São Maximiliano Maria Kolbe, Presbítero e Mártir
Antífona de entrada
Vinde, benditos do meu Pai, diz o Senhor. Em verdade eu vos digo que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes. (Mt 25, 34. 40)
Coleta
Ó Deus, enriquecestes de grande zelo pastoral e dedicação ao próximo o presbítero e mártir São Maximiliano Maria Kolbe, inflamado de amor à Virgem Imaculada; concedei-nos benigno, por sua intercessão, que, trabalhando incansavelmente pela vossa glória no serviço ao próximo, possamos nos tornar semelhantes ao vosso Filho até a morte. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Primeira Leitura — Ez 16, 1-15. 60. 63
Leitura da Profecia de Ezequiel
1 A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2 “Filho do homem, mostra a Jerusalém suas abominações. 3 Dirás: Assim fala o Senhor Deus a Jerusalém: Por tua origem e nascimento és do país de Canaã. Teu pai era um amorreu e tua mãe uma hitita. 4 E como foi o teu nascimento? Quando nasceste, não te cortaram o cordão umbilical, não foste banhada em água, nem esfregada com salmoura nem envolvida em faixas.
5 Ninguém teve dó de ti, nem te prestou algum desses serviços por compaixão. Ao contrário, no dia em que nasceste, eles te deixaram exposta em campo aberto, porque desprezavam a tua vida. 6 Então, eu passei junto de ti e vi que te debatias no próprio sangue. E enquanto estavas em teu sangue, eu te disse: Vive! 7 Eu te fiz crescer exuberante como planta silvestre. Tu cresceste e te desenvolveste, e chegaste à puberdade. Teus seios se firmaram e os pelos cresceram; mas estavas inteiramente nua. 8 Passando junto de ti, percebi que tinhas chegado à idade do amor. Estendi meu manto sobre ti para cobrir tua nudez. Fiz um juramento, estabelecendo uma aliança contigo — oráculo do Senhor —, e tu foste minha.
9 Banhei-te na água, limpei-te do sangue e ungi-te com perfume. 10 Eu te revesti de roupas bordadas, calcei-te com sandálias de fino couro, cingi-te de linho e te cobri de seda. 11 Eu te enfeitei de joias, coloquei braceletes em teus braços e um colar no pescoço. 12 Eu te pus um anel no nariz, brincos nas orelhas e uma coroa magnífica na cabeça. 13 Estavas enfeitada de ouro e prata, tuas vestimentas eram de linho finíssimo, de seda e de bordados. Eu te nutria com flor de farinha, mel e óleo. Ficaste cada vez mais bela e chegaste à realeza.
14 Tua fama se espalhou entre as nações por causa de tua beleza perfeita, devido ao esplendor com que te cobri — oráculo do Senhor. 15 Mas puseste tua confiança na beleza e te prostituíste graças à tua fama. E sem pudor te oferecias a qualquer passante. 60 Eu, porém, me lembrarei de minha aliança contigo, quando ainda eras jovem, e vou estabelecer contigo uma aliança eterna. 63 É para que te recordes e te envergonhes, e na tua confusão não abras mais a boca, quando eu te houver perdoado tudo o que fizeste, — oráculo do Senhor Deus”
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Is 12, 2-4. 5-6 (R. 1c)
Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.
Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. Com alegria bebereis no manancial da salvação. E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, dentre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime.
Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.
Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!”
Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.
Acolhei a palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2, 13)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mt 19, 3-12
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 3 alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4 Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5 E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6 De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.
PALAVRA DE VIDA
No princípio não era assim… (Mt 19,3-12)
Em questão, a indissolubilidade do matrimônio. Divorciar-se ou não? Por qualquer motivo? Algo justifica o abandono da esposa? E a questão se coloca antes da ética e da moral cristã, em plena cultura judaica. Por isso mesmo, Jesus de Nazaré não cita o nosso Catecismo, nem algum cânone do Concílio de Trento. Jesus argumenta voltando ao… princípio…
E que é o “princípio”? O princípio é o desígnio de Deus, seu projeto de amor que envolve toda a Criação, mas de modo especial e único o homem e a mulher. Foi “no princípio” que Deus os criou homem e mulher (Gn 1,27). Foi “no princípio” que o Senhor ditou: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18). E ali mesmo está registrado que os dois se tornam uma só carne (Gn 2,24).
Por isso mesmo, ao ser interpelado por um grupo de fariseus que buscava extrair de Jesus alguma doutrina herética que justificasse sua condenação, o Mestre responde de forma categórica: “Portanto, que o homem não separe aquilo que Deus uniu” (Mt 19,6b).
Alguém certamente iria citar a própria Bíblia para mostrar a poligamia como algo frequente em Israel. Mas, se ele examinar a mesma Escritura, verá também os seus efeitos maléficos: uma esposa humilhando a outra [cf. Agar e Sara (Gn 16,4-5) ou Fenena e Ana (1Sm 1,5-6)], um meio irmão violando a meia-irmã (2Sm 13) e outras sequelas indesejáveis.
Ao formular sua doutrina e celebrar os sacramentos, pelos quais a Graça divina é distribuída, a Igreja não podia ignorar a intenção primordial do Criador. “A aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento por Cristo Senhor.” (CIC,1601)
Naturalmente, estamos falando do “matrimônio” cristão, e não de um simples “casamento” civil, essa espécie de contrato assinado em um cartório em vista de vantagens para as duas partes, e que pode ser devidamente rasgado ou anulado dentro dos limites legais. No primeiro, temos algo de “sagrado”; no segundo, algo “prático”. O sagrado não se rasga. O prático… basta que deixe de ser prático…
Na Igreja Ortodoxa, o rito do matrimônio inclui coroas para os noivos, mas também a entrega de uma cruz. Sem comentários adicionais…
Orai sem cessar: “__Alegra-te com a esposa da tua juventude…” (Pr 5,18)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Com. Católica Nova Aliança.