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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 16 de março de 2026

2ª feira da 4ª Semana da Quaresma


Antífona de entrada

Confio em vós, Senhor. Exultarei e me alegrarei em vossa misericórdia, pois olhastes a minha pequenez. (Cf. Sl 30, 7-8)


Coleta

Ó Deus, que renovais o mundo com admiráveis sacramentos, concedei à vossa Igreja caminhar segundo a vossa vontade sem que jamais lhe faltem neste mundo os auxílios de que necessita. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Primeira Leitura — Is 65, 17-21
Leitura do Livro do Profeta Isaías

Assim fala o Senhor: 17“Eis que eu criarei novos céus e nova terra, coisas passadas serão esquecidas, não voltarão mais à memória. 18Ao contrário, haverá alegria e exultação sem fim em razão das coisas que eu vou criar; farei de Jerusalém a cidade da exultação e um povo cheio de alegria.

19Eu também exulto com Jerusalém e alegro-me com o meu povo; ali nunca mais se ouvirá a voz do pranto e o grito de dor. 20Ali não haverá crianças condenadas a poucos dias de vida nem anciãos que não completem seus dias. Será considerado jovem quem morrer aos cem anos; e quem não alcançar cem anos, passará por maldito. 21Construirão casas para nelas morar, plantarão vinhas para comer seus frutos”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 29(30), 2 e 4. 5-6. 11-12a e 13b (R. 2a)

R. Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes!

– Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, e não deixastes rir de mim meus inimigos! Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes, quando estava já morrendo!

R. Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes!

– Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, dai-lhe graças e invocai seu santo nome! Pois sua ira dura apenas um momento, mas sua bondade permanece a vida inteira; se à tarde vem o pranto visitar-nos, de manhã vem saudar-nos a alegria.

R. Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes!

– Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! Transformastes o meu pranto em uma festa, Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

R. Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes!

– Buscai o bem, não o mal, pois assim vivereis; então, o Senhor, nosso Deus, convosco estará! (Cf. Am 5, 14)

– Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!


Evangelho – Jo 4, 43-54

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠segundo João

– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 43Jesus partiu da Samaria para a Galileia. 44O próprio Jesus tinha declarado, que um profeta não é honrado na sua própria terra. 45Quando então chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, porque tinham visto tudo o que Jesus havia feito em Jerusalém, durante a festa. Pois também eles tinham ido à festa. 46Assim, Jesus voltou para Caná da Galileia, onde havia transformado a água em vinho.

Havia em Cafarnaum um funcionário do rei que tinha um filho doente. 47Ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judeia para a Galileia. Ele saiu ao seu encontro e pediu-lhe que fosse a Cafarnaum curar seu filho, que estava morrendo. 48Jesus disse-lhe: “Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais”. 49O funcionário do rei disse: “Senhor, desce, antes que meu filho morra!” 50Jesus lhe disse: “Podes ir, teu filho está vivo”. O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora.

51Enquanto descia para Cafarnaum, seus empregados foram ao seu encontro, dizendo que o seu filho estava vivo. 52O funcionário perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: “A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde”. 53O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito: “Teu filho está vivo”. Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a sua família. 54Esse foi o segundo sinal de Jesus. Realizou-o quando voltou da Judeia para a Galileia.

– Palavra da Salvação.

– Glória a vós, Senhor.


PALAVRA DE VIDA
Se não virdes milagres… (Jo 4,43-54)

Como incomodam esses milagres! Os milagres de antigamente e os milagres de nossos dias. E corremos dois perigos em relação a eles…

O primeiro risco consiste em nos aproximarmos de Deus apenas na busca de milagres – geralmente ligados à saúde física ou financeira – o que faria de nós uma gente interesseira, disposta a “usar” a Deus em próprio benefício, sem nenhum compromisso com a verdadeira adoração e o serviço ao próximo. Uma religião feita apenas de novenas, promessas e romarias pode ser sintoma dessa “religião”.

Afinal, quantos pediram e receberam a cura e… uma vez curados, eles se afastaram de Deus e da Igreja, pois já tinham tudo o que desejavam! Neste caso, Deus se torna uma espécie de banco de onde sacamos valores, ou um supermercado com mercadorias à nossa disposição, que visitamos em caso de extrema necessidade.

O segundo risco está na atitude racionalista que nega ao próprio Deus o direito de fazer milagres e agir acima da matéria. Tendo o Criador estabelecido as leis físicas, químicas e biológicas do Cosmo, Ele mesmo acaba prisioneiro de suas leis e proibido de alterá-las quando lhe aprouver.

Esses acadêmicos racionalistas realizam tremendo esforço para “explicar” os milagres da Bíblia conforme seus parâmetros intelectuais: o paralítico que andou era apenas um doente psicossomático; o endemoninhado não passava de um caso de epilepsia; Lázaro não estava morto, mas ficara em catalepsia; e Jesus não transformou água em vinho coisa nenhuma, pois foram os discípulos que levaram o vinho escondido. E esses escritores de ficção ainda se chamam de “doutores”!

Ora, nesta cena do Evangelho, a observação de Jesus por certo se dirige àqueles que só se aproximam de Deus interessados em seus milagres. E se os milagres faltarem, a fé acaba rolando pela sarjeta. “Não vou rezar mais, pois Deus não me ouve!” “Já cansei de pedir, Deus está surdo!”

Enquanto isso, Jesus, o Filho de Deus, abre mão de seus poderes, aceita humildemente a cruz e a morte, e ainda acha tempo de perdoar seus agressores. Isto é, coloca a sua missão e a obediência ao Pai acima de qualquer interesse pessoal. Sua “religião” se resume a fazer a vontade do Pai.

E nós? Qual é a essência de nossa religião? Queremos um Deus-na-coleira, pronto a atender aos nossos caprichos? Ou estamos dispostos a consagrar nossa vida ao serviço de Deus, para edificar o Reino e ajudar o próximo?

Orai sem cessar: “Senhor, és o Deus que fez o milagre!” (Sl 77,15)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança

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