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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 11 de maio de 2026

2ª feira da 6ª Semana da Páscoa


Antífona de entrada

Cristo, ressuscitado dos mortos, não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele, aleluia. (Rm 6, 9)


Coleta

Concedei-nos, Deus de misericórdia, que possamos saborear em toda a nossa vida os frutos do mistério que celebramos na Páscoa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Primeira Leitura — At 16, 11-15

Leitura dos Atos dos Apóstolos
11 Embarcamos em Trôade e navegamos diretamente para a ilha de Samotrácia. No dia seguinte, ancoramos em Neápolis, 12 de onde passamos para Filipos, que é uma das principais cidades da Macedônia, e que tem direitos de colônia romana. Passamos alguns dias nessa cidade.

13 No sábado, saímos além da porta da cidade para um lugar junto ao rio, onde nos parecia haver oração. Sentados, começamos a falar com as mulheres que estavam aí reunidas. 14 Uma delas chamava-se Lídia; era comerciante de púrpura, da cidade de Tiatira. Lídia acreditava em Deus e escutava com atenção. O Senhor abriu o seu coração para que aceitasse as palavras de Paulo.

15 Após ter sido batizada, assim como toda a sua família, ela convidou-nos: “Se vós me considerais uma fiel do Senhor, permanecei em minha casa”. E forçou-nos a aceitar.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 149, 1-2. 3-4. 5-6a e 9b (R. 4a)

O Senhor ama seu povo de verdade.

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!
O Senhor ama seu povo de verdade.

Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.
O Senhor ama seu povo de verdade.

Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos.
O Senhor ama seu povo de verdade.

O Espírito Santo, a verdade, dará testemunho de mim; depois, também vós, neste mundo, de mim ireis testemunhar. (Jo 15, 26b. 27a)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.


Evangelho — Jo 15, 26–16, 4a

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26 “Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim.

27 E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16, 1 Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2 Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3 Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim. 4a Eu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.


PALAVRA DE VIDA
Vós também dareis testemunho… (Jo 15,26 – 16,4a)

No texto grego de São João, o verbo habitualmente traduzido por “dar testemunho” é um derivado do substantivo “mártir”. Precisamos ter em mente que o verdadeiro e cabal testemunho cristão é exatamente o “martírio”. Não há como duvidar do testemunho existencial de um Estêvão (At 7), que aceita ser sumariamente lapidado, isto é, apedrejado, mas insiste em afirmar que Jesus Cristo, o condenado à cruz, ressuscitou dos mortos e está vivo à direita de Deus Pai.

Nos primeiros tempos da Igreja, pagava-se com a vida pelo testemunho da fé cristã. Foi assim com o apóstolo Tiago (cf. At 12,2), irmão de João. Em Roma, onde Pedro, o primeiro papa, foi crucificado, ainda se conservam as ruínas do Coliseu, em cuja arena milhares de cristãos enfrentaram as feras ou a espada do carrasco. Nos campos de concentração nazistas e nos gulags soviéticos, milhões de pessoas (judeus e cristãos) foram mortas pelo ódio a Deus e à Igreja. Em pleno Séc. XXI, em países de lei islâmica, como o Sudão, esses martírios continuam a ocorrer.

Mas existem muitas outras formas de dar testemunho que podem constituir autêntico martírio. Ser alvo de zombarias no emprego, ouvir críticas na própria família, enfrentar a “pregação” demolidora e o sarcasmo de professores ateus e anticlericais, ser preterido na carreira profissional por causa da fé – tudo isto agride a fé dos cristãos e exige deles um sofrimento que se soma à dor da incontável legião dos que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro (Cf. Ap 7,13-14). E seria uma pena se, ao passar por isso, assumíssemos um papel de vítima. O cristão que conhece o Evangelho sabe que tudo isto é “natural” em uma sociedade neopagã.

Segundo nos garantem as palavras de Jesus, em todas estas circunstâncias, nós temos infalivelmente a assistência fiel e permanente do Espírito Santo, que jamais nos deixará sozinhos em nosso permanente combate. Excluídos pelo sistema, perseguidos pelos poderosos, preteridos em favor daqueles que fazem o jogo da sociedade pagã de produção e consumo, nós seremos finalmente premiados com a bem-aventurança de Jesus: “Bem-aventurados sois, quando, por minha causa, vos injuriarem e perseguirem e disserem, falsamente, contra vós toda espécie de mal”. (Mt 5,11.) Isto é ser como o Mestre… Este é o programa de vida adequado a todo cristão.

Quanto a mim, dou um testemunho visível de Jesus Cristo nos ambientes onde eu vivo? Ou será que o medo e a vergonha ainda me intimidam e mantêm atadas minhas mãos e minha boca?

Orai sem cessar: “O Senhor é minha luz e salvação, a quem temerei?” (Sl 27)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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