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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 12 de fevereiro de 2026

Antífona

– Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra e ajoelhemo-nos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor (Sl 94,6s).


Coleta

– Velai, Senhor, nós vos pedimos, com incansável amor sobre a vossa família; e porque só em vós coloca sua esperança, defendei-a sempre com vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


1ª Leitura: 1 Rs 11,4-13

– Leitura do primeiro livro dos Reis: 4Quando Salomão ficou velho, suas mulheres desviaram o seu coração para outros deuses e seu coração já não pertencia inteiramente ao Senhor, seu Deus, como o do seu Pai Davi. 5Salomão prestou culto a Astarte, deusa dos sidônios, e a Melcom, ídolo dos amonitas. 6Ele fez o que desagrada ao Senhor e não lhe foi inteiramente fiel, como seu Pai Davi. 7Foi então que Salomão construiu um santuário para Camos, ídolo de Moab, no monte que está defronte de Jerusalém, e para Melcom, ídolo dos amonitas. 8Fez o mesmo para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios aos seus deuses. 9Então o Senhor irritou-se contra Salomão, porque o seu coração tinha-se desviado do Senhor, Deus de Israel, que lhe tinha aparecido duas vezes 10e lhe proibira expressamente seguir a outros deuses. Mas ele não obedeceu à ordem do Senhor. 11E o Senhor disse a Salomão: “Já que procedeste assim, e não guardaste a minha aliança, nem as leis que te prescrevi, vou tirar-te o reino e dá-lo a um teu servo. 12Mas, por amor de teu Pai Davi, não o farei durante a tua vida; é da mão de teu filho que o arrebatarei. 13Não te tirarei o reino todo, mas deixarei ao teu filho uma tribo, por consideração para com meu servo Davi e para com Jerusalém, que escolhi”.

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus.


Salmo Responsorial: Sl 106,3-4.35-36.37.40 (R: 4)

– Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, segundo o amor que demonstrais ao vosso povo!
R: Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, segundo o amor que demonstrais ao vosso povo!


– Felizes os que guardam seus preceitos e praticam a justiça em todo o tempo! Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, pelo amor que demonstrais ao vosso povo!

R: Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, segundo o amor que demonstrais ao vosso povo!


– Misturaram-se, então, com os pagãos, e aprenderam seus costumes depravados. Aos ídolos pagãos prestaram culto, que se tomaram armadilha para eles;

R: Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, segundo o amor que demonstrais ao vosso povo!


– Pois imolaram até mesmo os próprios filhos, sacrificaram suas filhas aos demônios. Acendeu-se a ira de Deus contra o seu povo, e o Senhor abominou a sua herança. 

R: Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, segundo o amor que demonstrais ao vosso povo!

Aclamação ao santo Evangelho.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Acolhei docilmente a Palavra semeada em vós, meus irmãos; ela pode salvar vossas vidas! (Tg 1,21)

Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 7,24-30

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!

– Naquele tempo, 24Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava. Mas não conseguiu ficar escondido. 25Uma mulher, que tinha uma filha com um espírito impuro, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e caiu a seus pés. 26A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. Jesus disse: 27“Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”. 28A mulher respondeu: “É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”. 29Então Jesus disse: “Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha”. 30Ela voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já havia saído dela.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
A mulher não era judia… (Mc 7,24-30)

Para um judeu do tempo de Jesus, os estrangeiros mereciam o nome de “cães”. O costume de comer carne de porco e o fato de não adotarem a circuncisão faziam dos não judeus uma gente execrável.

Exemplo desta aversão transparece em dois versículos do Eclesiástico: “Há duas nações que minha alma detesta e uma terceira que nem sequer é nação: os habitantes da montanha de Seir, os filisteus, e o povo estúpido que habita em Siquém”. (Eclo 50,25-26) Ora, o território dos antigos filisteus incluía, no litoral do Mediterrâneo, as cidades de Tiro e Sidônia.

É desta região “maldita” que sai a mulher que o Evangelho de Marcos chama de “siro-fenícia”. Sua aproximação de Jesus, o mestre judeu, já famoso pelas curas e milagres, parece de início pô-lo em prova: também os estrangeiros merecem atenção? Ou seria apenas uma reação do redator judeu, ele mesmo ainda surpreso com a impensável ampliação dos horizontes da salvação?

Afinal, o evangelista Marcos era exatamente o secretário de Pedro/Kefas, o mesmo apóstolo que precisou passar por uma revisão de conceitos em relação aos não judeus, como se lê em Atos 10,10, onde a visão da toalha com cobras e lagartos foi acompanhada da ordem divina: “Não chames de impuro o que Deus purificou”.

Cães… répteis… a mulher estrangeira… Termos pejorativos. Mas nada será obstáculo para que o pão dos filhos – a mensagem de salvação revelada a Israel, povo escolhido – venha a cair debaixo da mesa, ainda que na forma de simples migalhas, para os “cachorrinhos” [no texto grego, “kynariois”, ou seja, filhotes]. O pão não era só para os “filhos”, mas também para os “filhotes”.

Jean Valette comenta: “Tal como o centurião de Cafarnaum, esse outro pagão que acreditara que não há fronteiras para o poder de Deus, a mulher siro-fenícia acredita que não limites para sua bondade. E ela acaba por descobrir aquilo que Paulo empenhará todos os recursos para demonstrar: é que não existem barreiras raciais, históricas, religiosas, doutrinárias ou legais para o amor divino, que isto não é possível sob pena de Deus não ser Deus”.

Deus é amor (1Jo 4,16b). O amor não tem fronteiras. Ninguém está excluído da irradiação desse amor que jorra em torrentes do coração aberto pela lança do centurião, na rocha do Calvário. Os filhotes terão o seu pão…

Orai sem cessar: “A uma nação que não invocava o meu nome, eu respondi:‘Aqui estou eu!’” (Is 65,1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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