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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 17 de julho de 2026

Bem-aventurado Inácio de Azevedo, Presbítero, e companheiros, mártires, Memória

Antífona de entrada

Ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. (Fl 2, 10-11)

Coleta

Ó Deus, que escolhestes Inácio de Azevedo e seus companheiros para regarem com seu sangue as primeiras sementes do Evangelho lançadas na Terra de Santa Cruz, concedei-nos, para vossa maior glória, professar constantemente a fé que recebemos de nossos antepassados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — Is 38, 1-6. 21-22. 7-8

Leitura do Livro do Profeta Isaías

1 Naqueles dias, Ezequias foi acometido de uma doença mortal. Foi visitá-lo o profeta Isaías, filho de Amós, e disse-lhe: “Isto diz o Senhor: Arruma as coisas de tua casa, pois vais morrer e não viverás”. 2 Então Ezequias virou o rosto contra a parede e orou ao Senhor, dizendo: 3 “Peço-te, Senhor, te lembres de que tenho caminhado em tua presença, com fidelidade e probidade de coração, e tenho praticado o bem aos teus olhos”. Ezequias prorrompeu num grande choro.

4 A palavra do Senhor foi dirigida a Isaías: 5 “Vai dizer a Ezequias: Isto diz o Senhor, Deus de Davi, teu pai: ‘Ouvi a tua oração, vi as tuas lágrimas; eis que vou acrescentar à tua vida mais quinze anos, 6 vou libertar-te das mãos do rei da Assíria, junto com esta cidade, que ponho sob minha proteção’”.

21 Então, Isaías ordenou que fizessem uma cataplasma de massa de figos e a aplicassem sobre a ferida, que ele ficaria bom. 22 Perguntou Ezequias: “E qual é o sinal de que hei de subir à casa do Senhor?” 7 “Este é o sinal que terás do Senhor, de que ele cumprirá a promessa que fez: 8 Eis que farei recuar dez graus a sombra dos graus que já desceu no relógio solar de Acaz”. De fato, a marca do sol recuara dez graus dos que ela tinha descido.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Is 38, 10. 11. 12. 16 (R. cf. 17b)

Vós livrastes minha vida do sepulcro, a fim de eu não deixar de existir.

Eu dizia: “É necessário que eu me vá no apogeu de minha vida e de meus dias; para a mansão triste dos mortos descerei, sem viver o que me resta dos meus anos”.
Vós livrastes minha vida do sepulcro, a fim de eu não deixar de existir.

Eu dizia: “Não verei o Senhor Deus sobre a terra dos viventes nunca mais; nunca mais verei um homem neste mundo!”
Vós livrastes minha vida do sepulcro, a fim de eu não deixar de existir.

Minha morada foi à força arrebatada, desarmada como a tenda de um pastor. Qual tecelão, eu ia tecendo a minha vida, mas agora foi cortada a sua trama.

Ó Senhor, meu coração em vós espera; por vós há de viver o meu espírito, curai-me e conservai a minha vida.
Vós livrastes minha vida do sepulcro, a fim de eu não deixar de existir.

Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10, 27)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 12, 1-8

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.

1Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido fazer em dia de sábado!”

3Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma?

6Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo. 7Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
Vocês não leram? (Mt 12,1-8)

Diante de uma acusação dos fariseus contra os discípulos de Jesus, condenando-os por mascarem algumas espigas de trigo quando passavam pelo meio do trigal maduro, em dia de sábado, o Mestre remete os acusadores à própria Lei, deixando claro que existem exceções não condenáveis.

Na verdade, toda lei pode levar a injustiças. Os próprios romanos diziam em seu Direito: “summum ius, summa injuria” [o rigorismo na aplicação do Direito pode culminar na máxima injustiça]. Todo juiz conhece os riscos de uma aplicação rígida, literal da lei, sem levar em conta as circunstâncias e os atenuantes. Também no sacramento da reconciliação e penitência nossos pecados são avaliados dentro desses parâmetros.

No caso do Israel bíblico, a Lei mosaica, gravada a fogo na pedra fria do Sinai, sempre fora um peso. O apóstolo Paulo (ele mesmo fariseu de origem e seguidor da Lei) adverte em Gálatas 5:1: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão”.

Todos sabem que “jugo” é sinônimo de “canga”, a trave de madeira sobre a cervical do boi de carro. Ora, Deus quer filhos, e não escravos. Sua lei deve libertar, e não escravizar.

Este Evangelho deve nos vacinar contra o legalismo, uma prática religiosa feita de regras, medidas e limites milimétricos: – “Padre, até onde eu posso ir sem pecar?” Mas também deve nos curar da grave doença de nos arvorarmos em juiz do próximo.

O mais importante, porém, é lembrar que Jesus É a lei. Os mandamentos e preceitos da religião não foram estabelecidos por votação popular. Nós não escrevemos a Constituição da fé. Ele é o legislador maior. E quem escreve a lei pode mudar a mesma lei com vistas à nossa salvação. Do contrário, ele não diria aos fariseus, estritos seguidores da casca da Lei, que no Reino eles seriam precedidos pelas prostitutas e pelos publicanos.

Ali estava alguém maior que o Templo! Ali estava o próprio Senhor do sábado. Ele sabia que não somos salvos por jejuns e pela fome. E que a misericórdia agrada a Deus mais que cilícios e flagelações. E parece que os acusadores de todos os quadrantes não se destacam pela misericórdia…

Orai sem cessar: “Senhor, os meus dias estão nas tuas mãos!” (Sl 31,15)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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