum tempo com os discípulos.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 144(145), 10-11. 12-13ab. 21 (R. cf. 12a)

Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso.

Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!
Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso.

— Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.
Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso.

— Que a minha boca cante a glória do Senhor e que bendiga todo ser seu nome santo desde agora, para sempre e pelos séculos.
Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso.

Era preciso que Cristo sofresse e ressuscitasse dos mortos para entrar em sua glória, aleluia. (Lc 24, 46. 26)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.


Evangelho — Jo 14, 27-31a

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27 “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28 Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29 Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.

30 Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31a mas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.


PALAVRA DE VIDA
Levantai-vos! (Jo 14,27-31a)

Na vida, tudo tem a sua hora. Há coisas que são realmente inadiáveis. Há momentos que são de decisão. É como se ali se definisse o futuro e o sentido de nossa vida. Falamos, então, na Hora H, no Dia D.

Este imperativo – Levantai-vos! – é pronunciado por Jesus Cristo no encerramento da Última Ceia, após a qual ele “já não beberia do fruto da videira, até que viesse o Reino” (cf. Lc 22,18). Chegou a “hora” de Jesus. Não há mais tempo a perder. Aguarda-o a sua Paixão e Morte na cruz.

É admirável aos nossos olhos a consciência que Jesus tem a respeito de sua missão como vítima de propiciação pela humanidade. Sabe muito bem o que espera por ele e, mesmo assim, não hesita jamais. Impelido pelo amor, que trabalha incansavelmente pela redenção da humanidade mergulhada nas trevas do pecado, Jesus manifesta a sua prontidão em dar a vida por nós. Ele é uma vítima vicária, assumindo um posto que cabia, por justiça, a nós, os pecadores.

Trata-se de uma disposição bem diferente da de Tomé, quando viu que Jesus se dispunha a voltar a Jerusalém, onde tantos perigos o rondavam, e gemeu baixinho: “Vamos nós também, para morrermos com Ele!” (Cf. Jo 11,16.) Para o apóstolo, a “hora” era motivo de lágrimas e lamentações.

Tal como Tomé, nós também ainda não estamos muito animados com a hipótese de “morrer com ele”… Morrer para nossos pecados. Morrer para nossos vícios. Morrer para nossas razões. Morrer para nossos planos e projetos pessoais. Morrer… para tudo aquilo que impede uma consagração definitiva a nossa missão de evangelizar!

Em nossa caminhada, há sempre alguma coisa que nos prende, nos faz hesitar, adiar a grande decisão e ir empurrando com a barriga uma vida feita de pura mediocridade. O imperativo de Jesus manifesta que já é hora de ficar de pé, caminhar e assumir a cruz. Venceremos nossa inércia?

Os discípulos devem ter estranhado a “animação” de Jesus. Devem ter estranhado também quando o Mestre disse que os discípulos tinham motivo de se alegrar porque Jesus estava de malas prontas para “ir ao Pai”. Nós também ainda não aprendemos a nos alegrar com as cruzes que Deus “escolhe” para nós, cruzes que serão instrumento de salvação para nós e para muitos…

Quando diremos, afinal: “Senhor, eis-me aqui! Fazei de mim um instrumento de vossa paz?”

Orai sem cessar: “Aqui estou, Senhor. Envia-me!” (Is 6,8.)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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