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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 11 de novembro de 2025

Terça feira – São Martinho de Tours – Bispo
(branco pref. comum ou dos pastores– ofício da memória)


Antífona

– Farei surgir para mim um sacerdote fiel que agirá segundo o meu coração e minha vontade, diz o Senhor (1Sm 2,15).


Coleta

– Ó Deus, que fostes glorificado pela vida e pela morte do bispo São Martinho, renovai em nossos corações as maravilhas da vossa graça, de modo que nem a morte nem a vida nos possa separar do vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


1ª Leitura: Sb 2,23-3,9

– Leitura do livro da Sabedoria: 2,23Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à imagem de sua própria natureza; 24foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo, e experimentam-na os que a ele pertencem. 3,1A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. 2Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; sua saída do mundo foi considerada uma desgraça, 3e sua partida do meio de nós, uma destruição; mas eles estão em paz. 4Aos olhos dos homens parecem ter sido castigados, mas sua esperança é cheia de imortalidade; 5tendo sofrido leves correções, serão cumulados de grandes bens, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de si. 6Provou-os como se prova o ouro no fogo e aceitou-os como ofertas de holocausto; 7no dia do seu julgamento hão de brilhar, correndo como centelhas no meio da palha; 8vão julgar as nações e dominar os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. 9Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que perseveram no amor ficarão junto dele, porque a graça e a misericórdia são para seus eleitos.

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus. 


Salmo Responsorial: Sl 34,2-3.16-17.18-19 (R: 20)

– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!
R: Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!


– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!

R: Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!


– O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, e seu ouvido está atento ao seu chamado; mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança.

R: Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!


– Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido.

R: Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!

Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Quem me ama realmente, guardará minha Palavra, e meu Pai o amará e a ele nós viremos (Jo 14,23). 

Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 17,7-10

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!

– Naquele tempo, disse Jesus: 7“Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Somos servos inúteis… (Lc 17,7-10)

Em nossa vida, tudo é graça. Tudo é dom. Mesmo o bem que fazemos, só o fazemos porque o amor de Deus agiu em nós. Um santo dizia: “Se eu pequei, Deus me perdoou; se eu não pequei, Deus me sustentou.” De fato, se o Senhor nos entregar a nós mesmos, às nossas más inclinações, boa coisa não sairá…

Hoje, mesmo na Igreja, cresce outra vez a heresia pelagiana. Segundo esta concepção do homem, nós seríamos capazes de fazer o bem e chegar à salvação apenas contando com nosso esforço e boa vontade. Leia-se: sem a graça de Deus. Tal mistura de voluntarismo e esforço heroico (derivada de uma ilusão otimista acerca de nossa natureza!) acaba por dispensar Deus e colocar-nos em seu pedestal.

Garrigou-Lagrange observa: “Na prática, acontece que nos estimemos desmedidamente, como se fossemos o autor das qualidades que existem em nós; acontece comprazer-nos com isso, esquecendo nossa dependência em relação Àquele que é o autor de todo bem, natural ou sobrenatural. Não é raro encontrar uma espécie de pelagianismo prático em pessoas que não são absolutamente pelagianas em teoria”.

Este acesso de loucura existencial se choca com o ensinamento de Jesus: “Sem mim, nada podeis fazer.” (Jo 15,5.) Em tudo, dependemos do Senhor. Sem o Espírito Santo, nos desviamos da verdade. Contando apenas conosco, decaímos em terríveis degradações morais.

Ora, no Evangelho de hoje, somos interpelados por esta frase dura de engolir: “Somos servos inúteis…” Alguns pretendem atenuar a tradução: “Somos uns servos quaisquer… Somos uns pobres servidores…” Mas é bater de frente contra a tradução direta (e literal) da expressão original de São Lucas!

Creio que Jesus sabia o que dizia aos nos qualificar assim. Por um lado, ao chamar apóstolos e discípulos, é claro que Jesus contava com nossa cooperação na construção do Reino. Quis precisar de nossa… inutilidade. Por outro lado, o Mestre devia saber do risco que corremos quando cumprimos nossa obrigação e nos julgamos credores de Deus, com direito a regalias e retribuições especiais. Ele sabe como a vaidade modula nossa voz e orienta nossos gestos. Assim, dá-nos o rótulo de “inúteis” como antídoto contra a soberba. Que bom!

Após uma de minhas primeiras pregações, fui cumprimentado por uma freira bem velhinha (já em fase terminal, devido a um câncer, sem que eu o soubesse). Minha resposta foi pedir-lhe que rezasse por mim, para que eu não ficasse vaidoso. A baixinha cresceu à minha frente, cheia de santa fúria, e botou o indicador em meu nariz: “Vaidoso?! Deus sabe que você, sozinho, não vale nada!”

Deus lhe pague, Irmã Margarida!

Orai sem cessar: “Ó Deus, conheces a minha tolice!” (Sl 69,6)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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