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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 06 de maio de 2026

4ª feira da 5ª Semana da Páscoa


Antífona de entrada

Vosso louvor é transbordante em minha boca, a alegria cantará sobre meus lábios, aleluia. (Cf. Sl 70, 8. 23)


Coleta

Ó Deus, que amais e restaurais a inocência, orientai para vós os corações dos vossos filhos e filhas, a fim de que jamais se desviem da luz da vossa verdade aqueles que libertastes das trevas da incredulidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Primeira Leitura — At 15, 1-6

Leitura dos Atos dos Apóstolos
1 Naqueles dias, chegaram alguns da Judeia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: “Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de Moisés”. 2 Isto provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos.

3 Depois de terem sido acompanhados pela comunidade, Paulo e Barnabé atravessaram a Fenícia e a Samaria. Contaram sobre a conversão dos pagãos, causando grande alegria entre todos os irmãos.

4 Chegando a Jerusalém, foram recebidos pelos apóstolos e os anciãos, e narraram as maravilhas que Deus tinha realizado por meio deles. 5 Alguns, dos que tinham pertencido ao partido dos fariseus e que haviam abraçado a fé, levantaram-se e disseram que era preciso circuncidar os pagãos e obrigá-los a observar a Lei de Moisés. 6 Então, os apóstolos e os anciãos reuniram-se para tratar desse assunto.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 121(122), 1-2. 3-4a. 4b-5 (R. cf. 1)

Que alegria, quando ouvi que me disseram: Vamos à casa do Senhor!

Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.
Que alegria, quando ouvi que me disseram: Vamos à casa do Senhor!

Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor.
Que alegria, quando ouvi que me disseram: Vamos à casa do Senhor!

Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi.
Que alegria, quando ouvi que me disseram: Vamos à casa do Senhor!

Ficai em mim e eu em vós ficarei, diz Jesus; quem em mim permanece, há de dar muito fruto. (Jo 15, 4a. 5b)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.


Evangelho — Jo 15, 1-8

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1 “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2 Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3 Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4 Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim.

5 Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6 Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7 Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8 Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.


PALAVRA DE VIDA
Nós, os ramos (Jo 15,1-8)

Em 28 de abril de 2024, em Veneza, Itália, o Papa Francisco comentava esta passagem do Evangelho de São João:

“Jesus é a videira, nós, os ramos. E Deus, Pai misericordioso e bom, como um agricultor paciente, trabalha em nós com cuidado para que a nossa vida seja repleta de frutos. Por isso, Jesus recomenda-nos que preservemos o dom inestimável que é o vínculo com Ele, do qual dependem a nossa vida e a nossa fecundidade. Ele repete com insistência: ‘Permanecei em mim, e Eu em vós Quem permanecer em mim e Eu nele dará muito fruto’ (Jo 15,4). Só dá fruto quem permanece unido a Jesus. Meditemos sobre isto!

Jesus está prestes a concluir a sua missão terrena. Na Última Ceia com aqueles que serão os seus apóstolos, confia-lhes, além da Eucaristia, algumas palavras-chave. Uma delas é precisamente esta: ‘permanecei’, mantende vivo o vínculo comigo, permanecei unidos a mim como os ramos à videira.

Assim, a metáfora da videira, ao mesmo tempo que exprime o cuidado amoroso de Deus por nós, por outro lado adverte-nos, pois quando rompemos este vínculo com o Senhor, não podemos gerar frutos de vida boa e corremos o risco de nos tornarmos nós próprios ramos secos. Isto é terrível, tornar-nos ramos secos, aqueles ramos que são rejeitados.

É isto que conta: permanecer no Senhor, habitar n’Ele. Pensemos nisto por um minuto: permanecer no Senhor, habitar n’Ele. E este verbo — permanecer — não deve ser interpretado como algo estático, como se quisesse dizer-nos para ficar parados, estacionados na passividade; na realidade, convida-nos a pôr-nos em movimento, pois permanecer no Senhor significa crescer; permanecer sempre no Senhor significa crescer, crescer na relação com Ele, dialogar com Ele, acolher a sua Palavra, segui-lo no caminho do Reino de Deus. Por isso, trata-se de ir atrás d’Ele: permanecer no Senhor e caminhar, ir atrás d’Ele, deixar-nos estimular pelo seu Evangelho, tornando-nos testemunhas do seu amor.

E nós, cristãos, que somos ramos unidos à videira, vinha do Deus que cuida da humanidade e que criou o mundo como um jardim para que nele possamos florescer e fazê-lo florir, como nós, cristãos, respondemos? Permanecendo unidos a Cristo, poderemos dar os frutos do Evangelho na realidade que habitamos: frutos de justiça e de paz, frutos de solidariedade e de cuidado mútuo; escolhas de atenção à salvaguarda da herança ambiental, mas também humana: não esqueçamos o legado humano, a nossa grande humanidade, aquela que Deus assumiu para caminhar conosco; é necessário que as nossas comunidades cristãs, os nossos bairros e as cidades se tornem lugares hospitaleiros, acolhedores, inclusivos.”

Orai sem cessar: “Graças mim é que produzes fruto!” (Os 14,8b)

Apresentação de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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