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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 10 de julho de 2026

6ª feira da 14ª Semana do Tempo Comum

Antífona de entrada
Recebemos, Senhor, vossa misericórdia no meio do vosso templo. Como vosso nome, ó Deus, assim vosso louvor ressoa até os confins da terra;vossa destra está cheia de justiça. (cf. SI 47, 10-11)

Coleta
Ó Deus, pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, dai-nos uma santa alegria, para que, livres da servidão do pecado, cheguemos à felicidade eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Os 14, 2-10

Leitura da Profecia de Oseias

Assim fala o Senhor: 2 “Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. 3 Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: ʽLivra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos; o fruto de nossos lábios. 4 A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘Deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdiaʼ. 5 “Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. 6 Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano.

7 Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do Líbano. 8 Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão como a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. 9 Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. 10 Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e, por eles, andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem”.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 50(51), 3-4. 8-9. 12-13. 14 e 17 (R. 17b)

Minha boca anunciará vosso louvor!
Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
Minha boca anunciará vosso louvor!

Mas vós amais os corações que são sinceros, na intimidade me ensinais sabedoria. Aspergi-me e serei puro do pecado, e mais branco do que a neve ficarei.
Minha boca anunciará vosso louvor!

Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
Minha boca anunciará vosso louvor!

Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor!
Minha boca anunciará vosso louvor!

Quando o Paráclito vier, o Espírito da verdade, ele vos conduzirá a toda a verdade, lembrar-vos-á de tudo o que eu tenho falado. (Jo 16, 13a; 14, 26d)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 10, 16-23

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16 “Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17 Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas.

18 Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19 Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20 Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós.

21 O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22 Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
Quando vos perseguirem… (Mt 10,16-23)

O Evangelho de hoje nos apresenta o conjunto de advertências que Jesus fez aos doze discípulos em seu primeiro estágio prático de evangelização. E o Mestre não fala de gratidão nem de aplausos, não promete sucesso nem fama. Ao contrário, Jesus prepara os missionários para as provações e oposições que sempre irão encontrar.

Ora, não é uma Boa Nova que os discípulos vão anunciar? O anúncio de que o Reino está próximo e a salvação se mostra ao alcance de todos não deveria ser recebido com vivas e foguetes? Como explicar a reação de recusa e contestação? Hébert Roux tenta explicar:

“A pregação do Evangelho só pode desencadear tempestades. Ali onde ressoa a palavra do Reino, lá onde Jesus é proclamado como o único Senhor e Cristo, deve-se esperar que surjam a oposição e o escândalo. O Evangelho não é inofensivo; ele questiona tudo aquilo a que se apegam e se agarram o espírito e o coração; ele vem bater de frente, pela proclamação da Graça e do Juízo, contra todas as concepções humanas que pretendem minimizar a Graça e atenuar o Julgamento.”

Não admira que todos os tiranos da história tenham transformado em alvo preferencial as comunidades que anunciavam o Evangelho de Jesus Cristo. Uma vez aceito como único Senhor, Jesus abala o pedestal de todas as potestades humanas, sejam elas o trono, a mídia ou o dinheiro.

“O Evangelho – continua H. Roux – não permanece estranho a tudo o que se liga às relações humanas, pois ocorre que as pessoas se apaixonem por ele e contra ele, e que todos os laços de sangue sejam rompidos. Jesus anuncia tudo isto à sua Igreja, não como um profeta de desgraças, mas como aquele que tem nas mãos a chave de todas as situações sem saída, a solução de todos os conflitos, de todas as perseguições, de todos os dramas, o FIM que irá manifestar a salvação daqueles que tiverem perseverado: e este fim é a sua VINDA.”

Se este mundo da história fosse um absoluto, o Evangelho de Jesus Cristo seria uma ilusão. Por isso mesmo, ao denunciar o aspecto caduco da história, a efemeridade de nossos projetos e a vaidade de nossos centros de poder, o Evangelho representa, ao mesmo tempo, salvação para os eleitos e ameaça para os condenados.

Orai sem cessar: “Sou estrangeiro sobre a terra!” (Sl 119,19)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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