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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 16 de julho de 2026

Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, Festa

Antífona de entrada

Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo o bem que ele me fez! (Cf. Sl 65, 16)

Glória

Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso.
Nós vos louvamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
nós vos damos graças
por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai.
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica.
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo,
só vós, o Senhor,
só vós, o Altíssimo,
Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.

Coleta

Senhor, nós vos pedimos: venha em nosso auxílio a venerável intercessão da gloriosa Virgem Maria, para que, por sua proteção, possamos chegar ao monte que é Cristo, nosso Senhor. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Zc 2, 14-17

Leitura da Profecia de Zacarias

14 “Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15 Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16 O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17 Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Lc 1, 46-47. 48-49. 50-51. 52-53. 54-55 (R. Cf. 54b)

Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

Pois, ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome!
Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.
Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos.
Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.
Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome.

Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus! (Lc 11, 28)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 12, 46-50

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
Esse é meu irmão… (Mt 12,46-50)

Este Evangelho, tantas vezes deformado pelos comentaristas, pede nossa atenção especial. Vamos ponto a ponto:

  1. Jesus é o Filho do Pai. Na condição de Filho, ele é obediente e faz a vontade do Pai. Ele chega a dizer que seu “alimento” (aquilo que o sustenta) é fazer esta vontade (cf. Jo 4,34).
  2. O próprio Jesus contou a parábola dos “dois filhos”, onde essa obediência é colocada em realce (cf. Mt 21,28 ss.). Ou seja, a “marca registrada” do filho é uma vida de acordo com a vontade de Deus. A rebeldia significa, na prática, uma recusa dessa filiação. Não é possível conciliar a vontade do Pai com outras “vontades”: a pessoal ou a do mundo, a vontade de César ou da própria família.
  3. Os parentes biológicos de Jesus não entendem sua atuação messiânica e avaliam, erradamente, que ele perdeu o juízo. Um aprendiz de carpinteiro que se põe a pregar, a curar doentes e expulsar demônios deve estar “fora de si” (cf. Mc 3,219). Com este propósito, os parentes chegam a arrastar Maria, mãe de Jesus, em sua tentativa de impedir a missão de Jesus.
  4. Por este motivo, quando o pessoal de seu clã tenta detê-lo, Jesus manifesta que seus “irmãos” só podem ser aqueles que obedecem ao mesmo Pai, fazendo sua vontade. E a vontade do Pai é que todos se salvem (cf. Jo 6,39-40). Jesus de Nazaré não está excluindo a família biológica nem pode desonrá-la, pois o 4º mandamento não o permite, mas está reordenando uma hierarquia: o Pai vem em primeiro lugar.
  5. Com tudo isso, sua mãe, Maria, acaba como objeto de louvor, pois ninguém como ela cumpriu aquele requisito que define os verdadeiros filhos de Deus: fazer a sua vontade. Diante do anjo que lhe manifesta qual é a vontade de Deus sobre ela, Maria responde: “Eu sou a escrava do Senhor. FAÇA-SE em mim segundo a tua palavra” (cf. Lc 1,38).

“Escrava” (traduzindo o grego de São Lucas doúle – δούλη) é aquela que não tem vontade própria e se abandona sem limites ao querer de seu Amo e Senhor. De modo algum ela requer atenção especial, nem direitos, nem salários. E assim, tão obediente, o Pai vê em Maria a filha mais perfeita.

Saberemos imitá-la?

Orai sem cessar: “__A lei da tua boca é um bem para mim…”  (Sl 119,72)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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