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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 05 de setembro de 2025




Antífona

– Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo dia! Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. (Sl 85,3.5).


Coleta

– Deus onipotente, fonte de todo dom perfeito, semeai em nossos corações o amor ao vosso nome e, estreitando os laços que nos unem convosco, fazei crescer em nós o que é bom e guardai com amorosa solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. 


1ª Leitura: Cl 1,15-20

– Leitura da carta de São Paulo aos Colossenses: 15Cristo Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, 16pois por causa dele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17Ele existe antes de todas as coisas e todas têm nele a sua consistência. 18Ele é a Cabeça do corpo, isto é, da Igreja. Ele é o princípio, o Primogênito dentre os mortos; de sorte que em tudo ele tem a primazia, 19porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude e 20por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz.

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus. 


Salmo Responsorial: Sl 100,2-3.4.5 (R: 2c)

– Com canto apresentai-vos diante do Senhor!
R: Com canto apresentai-vos diante do Senhor!


– Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!

R: Com canto apresentai-vos diante do Senhor!


– Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos o seu povo e seu rebanho.

R: Com canto apresentai-vos diante do Senhor!


– Entrai por suas portas dando graças, e em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei!

R: Com canto apresentai-vos diante do Senhor!


– Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!

R: Com canto apresentai-vos diante do Senhor!

Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8,12). 

Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 5,33-39

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!

– Naquele tempo, 33os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. 36Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. 38Vinho novo deve ser posto em odres novos. 39E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Vinho novo em odres novos… (Lc 5,33-39)

A Primeira Aliança – imagem nebulosa e germe incompleto da Nova e Eterna Aliança – é aqui representada pelos odres velhos. Em odres velhos, vinho velho: a promessa do Messias, sacrifícios de bodes e novilhos, interminavelmente renovados, dez mandamentos gravados em tábuas de pedra no Sinai e o fardo pesado da Lei. Em odres novos, vinho novo: a presença do Salvador, o sangue de Jesus derramado em definitivo no Calvário, uma vez por todas, o dom do Espírito Santo e o fardo leve do amor…

Bem, o vinho novo tem sua natureza: borbulha, fermenta, não pode ser contido em odres velhos, pele seca, encarquilhada, pronta a se romper com a efervescência do vinho. Por isso mesmo, é condição essencial que, antes de acolher a “novidade” de Jesus, nossos corações sejam transformados, renovados, rejuvenescidos pelo Espírito Santo. Ser renovado para acolher o novo.

De fato, na realidade vivemos hoje duas Igrejas bem diferentes. De um lado, a Igreja de rezas e novenas, procissões e promessas, ladainhas e fórmulas impressas. Um tanto formal, burocrática, encerrada no templo, olhos presos no passado. De outro lado, já se manifesta uma Igreja que sai às ruas, acolhe os mendigos, visita os presidiários, impõe as mãos aos enfermos, anuncia Jesus no rádio e na TV. Enquanto antigas congregações fecham seus conventos e templos da Europa são vendidos por falta de fiéis, as comunidades novas e multiplicam em todo o mundo.

Se eu sou um odre velho, permaneço preso à velha medida e rejeito a “novidade”. Pior ainda: julgo a nova Igreja como revolucionária e iconoclasta, digo que ela é barulhenta e agitada, penso até que ela está se sujando no lamaçal do mundo. E suspiro com saudades do latim…

Ora, quando o Papa João XXIII convocou o Concílio Vaticano II, ensinou-nos a rezar a Deus, pedindo por um “novo Pentecostes”, isto é, um novo derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja, que lhe permitisse abrir as janelas trancadas e fazer contato com o mundo. João Paulo II, em sua peregrinação pelo planeta, falou tantas vezes na chegada de uma “nova Primavera” para a Igreja.

Pois ela está aí. Já passou as portas. Já pulsa dentro de nós. Não é difícil perceber os sinais de sua nova brotação, especialmente na vida dos movimentos e das Comunidades Novas, onde o Evangelho se transforma em diaconias, isto é, aquele serviço que Jesus antecipava ao lavar os pés de seus apóstolos.

Quando a Igreja se mostra realmente renovada? Quando amarra a toalha na cintura e se põe a servir…

Orai sem cessar: “Onde está o teu irmão?” (Gn 4,9)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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