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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 08 de setembro de 2025

Antífona

– Celebremos com jubilo o nascimento da Santa Virgem Maria, da qual nasceu o sol da justiça, Cristo, nosso Deus.


Coleta

– Abri, Senhor, os tesouros da graça celeste para os vossos servos e servas e, assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa do seu nascimento nos conceda o aumento da paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. 


1ª Leitura: Mq 5,1-4a

– Leitura da profecia de Miqueias: Assim diz o Senhor: 1”Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de ti há de sair aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. 2Deus deixará seu povo ao abandono, até ao tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel. 3Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até aos confins da terra, 4ae ele mesmo será a paz”.

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus. 


Salmo Responsorial: Sl 71,6; Sl 13,6 (R: Is 61,10)

– Exulto de alegria no Senhor.
R: Exulto de alegria no Senhor.


– Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo: para vós o meu louvor eternamente!

R: Exulto de alegria no Senhor.


– Uma vez que confiei no vosso amor, meu coração, por vosso auxílio, rejubile, e que eu vos cante pelo bem que me fizestes!

R: Exulto de alegria no Senhor.


Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Sois feliz, Virgem Maria, e mereceis todo louvor; pois de vós se levantou o sol brilhante da justiça, que é Cristo, nosso Deus, pelo qual nós fomos salvos!  

Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 1,1-16.18-23

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!

1Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão: 2Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacó, Jacó gerou Judá e seus irmãos, 3Judá gerou Farés e Zara, de Tamar. Farés gerou Esrom; Esrom gerou Aram; 4Aram gerou Aminadab; Ami nadab gerou Naasson; Naasson gerou Sal mon; 5 Salmon gerou Booz, de Raab. Booz gerou Obed, de Rute. Obed gerou Jessé. 6Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, da mulher de Urias. 7Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; 9Ozias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10Ezequias gerou Manassés; Ma nassés gerou Amon; Amon gerou Josias. 11Jo sias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. 12Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Elia quim; Eliaquim gerou Azor; 14Azor gerou Sa doc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó. 16Jacó gerou José, o espo so de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 

-. 18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Maria, de quem nasceu Jesus… (Mt 1,1-16.18-23)

Na festa da Natividade da Virgem Maria, Mãe de Deus, todos nós podemos nos encantar com a reflexão de Isabelle Rivière:

“Hoje nasce nossa nova Mãe. Não nossa segunda mãe, mas nossa nova Mãe; é da mesma humanidade que Deus se serve, ele não a recria – a Criação foi feita e completada de uma vez por todas. Deus não precisa empreender uma segunda obra, pois a primeira é suficiente e admirável, tal como era preciso para cumprir seus eternos desígnios.

Mas, como um engenheiro que, depois de deixar funcionar por algum tempo a bela máquina que ele construiu, desmonta-a para revisá-la, ajustar certa peça avariada e aperfeiçoar outra, o divino Construtor retoma a peça-mestra de sua obra, que falhara ao funcionar, e então a REFUNDE. É a mesma matéria, e que será derramada no mesmo molde, mas depois de ter sido depurada pelo fogo – aqui, o fogo do Amor – das impurezas que a tinham penetrado no ponto de partida, e que tinham travado a máquina. Maria é Eva refundida. Nós só temos uma Mãe, mas doravante ela não trairá seus filhos.

Do mesmo modo, nós temos apenas um Pai: Adão será refeito em 

Jesus. Refeito sem nenhuma contaminação do homem e, como da primeira vez, somente pelo sopro do Espírito Santo. Jesus, tal como Adão, é colocado por Deus diretamente no centro da Criação preparada para recebê-lo; na segunda vez, é a sua re-Criação: no seio re-fundido puro da Mãe inteiramente nova que acaba de nos ser dada de novo. Humanamente, é por Maria, e só em Maria, que se faz nossa re-generação.

E para ter a certeza de que esta não irá falhar uma segunda vez – pois afinal Maria não é mais pura do que a Eva primordial que Deus havia feito, e Jesus sendo homem, nasce nas mesmas condições de inocência de Adão e, assim, poderia desobedecer como ele… para estar seguro de que esta humanidade, que ela ama tão entranhadamente, não fugirá dele desta vez, Deus lhe acrescenta sua Divindade. – Caso, possivelmente, o Criador se tivesse arrependido, que bela reparação!”

Esta visão de uma “construção em dois tempos”, quando a Encarnação se mostra mais admirável que a Criação, aparece nas orações da liturgia católica: “Ó Deus, que admiravelmente criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade” (Coleta do Natal).

É dentro desta moldura – uma nova Mulher para ser Mãe do Novo Homem – que se deve entender a festiva celebração da natividade daquela que Deus escolheu para a tornar possível a Encarnação do Verbo. E é nisto que se revela a especial dignidade de Maria, Mãe do Salvador.

Orai sem cessar: “Povos remidos, celebrai a vida dada por meio da Virgem!” Hino de Laudes)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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