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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 19 de junho de 2026

6ª feira da 11ª Semana do Tempo Comum

Memória Facultativa
São Romualdo, Abade

Antífona de entrada

Escutai, Senhor, a voz do meu apelo. Sede meu amparo; não me rejeiteis, nem me abandoneis, ó Deus meu Salvador. (Cf. Sl 26, 7. 9)

Coleta

Ó Deus, força daqueles que em vós esperam, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme a vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 2Rs 11, 1-4. 9-18. 20

Leitura do Segundo Livro dos Reis
Naqueles dias, 1 quando Atália, mãe de Ocozias, soube que o filho estava morto, pôs-se a exterminar toda a família real. 2 Mas Josaba, filha do rei Jorão e irmã de Ocozias, raptou o filho dele, Joás, do meio dos filhos do rei, que iriam ser massacrados, e colocou-o, com sua ama, no quarto de dormir. Assim, escondeu-o de Atália e ele não foi morto. 3 E ele ficou seis anos com ela, escondido no templo do Senhor, enquanto Atália reinava no país.

4 No sétimo ano, Joiada mandou chamar os centuriões dos quereteus e da escolta, e introduziu-os consigo no templo do Senhor. Fez com eles um contrato, mandou que prestassem juramento no templo do Senhor e mostrou-lhes o filho do rei.

9 Os centuriões fizeram tudo o que o sacerdote Joiada lhes tinha ordenado. Cada um reuniu seus homens, tanto os que entravam de serviço no sábado, como os que saíam. Vieram para junto do sacerdote Joiada, 10 e este entregou aos centuriões as lanças e os escudos de Davi, que estavam no templo do Senhor.

11 Em seguida, os homens da escolta, de armas na mão, tomaram posição a partir do lado direito do templo até ao esquerdo, entre o altar e o templo, em torno do rei. 12 Então Joiada apresentou o filho do rei, cingiu-o com o diadema e entregou-lhe o documento da Aliança. E proclamaram-no rei, deram-lhe a unção e, batendo palmas, aclamaram: “Viva o rei!”

13 Ouvindo os gritos do povo, Atália veio em direção da multidão no templo do Senhor. 14 Quando viu o rei de pé sobre o estrado, segundo o costume, os chefes e os trombeteiros do rei junto dele, e todo o povo do país exultando de alegria e tocando as trombetas, Atália rasgou suas vestes e bradou: “Traição! Traição!” 15 Então o sacerdote Joiada ordenou aos centuriões que comandavam a tropa: “Levai-a para fora do recinto do templo e, se alguém a seguir, seja morto à espada”. Pois o sacerdote havia dito: “Não seja morta dentro do templo do Senhor”.

16 Agarraram-na e levaram-na aos empurrões pelo caminho da porta dos Cavalos até ao palácio, e ali foi morta. 17 Em seguida, Joiada fez uma aliança entre o Senhor, o rei e o povo, pela qual este se comprometia a ser o povo do Senhor. Fez também uma aliança entre o rei e o povo. 18 Todo o povo do país dirigiu-se depois ao Templo de Baal e demoliu-o. Destruíram totalmente os altares e as imagens e mataram Matã, sacerdote de Baal, diante dos altares. E o sacerdote Joiada pôs guardas na casa do Senhor. 20 Todo o povo do país o festejou e a cidade manteve-se calma.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 131(132), 11. 12. 13-14. 17-18 (R. 13)

O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

O Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará: “Um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em teu lugar!
O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

Se teus filhos conservarem minha Aliança e os preceitos que lhes dei a conhecer, os filhos deles igualmente hão de sentar-se eternamente sobre o trono que te dei!”
O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

Pois o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua morada: “Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui: este é o lugar que preferi!”
O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

“De Davi farei brotar um forte Herdeiro, acenderei ao meu Ungido uma lâmpada. Cobrirei de confusão seus inimigos, mas sobre ele brilhará minha coroa!”
O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5, 3)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 6, 19-23

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 19 “Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. 20 Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. 21 Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

22 O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23 Se o teu olho está doente, todo o corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.


PALAVRA DE VIDA
A traça e a ferrugem… (Mt 6,19-23)

No “Google” imagens, contemplo uma série de fotografias do navio “Titanic” apodrecendo no fundo do mar. O espetáculo impressiona: corrimões roídos pela água salgada, fileiras de porcelana fina, garfos com os dentes quebrados, garrafas de vinho ainda arrolhadas, uma hélice atacada pela corrosão, um pedaço de âncora… Era o símbolo do poder. É a imagem da ruína.

Estas imagens falam por si. Remetem a sonhos e ilusões, símbolos de poder e de riqueza, ao lado da falência de nossa arrogância e de nossas seguranças. Estas imagens entoam uma ode à ruína humana. No fundo do abismo, o alegre salão de festas transformou-se em túmulo frio.

No Evangelho de hoje, Jesus vem contrastar tesouros do céu e tesouros da terra. Estes valores terrenos, pelos quais tantos dedicam laboriosamente todo o esforço e toda a vida, têm como sua marca natural a efemeridade: eles não duram. Para acentuar a ilusão de posse que nos ronda, Jesus cita três agentes dos quais ninguém consegue escapar: a traça, a ferrugem e os ladrões.

Não quer dizer que os “bens” materiais não tenham valor. O que está em questão é o risco iminente de ter o coração apegado a eles e, em consequência, tornar os olhos da alma velados para os valores eternos. A relação do homem com os “bens” torna-se uma relação de serviço, como a do súdito com seu imperador.

Ora, a adesão plena a um “patrão” deste planeta – seja o dinheiro, a fama ou o poder – torna a alma incapaz de servir livremente a Deus. A frase que ilumina todo o contexto é radical: “Ninguém pode ser vir a dois senhores”. (Mt 6,24) A opção por um deles implica a rejeição do outro. Não outra escolha: ódio ou amor!

Por isso mesmo, a alguém que pretendia segui-lo, Jesus advertiu: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. (Mt 19,21) Esta frase de Jesus está na origem dos chamados “conselhos evangélicos”, que se concretizam, para os consagrados, nos votos de pobreza, castidade e obediência.

Qual seria o sentido desse “despojamento” voluntário? Sem dúvida, a liberdade. A experiência vivida por Francisco de Assis e proposta aos seus seguidores era, acima de tudo, um convite àquele alto grau de liberdade que torna possível o serviço incondicional ao Senhor de todos os senhores. E o apóstolo João arremata: “O mundo passa, e também a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. (1Jo 2,17)

Francisco, Teresa, Hélder… Eles escolheram bem…

Orai sem cessar: “Senhor, fora de ti não tenho bem algum!” (Sl 16,2)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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