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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 06 de agosto de 2026

Transfiguração do Senhor, Festa

Antífona de entrada

Numa nuvem luminosa apareceu o Espírito Santo e a voz do Pai se fez ouvir: Este é o meu Filho muito amado, no qual eu coloquei todo o meu amor: escutai-o! (Cf. Mt 17, 5)

Glória

Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.

Coleta

Ó Deus, na gloriosa Transfiguração de vosso Filho Unigênito, confirmastes os mistérios da fé pelo testemunho de Moisés e Elias e mostrastes de modo admirável a plenitude da nossa adoção de filhos; concedei a nós, vossos servos e servas, que, ouvindo a voz do vosso próprio Filho amado, mereçamos ter parte em sua herança. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Dn 7, 9-10. 13-14

Leitura da Profecia de Daniel

9 Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10 Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos.

13 Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14 Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Ou:

Primeira Leitura — 2Pd 1, 16-19

Leitura da Segunda Carta de São Pedro

Caríssimos, 16 não foi seguindo fábulas habilmente inventadas que vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas sim, por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17 Efetivamente, ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que dizia: “Este é o meu Filho bem-amado, no qual ponho o meu bem-querer”. 18 Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com ele no monte santo. 19 E assim se nos tornou ainda mais firme a palavra da profecia, que fazeis bem em ter diante dos olhos, como lâmpada que brilha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 96(97), 1-2. 5-6. 9 (R. 1a. 9a)

Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.

Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito.
Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.

As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória.
Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.

Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, muito acima do universo que criastes, e de muito superais todos os deuses.
Deus é Rei, é o Altíssimo, muito acima do universo.

Eis meu Filho muito amado; nele está meu bem-querer, escutai-o, todos vós! (Mt 17, 5c)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho (Mt 17, 1-9)

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3 Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4 Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias”. 5 Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” 6 Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7 Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos, e não tenhais medo”. 8 Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9 Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
Três tendas… (Mt 17,1-9)

Enquanto escrevo esta reflexão, tenho diante dos olhos o ícone da Transfiguração. No alto da montanha inteiramente inundada pela Luz divina, revestido de inigualável alvura, envolvido por círculos concêntricos em matizes de azul, o Cristo Senhor.

No dia a dia da planície, da oficina de Nazaré às esquinas de Cafarnaum, os homens viam apenas o “filho do carpinteiro”. Agora, não! Tendo a seu lado por testemunhas Moisés (a antiga Lei) e Elias (a profecia da Primeira Aliança), o que se pode ver é o próprio Filho de Deus. Nem precisaríamos da voz que desce da nuvem a identificá-lo – como já o fizera em seu batismo no Jordão: “Eis o meu Filho muito amado… Ouvi-o!”

Na base do ícone, prostrados por terra, vencidos pelo temor (Mt 17,6) ou pelo sono (Lc 9,32), vejo Pedro, Tiago e João. Que será que eles temem? Por que preferem dormir?

Certamente o sono será mais cômodo que ouvir a conversa entre Jesus, Moisés e Elias, pois falam exatamente sobre “a morte de Jesus” (cf. Lc 9,31). Ora, esta experiência de testemunhas oculares da glória do Tabor deveria servir-lhes de vacina para a próxima experiência da outra montanha: o Calvário. Mas eles dormem…

No final, Pedro sugere que permaneçam lá no alto, onde armaria três tendas para os três personagens. E a palavra “tenda” não pode deixar de ser associada ao Prólogo do Evangelho de João (cf. Jo 1,14), onde lemos que o Verbo “fez sua tenda” [eskénosen], “acampou entre nós”.

Menos mal que as tendas são a morada dos nômades, dos pastores que se deslocam permanentemente em busca do pasto para seus rebanhos. O próprio Paulo – fabricante de tendas! – nos lembraria que não temos, aqui na terra, morada permanente, mas habitamos apenas tendas provisórias (2Cor 5,1-2).

Por tudo isso, a sugestão de Simão Pedro não foi acolhida. Após a glória do Tabor, é preciso descer ao encontro dos homens, atravessar a penumbra de suas cidades, anunciar a Boa Nova. E enquanto perdura esta missão, não teremos o luxo de descansar na montanha luminosa.

Sem esquecer, todavia, que a boa notícia que temos a dar passa necessariamente pela cruz…

Orai sem cessar: “O Senhor é minha luz e minha salvação!” (Sl 27,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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