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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 07 de agosto de 2026

6ª feira da 18ª Semana do Tempo Comum

Memória Facultativa

São Sisto II, Papa, e companheiros, mártires ou São Caetano, Presbítero

Antífona de entrada

Vinde ó Deus em meu auxílio, apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me. Sois meu Deus libertador e meu auxílio. Não tardeis em socorrer-me, ó Senhor! (Cf. Sl 69, 2. 6)

Coleta

Assisti, Senhor, os vossos fiéis e cumulai com vossa inesgotável bondade, aqueles que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Na 2, 1. 3; 3, 1-3. 6-7

Leitura da Profecia de Naum

2, 1 “Eis sobre os montes os passos de um mensageiro, que anuncia a paz. Ó Judá, celebra tuas festas, cumpre tuas promessas: nunca mais Belial pisará teu solo; ele foi aniquilado. 3 O Senhor há de restaurar a grandeza de Jacó, assim como a grandeza de Israel, pois os ladrões os saquearam e devastaram suas videiras.

3, 1 Ai de ti, cidade sanguinária, cheia de imposturas, cheia de espoliação e de incessante rapinagem. 2 Estalo de chicotes, fragor de rodas, cavalos relinchando, ringir de carros impetuosos, cavaleiros à carga, 3 espadas brilhando e lanças reluzentes, trucidados sem conta, mortos aos montes; cadáveres sem fim, tropeça-se sobre os corpos.

6 Farei cair sobre ti tuas abominações, e te lançarei em rosto merecidos insultos; de ti farei um exemplo. 7 Assim, todos os que te virem, fugirão para longe, dizendo: ‘Nínive está em ruínas! Quem terá compaixão dela? Onde achar quem a console?’”

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Dt 32, 35cd-36ab. 39abcd. 41 (R. 39c)

Sou eu que tiro a vida, sou eu quem faz viver!

Já vem o dia em que serão arruinados e o seu destino se apressa em chegar. Porque o Senhor fará justiça ao seu povo e salvará todos aqueles que o servem.
Sou eu que tiro a vida, sou eu quem faz viver!

Saibam todos que eu sou, somente eu, e não existe outro Deus além de mim: quem mata e faz viver, sou eu somente, sou eu que firo e eu que torno a curar.
Sou eu que tiro a vida, sou eu quem faz viver!

Se eu afiar a minha espada reluzente e com as minhas próprias mãos fizer justiça, dos adversários todos hei de me vingar e vou retribuir aos que odeiam.
Sou eu que tiro a vida, sou eu quem faz viver!

Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles! (Mt 5, 10)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 16, 24-28

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 24 Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25 Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.

26 De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27 Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28 Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
Negue-se a si mesmo! (Mt 16,24-28)

Trata-se de um imperativo? Sim. Mas não é uma obrigação. Esse estranho mandamento vem logo após uma cláusula condicional: “Se alguém quiser vir após mim…” É em plena liberdade, com plena consciência, movido pelo amor, que alguém professará esta autonegação.

Se eu fosse um pouco mais coerente, certamente não manifestaria tal estranheza diante do imperativo de Jesus: negar-me a mim mesmo… É que nós fazemos exatamente isto, todos os dias, por interesse, por medo, por dinheiro. O patrão me humilha, mas eu temo suas ordens imperiais; por isso, nego-me a mim mesmo e abaixo a crista. O marido despreza a esposa, mas ela acostumou-se a depender de sua tutela; por isso, não levanta a voz. Meu trabalho me esgota, exige muito de mim, toma todo o meu tempo, mas como preciso de meu salário, fico firme.

É hora de pensar: e se nós fizéssemos isto por AMOR? Se o discípulo está realmente apaixonado por seu Mestre, achará fácil negar-se a si mesmo, abrir mão dos valores do mundo e, assim, dispor-se a assumir a mesma missão de seu Mestre. Até o fim. Até a cruz. Até a morte.

Aliás, a jovem apaixonada não deixa a segurança e os afetos do lar paterno para iniciar uma vida nova (cheia de riscos e incertezas!) com seu marido? E não se mostrará disposta a trabalhar duro, apoiar o amado, acolhê-lo ao final do dia… só por amor? O jovem apaixonado não deixará o estilo light da vida de solteiro para se casar, assumindo os deveres e responsabilidades da vida nova… só por amor? Não é por amor que as mães sofrem os incômodos da gravidez e as dores do parto? Só por amor?

Aqui está a nossa falha original: olhamos para a cruz e só percebemos a dor, o sofrimento, o sangue derramado. Não percebemos o amor. Vemos no Crucificado apenas uma vítima da maior injustiça de todos os tempos. Não percebemos nele o maior gesto de amor de toda a História…

Sim, quando Jesus nos convida (agora, parece mais um convite…) a abrir mão de nossos próprios interesses, projetos, comodidades, no fundo, bem no fundo, Ele pergunta até onde vai a nossa capacidade de amar? E a resposta a seu convite dividirá a humanidade em dois grupos: os que amam e os que SE amam. Os que vivem para o Amor. E os que vivem para si mesmos…

Em que grupo eu me reconheço?

Orai sem cessar: “Senhor Jesus, ensina-me a amar!”

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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