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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 16 de setembro de 2026

Santos Cornélio, Papa, e Cipriano, Bispo, Mártires, Memória

Antífona de entrada

Alegram-se nos céus os santos que seguiram os passos de Cristo. Por seu amor derramaram o próprio sangue; por isso, com ele exultam eternamente.

Ou:

Por causa do Senhor homens santos derramaram seu sangue glorioso, amaram Cristo em sua vida e, na sua morte, o imitaram; por isso, mereceram coroas de vitória.

Coleta

Ó Deus, em São Cornélio e São Cipriano destes ao vosso povo pastores dedicados e mártires invencíveis; concedei que, por sua intercessão, fortalecidos na fé e na perseverança, trabalhemos incansavelmente pela unidade da Igreja. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Segunda Leitura — 1Cor 12, 31-13, 13

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos, 31 aspirai aos dons mais elevados. Eu vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior. 13, 1 Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse caridade, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine.

2 Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, mas se não tivesse caridade, eu não seria nada.

3 Se eu gastasse todos os meus bens para sustento dos pobres, se entregasse o meu corpo às chamas, mas não tivesse caridade, isso de nada me serviria.

4 A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; 5 não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; 6 não se alegra com a iniquidade, mas regozija-se com a verdade. 7 Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo.

8 A caridade não acabará nunca. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. 9 Com efeito, o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita. 10 Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito.

11 Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança.

12 Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas de modo imperfeito, mas, então, conhecerei como sou conhecido.

13 Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 32(33), 2-3. 4-5. 12 e 22 (R. 12b)

Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! Cantai para o Senhor um canto novo, com arte sustentai a louvação!
Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.
Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!
Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

℣. Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna. (Cf. Jo 6, 63c. 68c)
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Lc 7, 31-35

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 31 “Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32 São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’

33 Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35 Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
Parecidos com crianças… (Lc 7,31-35)

Uma coisa é ser criança. Outra coisa, bem diferente, é ser pueril. Jesus chega ao extremo de afirmar que nossa entrada no Reino dos céus depende de nos transformarmos em crianças. Ele deve ter pensado na fragilidade das crianças, sua simplicidade, sua disposição em aprender ou, acima de tudo, seu abandono nas mãos do Pai. Enfim, há muitas virtudes nas crianças.

Mas é evidente que Jesus não pensava em uma Igreja feita de pessoas movidas pelas “infantilidades” que tantas vezes adotamos em nosso comportamento: pequenas invejas, ciumeiras, teimosias injustificáveis, e aquela permanente atitude de enfado e insatisfação porque as coisas não correram conforme nós esperávamos.

É o caso das crianças que brincam na praça, imitando os adultos nos funerais e nos casamentos, imagem adotada por Jesus. Um grupo de meninas imita as lamentações típicas dos enterros, esperando que o outro grupo se ponha a chorar… mas ninguém entra na brincadeira. Outro grupo de meninos imita os flautistas na celebração das bodas… mas a outra metade se recusa a dançar. Não querem dançar conforme a música…

Afinal, quem dita as regras de nossa ciranda eclesial? Em primeiro lugar, temos os Evangelhos de Jesus. Temos o magistério da Igreja. Temos o exemplo dos santos. Temos as solicitações do bispo e do pároco. São muitos convites, tanto para dançar quanto para chorar. Mas estamos enfastiados. Não queremos jogar…

Parece-me, até, que o problema de fundo não é propriamente “espiritual”, mas simples infantilismo. Não amadurecemos o suficiente para encarar o jogo da realidade e fazer frente aos desafios de nosso tempo. Preferimos distrair-nos com uma novelinha, um joguinho na TV, uma idazinha à praia, qualquer coisa em diminutivo, nada que se pareça com um ideal ou uma missão.

E Jesus a se perguntar: que farei para contentar essa multidão de descontentes? Que fazer com esta geração?

Talvez seja necessário que venha do acaso uma situação imprevista que exija de nós um tempo de superação e de heroísmo: algo como um desastre natural, um tempo de fome, uma crise social, para nos despertar do marasmo e da tibieza.

Ou será que já temos todos os ingredientes da situação que deveria despertar em nós um comportamento vivo, ativo, participativo? Não temos a droga apodrecendo a juventude? Não temos a miséria correndo as periferias? Não temos ainda, em pleno século XXI, uma multidão de analfabetos? Que mais será preciso para nos despertar?

Orai sem cessar: “Escutarei o que diz o Senhor…” (Sl 85,8)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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