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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 10 de fevereiro de 2026

Terça feira – Santa Escolástica virgem e fundadora
(cor branco – prefácio comum ou das virgens, ofício da memória)


Antífona

– Como a oliveira verdejante na casa do Senhor, confio na clemência do meu Deus agora e para sempre (Sl 51,10).


Coleta

– Celebrando a memória da virgem Santa Escolástica, nós vos pedimos, Senhor, a graça de imitá-la, para que a seu exemplo, vos sirvamos com sincera caridade e, alegres, obtenhamos os frutos de vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


1ª Leitura: 1 Rs 8,22-23.27-30

– Leitura do primeiro livro dos Reis: Naqueles dias, 22Salomão pôs-se de pé diante do altar do Senhor, na presença de toda a assembleia de Israel, estendeu as mãos para o céu e disse: 23 “Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus igual a ti nem no mais alto dos céus, nem aqui embaixo na terra; tu és fiel à tua misericordiosa aliança com teus servos, que andam na tua presença de todo o seu coração. 27Mas será que Deus pode realmente morar sobre a terra? Se os mais altos céus não te podem conter, muito menos esta casa que eu construí! 28Mas atende, Senhor meu Deus, à oração e à súplica do teu servo, e ouve o clamor e a prece que ele faz hoje em tua presença. 29Teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre o lugar do qual disseste: ‘Aqui estará o meu nome!’ Ouve a oração que o teu servo te faz neste lugar. 30Ouve as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, quando aqui orarem. Escuta-os do alto da tua morada, no céu, escuta-os e perdoa!

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus.


Salmo Responsorial: Sl 84,3.4.5.10,11 (R: 2)

– Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!


– Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!

R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!


– Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!

R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!


– Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de louvar! Olhai, ó Deus, que sois a nossa proteção, vede a face do eleito, vosso Ungido!

R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!


– Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa, a hospedar-me na mansão dos pecadores!

R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!



Aclamação ao santo Evangelho.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Inclinai meu coração às vossas advertências e dai-me a vossa lei como um presente valioso! (Sl 118,36.29).

Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 7,1-13

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!

– Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”.  9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Seu coração está longe de mim… (Mc 7,1-13)

A história das religiões demonstra da maneira mais clara como a relação com a divindade facilmente se desvia do essencial. A sede de Deus está no coração de toda pessoa humana. Como diz o Catecismo da Igreja Católica (nº 27), o homem é “capaz de Deus, o desejo de Deus está inscrito no coração do homem”. Mas os caminhos adotados para essa relação podem ser perigosos desvios da verdadeira religião.

Exemplo grosseiro de tal corrupção eram os sacrifícios de vítimas humanas aos antigos deuses pagãos. Chegando à América Central, os navegadores espanhóis contemplaram, horrorizados, as pirâmides escalonadas dos astecas com os degraus recobertos de crânios humanos, o que havia sobrado dos jovens oferecidos em ritual sangrento ao deus Xipe-Totec.

No tempo de Jesus, o Mestre denuncia uma “religião” que se esgotara em ritos exteriores (sacrifícios de animais, oferta de incenso, observância do sábado, busca de pureza ritual com a ablução de utensílios etc.), enquanto o íntimo dos corações permanecia apegado ao dinheiro, ao poder, e o cuidado dos pobres era deixado de lado.

Não se trata de desvalorizar as tradições recebidas dos antepassados, mas de manter vivo aquele espírito sem o qual os sinais exteriores não correspondem a uma vida interior, tornando-se gestos vazios de sentido ou arremedos de algum tipo de mágica.

Também nós, católicos, podemos cair em desvios semelhantes, acreditando que práticas externas – em si, boas -, como procissões, novenas, devoção aos santos, sejam a garantia de um autêntico espírito religioso, enquanto faltam aspectos essenciais como a frequência aos sacramentos (inclusive a confissão individual dos pecados), a adoração, o serviço ao próximo, o trabalho de evangelização e a busca do senhorio de Jesus em nossa vida, de modo que tudo gire em torno de sua pessoa, atentos à vontade de Deus para nós.

Daí a necessidade imperiosa de invocar permanente o Espírito Santo, de estar atento às suas moções interiores e, naturalmente, o imperativo de cortar pela raiz todo tipo de apego que nos imobiliza e impede de agir segundo seus impulsos. Sem este Espírito, a prática religiosa é fria, estéril, mecânica, sem vida. Simples ritual.

Orai sem cessar: “Sacrifício para Deus é um espírito contrito!” (Sl 51,19)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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