São José de Anchieta, Presbítero, Memória
Antífona de entrada
Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que anuncia a felicidade e prega a salvação! (Cf. Is 52, 7)
Coleta
Derramai, Senhor, sobre nós a vossa graça, a fim de que, a exemplo do presbítero São José de Anchieta, Apóstolo do Brasil, sirvamos fielmente ao Evangelho, tornando-nos tudo para todos, e nos esforcemos em ganhar para vós novos irmãos no amor de Cristo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Primeira Leitura — 1Rs 17, 7-16
Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naqueles dias, 7 secou a torrente do lugar onde Elias estava escondido, porque não tinha chovido no país. 8 Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: 9 “Levanta-te e vai a Sarepta dos sidônios, e fica morando lá, pois ordenei a uma viúva desse lugar que te dê sustento”.
10 Elias pôs-se a caminho e foi para Sarepta. Ao chegar à porta da cidade, viu uma viúva apanhando lenha. Ele chamou-a e disse: “Por favor, traze-me um pouco de água numa vasilha para eu beber”. 11 Quando ela ia buscar água, Elias gritou-lhe: “Por favor, traze-me também um pedaço de pão em tua mão!”
12 Ela respondeu: “Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão. Só tenho um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Eu estava apanhando dois pedaços de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho, para comermos e depois esperar a morte”.
13 Elias replicou-lhe: “Não te preocupes! Vai e faze como disseste. Mas, primeiro, prepara-me com isso um pãozinho, e traze-o. Depois farás o mesmo para ti e teu filho. 14 Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘A vasilha de farinha não acabará e a jarra de azeite não diminuirá, até ao dia em que o Senhor enviar a chuva sobre a face da terra’”.
15 A mulher foi e fez como Elias lhe tinha dito. E comeram, ele e ela e sua casa, durante muito tempo. 16 A farinha da vasilha não acabou nem diminuiu o óleo da jarra, conforme o que o Senhor tinha dito por intermédio de Elias.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 4, 2-3. 4-5. 7-8 (R. 7)
Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!
Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça! Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição, atendei-me por piedade e escutai minha oração! Filhos dos homens, até quando fechareis o coração? Por que amais a ilusão e procurais a falsidade?
Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!
Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo, e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece! Se ficardes revoltados, não pequeis por vossa ira; meditai nos vossos leitos e calai o coração!
Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!
Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?” Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face! Vós me destes, ó Senhor, mais alegria ao coração, do que a outros na fartura do seu trigo e vinho novo.
Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!
Vós sois a luz do mundo; brilhe a todos vossa luz. Vendo eles vossas obras, deem glória ao Pai celeste! (Mt 5, 16)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mt 5, 13-16
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 13 “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15 Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. 16 Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.
PALAVRA DE VIDA
Vós sois a luz do mundo! (Mt 5,13-16)
Naturalmente, Jesus Cristo não fala do “brilho” da fama, do sucesso nos palcos iluminados ou da ruidosa publicação de best sellers… Todo este brilho logo perde o seu fulgor. É bem outra a sua intenção quando nos estimula a irradiar a nossa luz sobre o mundo. Aliás, nem temos luz própria; no máximo, podemos imitar a humilde lua, que reflete o sol. E é Jesus, para nós, o Sol da justiça (cf. Ml 3,20; Lc 1,78). Somente com sua luz chegaremos a iluminar um cantinho deste planeta tenebroso.
São João Crisóstomo [344-407 d.C.] comenta esta frase em uma de suas catequeses batismais:
“A luz de que ele (Jesus) fala não se detém nos sentidos corporais, ela ilumina as almas e a inteligência daqueles que a contemplam. Ela dissipa as trevas do mal e chama aqueles que a recebem a brilharem na luz que os habita, imitando sua virtude.
‘Que vossa luz brilhe diante dos homens!’ Cristo disse exatamente ‘diante dos homens’. Que vossa luz seja tão grande, que ela não ilumine apenas a vós mesmos, mas que ela brilhe também diante dos homens que têm necessidade de que ela os oriente. Assim, pois, como a luz material põe em fuga as trevas e permite caminhar direito àqueles que percorrem as estradas materiais, igualmente a luz espiritual, que provém de uma conduta perfeita, ilumine aqueles que têm o olhar da alma obscurecido pelo erro e não sabem ver exatamente o caminho da virtude. Ela desvela e purifica os olhos de sua inteligência, repondo-os no caminho reto, e os faz caminhar daí em diante na via da virtude.
‘Para que vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.’ Isto é, que vossa virtude, diz o Cristo, que a exatidão de vossa conduta e a retidão das boas obras estimulem aqueles que vos veem a dar glória ao Senhor de todos nós. Por conseguinte, que cada um de vós, eu vos rogo, se esforce por viver com tal exatidão que ele arraste os que vos observam a bendizer o Mestre.
É por isso que o bem-aventurado apóstolo, imitador de Cristo e doutor da perfeita conduta, que percorria o mundo tudo fazendo para a salvação dos homens, escrevia: ‘Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura; as coisas antigas passaram, eis que todas as coisas se tornaram novas’ (2Cor 5,17).”
Nós estamos em dívida com a humanidade. Não estamos irradiando com a devida intensidade a luz que recebemos de Cristo em sua Palavra e nos sacramentos da santa Mãe Igreja.
Diz o conhecido ditado popular: “Quem não quer o escuro, acende a vela”. Se o mundo vive em trevas, não seria porque não estamos irradiando a luz de Cristo?
Orai sem cessar: “Senhor, é à tua luz que vemos a luz…” (Sl 36,10)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.