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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 13 de fevereiro de 2026

Antífona

– Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra e ajoelhemo-nos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor (Sl 94,6s).


Coleta

– Velai, Senhor, nós vos pedimos, com incansável amor sobre a vossa família; e porque só em vós coloca sua esperança, defendei-a sempre com vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


1ª Leitura: 1 Rs 11,29-32; 12,19

Leitura do primeiro livro dos Reis: 29Aconteceu, naquele tempo, que, tendo Jeroboão saído de Jerusalém, veio ao seu encontro o profeta Aías, de Silo, coberto com um manto novo. Os dois achavam-se sós no campo. 30Aías, tomando o manto novo que vestia, rasgou-o em doze pedaços 31e disse a Jeroboão: ‘Toma para ti dez pedaços. Pois assim fala o Senhor, Deus de Israel: Eis que vou arrancar o reino das mãos de Salomão e te darei dez tribos.
32Mas ele ficará com uma tribo, por consideração para com meu servo Davi e para com Jerusalém, cidade que escolhi dentre todas as tribos de Israel”. 12,19Israel rebelou-se contra a casa de Davi até o dia de hoje.

– Palavra do Senhor. 

– Graças a Deus.


Salmo Responsorial: Sl 81,10-11b.12-13.14-15 (R:11a.9a)

 – Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!
R: Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!


– Em teu meio não exista um deus estranho nem adores a um deus desconhecido! Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, que da terra do Egito te arranquei.

R: Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!


– Mas meu povo não ouviu a minha voz, Israel não quis saber de obedecer-me. Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, abandonei-os ao seu duro coração.

R: Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!


– Quem me dera que meu povo me escutasse! Que Israel andasse sempre em meus caminhos! Seus inimigos, sem demora, humilharia e voltaria minha mão contra o opressor. 

R: Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

Aclamação ao santo Evangelho.

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

– Abri-nos, ó Senhor, o coração para ouvirmos a Palavra de Jesus! 

(At 16, 14)

Aleluia, aleluia, aleluia.


Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 7,31-37

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

– Glória a vós, Senhor!

– Naquele tempo, 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galiléia, atravessando a região da Decápole. 32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!” 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!


Liturgia comentada
Pôs os dedos nos seus ouvidos… (Mc 7,31-37)

Quando algum fato supera os limites humanos, o povo vê ali o “dedo de Deus”. Foi assim no Antigo Testamento: quando caiu sobre o Egito a terceira praga (cf. Ex 8,15) e até a poeira do chão se transformou em mosquitos, os magos disseram ao Faraó: ‘Aqui está o dedo de Deus’. Igualmente, quando Moisés recebeu as tábuas da Lei no sinal, a Escritura registra: “Eram tábuas de pedra escritas com o dedo de Deus”. (Ex 31,18)

Em suma, na necessidade de mostrar ao leitor a ação de um Deus que é puro espírito, o escritor sagrado recorre a imagens antropomórficas: o braço de Deus, a mão de Deus, o dedo de Deus.

Agora, porém, em clima de Nova Aliança, o grande milagre da Encarnação nos coloca diante do Filho de Deus feito homem, que pode ser visto, ouvido e apalpado (cf. 1Jo 1,1). Quem se aproxima de Jesus pode dispensar as imagens e ir direto ao Senhor da vida. E foi assim que o surdo-mudo foi tocado e curado.

Mas o milagre de Jesus não se encerra em um caso de cura individual. Há muito mais em jogo. O “deficiente” deste Evangelho é um símbolo do povo de Israel que, por sua vez, resume toda a humanidade surda à voz de Deus. Eis o comentário de Hans Urs von Balthasar:

“Tal como disseram os profetas, Israel está surdo à palavra de Deus e, assim, incapaz de uma resposta válida. Jesus não realiza milagres como espetáculo, por isso leva o doente à parte, procura o delicado meio entre a discrição (diante da propaganda do mundo) e a ajuda a ser levada ao povo. Os dois toques corporais (ouvidos e língua) formam o prelúdio para seu olhar erguido ao Pai – todo milagre que ele faz é um ato do Pai por meio dele – e para seu suspiro, indicando que ele está cheio do Espírito Santo. Esta plenitude trinitária mostra suficientemente que na sua ordem – “Abre-te!” – ressoa uma palavra não simplesmente de cura corporal, mas de um efeito de graça para Israel e a humanidade.”

Parece que a TV vem mostrando um grave desvio de avaliação dos curadores de hoje: destaque para curas físicas e sucesso financeiro, enquanto as almas e os corações permanecem surdos à palavra do Evangelho, que fala de amor ao próximo, de vida simples e pobre, de fazer de Jesus o tesouro escondido, a pérola de valor inestimável.

Orai sem cessar: “Ouvirei o que diz o Senhor Deus…” (Sl 85,9)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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