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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 12 de setembro de 2025

Antífona

– Vós sois justo, na verdade, ó Senhor, e os vossos julgamentos são corretos. Conforme vosso amor, Senhor, tratai-me (Sl 118,137.124).


Coleta

– Ó Deus, olhai com bondade os que redimistes e adotastes como filhos e filhas, e concedei aos que creem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. 


1ª Leitura: 1 Tm 1,1-2.12-14

– Início da primeira carta de São Paulo a Timóteo: 1Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança, 2a a Timóteo, verdadeiro filho na fé: a graça, a misericórdia e a paz de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor. 12Agradeço àquele que me deu força, Cristo Jesus, nosso Senhor, pela confiança que teve em mim ao designar-me para o seu serviço, 13a mim, que antes blasfemava, perseguia e insultava. Mas encontrei misericórdia, porque agia com a ignorância de quem não tem fé. 14Transbordou a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus.

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus. 


Salmo Responsorial: Sl 16,1-2a.5.7-8.11 (R: 5a)

– O Senhor é a porção da minha herança!

R: O Senhor é a porção da minha herança!

– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos!”

R: O Senhor é a porção da minha herança!

– Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.

R: O Senhor é a porção da minha herança!

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!

R: O Senhor é a porção da minha herança!

Aclamação ao santo Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Vossa Palavra é a verdade; santificai-nos na verdade! (Jo 17,17). 

Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 6,39-42

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas

– Glória a vós, Senhor!

– Naquele tempo, 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho?  42Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então enxergarás direito para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
A trave no teu olho… (Lc 6,39-42)

Muita gente anda à procura de orientadores que possam iluminar o caminho e auxiliar nas decisões. Hoje, existe o tal “coach”, definido como uma espécie de treinador que assessora o cliente, levando-o a refletir, chegar a conclusões, definir ações e, principalmente, agir em direção a seus objetivos, metas e desejos. E dizem por aí que se tornou uma função bastante rendosa…

Na vida espiritual, sempre existiram homens e mulheres que atraíram discípulos que neles viam pessoas capazes de orientá-los para Deus. Ali onde alguém se destacava pela virtude, logo era cercado pela multidão em busca de luz. Óbvio, quem fez a experiência de Deus – quase sempre pela via do sofrimento e da cruz – estará em condições de encaminhar os seus discípulos.

O problema está em buscar apoio e iluminação em pessoas que continuam nas trevas. Aqui e ali – ainda mais agora, quando a informação e a comunicação não deixam nada oculto – manifestam-se graves desvios em “guias de cegos”, ou seja, pessoas que se arvoraram a orientar os outros quando elas mesmas estavam desorientadas.

Comentando este Evangelho, Helmut Gollwitzer observa que Jesus está mostrando aos discípulos que, antes de mudar os outros, eles devem se dedicar à mudança de si mesmos. “Esta ordem é irreversível (v. 42). É claro que Jesus tem em vista o perigo para os discípulos em sua missão de pregadores: eles correm o risco de serem desqualificados depois de terem servido de arautos para os outros (cf. 1Cor9,27). É por isso que ele os impede de se erigirem como juízes, imprimindo no espírito deles a exata condição de toda pregação”.

De fato, o handicap negativo do pregador está nele mesmo: como pregar aos outros um Evangelho que ele mesmo não está vivendo pessoalmente? Como propor um programa de vida que ele mesmo não está seguindo? Todos conhecem o caso do pneumologista que fuma… E a situação da nutricionista obesa… Vale, então, a máxima dos antigos: “Médico, cura-te a ti mesmo!”

Para deixar bem claro o absurdo da situação, Jesus vai valer-se de duas imagens em contraste: o cisco e a trave. Se eu tenho os olhos prejudicados por um grande obstáculo – a trave de madeira -, como pretendo extrair o pequeno – o cisco – da vista de meu irmão? O apelo ao absurdo deve levar-nos a um exame de consciência.

Não se trata de fazer ilusões sobre a cegueira dos outros, nem de ficar indiferente a ela. Trata-se de mudar primeiro a minha própria visão e – só depois – tentar mudar a visão dos outros.

Orai sem cessar: “Senhor, que eu veja!” (Mc 10,51b)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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