São Bento, Abade, Memória
Antífona de entrada
Houve um homem de vida venerável, Bento pela graça e pelo nome; desejando agradar somente a Deus, deixou a casa do pai e seus bens e procurou um novo estilo de vida e santidade.
Coleta
Ó Deus, que constituístes o abade São Bento preclaro mestre na escola do serviço divino, concedei, nós vos pedimos, que, nada antepondo ao vosso amor, corramos de coração alegre e generoso no caminho dos vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Primeira Leitura — Is 6, 1-8
Leitura do Livro do Profeta Isaías
1 No ano da morte do rei Ozias, vi o Senhor sentado num trono de grande altura; o seu manto estendia-se pelo templo. 2 Havia Serafins de pé a seu lado; cada um tinha seis asas, duas cobriam-lhes o rosto, duas, os pés e, com duas, eles podiam voar.
3 Eles exclamavam uns para os outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está repleta de sua glória”. 4 Ao clamor dessas vozes, começaram a tremer as portas em seus gonzos e o templo encheu-se de fumaça. 5 Disse eu então: “Ai de mim, estou perdido! Sou apenas um homem de lábios impuros, mas eu vi com meus olhos o rei, o Senhor dos exércitos”.
6 Nisto, um dos serafins voou para mim, tendo na mão uma brasa, que retirara do altar com uma tenaz, 7 e tocou minha boca, dizendo: “Assim que isto tocou teus lábios, desapareceu tua culpa, e teu pecado está perdoado”. 8 Ouvi a voz do Senhor que dizia: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” Eu respondi: “Aqui estou! Envia-me”.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 92(93), 1ab. 1c-2. 5 (R. 1a)
Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.
Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor!
Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.
Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!
Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.
Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!
Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.
Felizes sereis vós se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus. (1Pd 4, 14)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mt 10, 24-33
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24 “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. 25 Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares!
26 Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27 O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28 Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!
29 Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30 Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31 Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais.
32 Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33 Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.
PALAVRA DE VIDA
Apregoai sobre os terraços! (Mt 10,24-33)
Aqui, Jesus utiliza um duplo contraste: escuridão X luz do dia; ao pé do ouvido X sobre os telhados. Ele nos fala de “exposição”. Uma exposição da Boa Nova que expõe igualmente aquele que a anuncia. Isto é, evangelizar inclui sempre um risco pessoal. O Evangelho de Cristo não combina absolutamente com o medo e a prudência humana. Basta ler os Atos dos Apóstolos e verificar a que ponto chegou a ousada imprudência dos primeiros cristãos.
Em 14 de abril de 2013, 3º Domingo de Páscoa, o Papa Francisco pregava:
“Encontramo-nos sobre o túmulo de São Paulo, um Apóstolo humilde e grande do Senhor, que O anunciou com a palavra, testemunhou com o martírio e adorou com todo o coração. É precisamente sobre estes três verbos que queria refletir à luz da Palavra de Deus que escutamos: anunciar, testemunhar, adorar.
- Na primeira Leitura, impressiona a força de Pedro e dos outros Apóstolos. À ordem de não falar nem ensinar no nome de Jesus, de não anunciar mais a sua Mensagem, respondem com clareza: ‘Importa mais obedecer a Deus do que aos homens’. E nem o fato de serem flagelados, ultrajados, encarcerados os deteve. Pedro e os Apóstolos anunciam, com coragem e desassombro, aquilo que receberam: o Evangelho de Jesus. E nós? Somos nós capazes de levar a Palavra de Deus aos nossos ambientes de vida? Sabemos falar de Cristo, do que Ele significa para nós, em família, com as pessoas que fazem parte da nossa vida diária? A fé nasce da escuta, e fortalece-se no anúncio.
- Mas, façamos mais um passo: o anúncio de Pedro e dos Apóstolos não é feito apenas com palavras, mas a fidelidade a Cristo toca a sua vida, que se modifica, recebe uma nova direção, e é precisamente com a sua vida que dão testemunho da fé e anunciam Cristo. […] Não se pode apascentar o rebanho de Deus, se não se aceita ser conduzido pela vontade de Deus mesmo para onde não queremos, se não estamos prontos a testemunhar Cristo com o dom de nós mesmos, sem reservas nem cálculos, por vezes à custa da nossa própria vida.
Mas isto vale para todos: é preciso anunciar e testemunhar o Evangelho. Cada um deveria interrogar-se: Como eu testemunho Cristo com a minha fé? Tenho a coragem de Pedro e dos outros Apóstolos para pensar, decidir e viver como cristão, obedecendo a Deus?”
E, passando do discurso à ação, Francisco defende os pobres, acusa os poderosos, dorme no presídio e repete os gestos de Jesus Cristo.
Orai sem cessar: “Eu te louvarei entre os povos, Senhor!” (Sl 57,10)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.