Santa Clara, Virgem, Memória
Antífona de entrada
Esta é uma das virgens sábias e prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.
Ou:
Como és bela, ó virgem de Cristo, foste digna de receber a coroa do Senhor, a coroa da eterna virgindade.
Coleta
Ó Deus, na vossa misericórdia, atraístes Santa Clara ao amor da pobreza; concedei-nos, por sua intercessão, que, seguindo o Cristo com um coração de pobre, mereçamos chegar a contemplar-vos no reino celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Primeira Leitura — Ez 2, 8-3, 4
Leitura da Profecia de Ezequiel
Assim fala o Senhor: 2, 8 “Quanto a ti, Filho do homem, escuta o que eu te digo: Não sejas rebelde como esse bando de rebeldes. Abre a boca e come o que eu te vou dar”. 9 Eu olhei e vi uma mão estendida para mim e, na mão, um livro enrolado. Desenrolou-o diante de mim; estava escrito na frente e no verso e nele havia cantos fúnebres, lamentações e ais.
3, 1 Ele me disse: “Filho do homem, come o que tens diante de ti! Come este rolo e vai falar aos filhos de Israel”. 2 Eu abri a boca, e ele fez-me comer o rolo. 3 Depois disse-me: “Filho do homem, alimenta teu ventre e sacia as entranhas com este rolo que eu te dou”. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca. 4 Ele disse-me então: “Filho do homem, vai! Dirige-te à casa de Israel e fala-lhes com as minhas palavras”.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 118(119), 14. 24. 72. 103. 111. 131 (R. 103a)
Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
Seguindo vossa lei me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas.
Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
Minha alegria é a vossa Aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos.
Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.
Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
Como é doce ao paladar vossa palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca!
Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
Vossa palavra é minha herança para sempre, porque ela é que me alegra o coração!
Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos.
Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!
Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso! (Mt 11, 29ab)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mt 18, 1-5. 10. 12-14
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1 os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2 Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3 e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4 Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5 E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe.
10 Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12 Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? 13 Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. 14 Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.
PALAVRA DE VIDA
A vontade de vosso Pai… (Mt 18,1-5.10.12-14)
Todo dia, ao rezar o Pai-Nosso, nós repetimos com Jesus: “Seja feita a vossa vontade / assim na terra como nos céus”. E qual seria, na prática, essa “vontade” de Deus? Qual o anseio profundo de seu coração paterno?
Este Evangelho nos responde: “não se perca nenhum destes pequeninos”. (Mt 18,14.) Sim, fomos criados para a vida eterna. Para evitar nossa perdição, o Filho se fez carne, padeceu e morreu por nós. Se, mesmo assim, após tanto sacrifício, viéssemos a nos perder, todo esse amor seria desperdiçado!
São João também ensina: “A tal ponto Deus amou o mundo, que lhe entregou o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3,16.) E Jesus sempre alimentou a mesma esperança: “Quando eu for erguido, atrairei todos a mim”. (Jo 12,32.)
Os santos foram sensíveis a essa “vontade” de Deus. Vontade de salvar, de não deixar perder os filhos. Por isso é que S. Luís Maria Grignion de Montfort peregrinava pela França, em permanente missão, livrando os pecadores da escravidão espiritual. Por isso S. Francisco Xavier atravessou oceanos e morreu no Oriente, impelido pela ânsia de anunciar a Boa Nova da salvação. Por isso tantas monjas contemplativas dedicaram sua vida à oração, intercedendo pelos missionários da linha de frente. Em todos, o mesmo desejo: fazer a vontade de Deus e contribuir para a recuperação da centésima ovelha…
Isto leva a uma reflexão pessoal: entre os objetivos de minha vida está o de salvar almas? Colaboro com Cristo para que muitos o conheçam, venham a amá-lo e, assim, experimentem a vida eterna? Sou um cristão missionário?
Claro, não preciso ir à África para ser missionário! Nosso lar pode ser terra de missão. Missionária é a esposa que convida o marido a rezar e, juntos, pedem luzes ao Espírito Santo para as decisões que ele deve tomar em sua empresa. Missionário é o marido que vê a esposa triste, algo depressiva, e lê para ela um salmo de confiança em Deus. Missionários são os pais que cuidam da catequese dos filhos, transmitindo-lhes o maior tesouro da família: a fé.
Pena que nossos lares vão-se transformando em terra de pagãos. Em lugar de preces, maldições. Em vez de sacrifícios, lazer. Em vez do Evangelho, a TV. E os efeitos dessas opções mostram-se, depois, no comportamento dos filhos, na infidelidade dos pais, na fragilidade dos casamentos.
Quando começaremos a salvar os pequeninos de Deus?
Orai sem cessar: “Com Deus realizaremos façanhas!” (Sl 108 [107], 14)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.