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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 10 de maio de 2026

6º Domingo da Páscoa


Antífona de entrada

Anunciai com gritos de alegria, proclamai até os confins da terra: O Senhor libertou o seu povo, aleluia! (Cf. Is 48, 20)


Glória

Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.


Coleta

Deus todo-poderoso, dai-nos viver com ardor estes dias de júbilo em honra do Senhor ressuscitado, para que sempre manifestemos com nossas obras o mistério que celebramos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos


Primeira Leitura — At 8, 5-8. 14-17

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, 5 Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6 As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7 De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8 Era grande a alegria naquela cidade.

14 Os apóstolos, que estavam em Jerusalém, souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus, e enviaram lá Pedro e João. 15 Chegando ali, oraram pelos habitantes da Samaria, para que recebessem o Espírito Santo. 16 Porque o Espírito ainda não viera sobre nenhum deles; apenas tinham recebido o batismo em nome do Senhor Jesus. 17 Pedro e João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 65(66), 1-3a. 4-5. 6-7a. 16. 20 (R. 1-2a)

Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!

Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a Deus: “como são grandes vossas obras!
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!

Toda a terra vos adore com respeito e proclame o louvor de vosso nome!” Vinde ver todas as obras do Senhor: seus prodígios estupendos entre os homens!
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!

O mar ele mudou em terra firme, e passaram pelo rio a pé enxuto. Exultemos de alegria no Senhor! Ele domina para sempre com poder!
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!

Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor!
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!


Segunda Leitura — 1Pd 3, 15-18

Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos: 15 Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo, e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir.

16 Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo. 17 Pois será melhor sofrer praticando o bem, se esta for a vontade de Deus, do que praticando o mal. 18 Com efeito, também Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo, pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Ou:

Segunda Leitura — 1Pd 4, 13-16

Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos:13 Alegrai-vos por participar dos sofrimentos de Cristo, para que possais também exultar de alegria na revelação da sua glória.14 Se sofreis injúrias por causa do nome de Cristo, sois felizes, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós.15 Mas nenhum de vós queira sofrer como assassino, ladrão ou malfeitor, ou por intrometer-se na vida dos outros.16 Se, porém, alguém sofrer como cristão, não se envergonhe. Antes, glorifique a Deus por este nome.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Quem me ama realmente guardará minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos. (Jo 14, 23)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Ou:

Não vos deixarei abandonados:Eu irei, mas voltarei para vós e o vosso coração se alegrará. (cf. Jo 14, 18)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Jo 14, 15-21

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15 Se me amais, guardareis os meus mandamentos, 16 e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: 17 o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. 18 Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. 19 Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. 20 Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós. 21 Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.



Ou:

Evangelho — Jo 17, 1-11a

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, 2 e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste.

3 Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. 4 Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. 5 E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse.

6 Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. 7 Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, 8 pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste.

9 Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10 Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. 11a Já não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.


PALAVRA DE VIDA
Não vos deixarei órfãos! (Jo 14, 15-21)

Deus é Pai, ensinou-nos o seu próprio Filho, Jesus. Quando rezava, Jesus de Nazaré chamava a Deus de Abbá, isto é, “paizinho querido”, utilizando uma palavra aramaica exclusiva da linguagem dos bebês de colo. Este ousado assomo de intimidade devia causar perplexidade e, mesmo, certo escândalo no judaísmo daquele tempo, acostumado a um Deus distante, o Altíssimo, o “Senhor dos exércitos”.

Ora, se Deus é Pai, não nos criou para a orfandade, mas para uma experiência de filiação! Por isso mesmo, a despedida anunciada de Jesus se faz acompanhar de uma promessa que preencherá o vazio de sua ausência: a vinda do Espírito Santo. O termo grego usado por Jesus é “Paráclito”, isto é, aquele advogado que acompanha a pessoa que foi levada ao banco dos réus e se assenta ao seu lado durante o julgamento. Assim, muitos traduzem o termo por Consolador, Advogado, Assistente.

Seria um terrível erro de perspectiva o cristão olhar para Deus de outra forma: um Deus policial, castigador, indiferente ou mera energia cósmica. Para o cristão, sua “religião” consiste em viver como filho amado, mergulhado no afeto de um Pai enternecido, cujo amor não se deixa vencer nem mesmo por nossos pecados e ingratidões.

Em seus manuscritos, a pequena Teresa de Lisieux escreve com a peculiar simplicidade: “Eu sou essa criança objeto do amor previdente de um Pai que não enviou seu Verbo para resgatar os justos, mas os pecadores”.

E aqui nós estamos diante de uma exclusividade cristã: relacionar-se com Deus como um filho a seu Pai, algo ausente nas religiões antigas. E só conseguimos esta forma de relacionamento se o Espírito de Jesus – o Prometido do Pai – estiver em nós. Isto nos esclarece S. Paulo: “Filhos, vós bem que o sois: Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Abbá – Pai! […] E se és filho, és também herdeiro, tudo isso por graça de Deus”. (Gl 4,6-7).

E assim cresce aos nossos olhos a importância do Batismo cristão, quando somos adotados como filhos: “Vós não recebestes um espírito que vos torne escravos e vos reconduza ao medo, mas um Espírito que faz de vós filhos adotivos e pelo qual nós clamamos: “Abbá, Pai”. (Rm 8, 15.) É exatamente o Espírito Santo quem nos permite acolher os mandamentos de Deus, e a eles obedecer com amor filial, sem nenhum sentimento de estar diante de um feitor que escraviza e violenta nossa liberdade.

As leis de Deus e da Igreja ainda são pesadas para nós? Ou nos alegramos em manifestar pela obediência a nossa resposta ao amor do Pai?

Orai sem cessar: “Tua Palavra em minha boca é mais doce que o mel!” (Sl 119, 103.)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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