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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 19 de maio de 2026

3ª feira da 7ª Semana da Páscoa


Antífona de entrada

Eu sou o Primeiro e o Último, aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para sempre, aleluia! (Ap 1, 17-18)


Coleta

Deus de poder e misericórdia, nós vos pedimos que o Espírito Santo, vindo habitar em nossos corações, nos transforme em templo de sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Primeira Leitura — At 20, 17-27

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, 17 de Mileto, Paulo mandou um recado a Éfeso, convocando os anciãos da Igreja. 18 Quando os anciãos chegaram, Paulo disse-lhes: “Vós bem sabeis de que modo me comportei em relação a vós, durante todo o tempo, desde o primeiro dia em que cheguei à Ásia. 19 Servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio das provações que sofri por causa das ciladas dos judeus. 20 Nunca deixei de anunciar aquilo que pudesse ser de proveito para vós, nem de vos ensinar publicamente e também de casa em casa. 21 Insisti, com judeus e gregos, para que se convertessem a Deus e acreditassem em Jesus nosso Senhor.

22 E agora, prisioneiro do Espírito, vou para Jerusalém sem saber o que aí me acontecerá. 23 Sei apenas que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte, dizendo que me aguardam cadeias e tribulações. 24 Mas, de modo nenhum, considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e realize o serviço que recebi do Senhor Jesus, ou seja, testemunhar o Evangelho da graça de Deus. 25 Agora, porém, tenho a certeza de que vós não vereis mais o meu rosto, todos vós entre os quais passei anunciando o Reino. 26 Portanto, hoje dou testemunho diante de todos vós: eu não sou responsável se algum de vós se perder, 27 pois não deixei de vos anunciar todo o projeto de Deus a vosso respeito”.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.


Salmo Responsorial — Sl 67(68), 10-11. 20-21 (R 33a)

Reinos da terra, cantai ao Senhor.

Derramastes lá do alto uma chuva generosa, e vossa terra, vossa herança, já cansada, renovastes; e ali vosso rebanho encontrou sua morada; com carinho preparastes essa terra para o pobre.
Reinos da terra, cantai ao Senhor.

Bendito seja Deus, bendito seja cada dia, o Deus da nossa salvação, que carrega os nossos fardos! Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador; o Senhor, só o Senhor, nos poderá livrar da morte!
Reinos da terra, cantai ao Senhor.

Rogarei ao meu Pai e ele há de enviar-vos um outro Paráclito, que há de permanecer eternamente convosco. (Jo 14, 16)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.


Evangelho — Jo 17, 1-11a

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, 2 e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste.

3 Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. 4 Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. 5 E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse.

6 Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. 7 Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, 8 pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste.

9 Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10 Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. 11a Já não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.


PALAVRA DE VIDA
Chegou a hora… (Jo 17,1-11a)

Quando o Verbo de Deus se encarnou, nascendo de Mulher, ele entrou em nossa história e, por isso mesmo, ficou situado no tempo, com todas as injunções e limitações de nossa condição humana, feita de uma sequência de dias e noites, semanas e décadas. À medida que o tempo ia passando, Jesus de Nazaré crescia, à espera de sua “hora”. Nas bodas de Caná de Galileia, diante da solicitação de sua mãe, ele chega a dizer: “Minha hora ainda não chegou” (Jo 2,4).

Agora, porém, às vésperas de sua Paixão, Jesus sabe que chegou a sua hora. Em sua agonia no Getsêmani, ele repetirá: “Chegou a hora!” (Mt 26,45) E tem consciência de que este é o momento de rezar mais que nunca, assumindo seu papel de intercessor, como prometera em Jo 14,6: “Eu pedirei ao Pai, e ele vos dará um outro Paráclito, que ficará para sempre convosco”. É quando ele consuma seu amor pelos seus, na prece conhecida como a “oração sacerdotal” de Jesus.

Louis Bouyer comenta a passagem do Evangelho: “Esta oração começa reunindo da maneira mais direta a Paixão e a glorificação de Cristo. Jesus recebeu pleno poder sobre ‘toda carne’ para comunicar aos homens a Vida eterna, que é essencialmente conhecimento de Deus e daquele que ele enviou”. De fato, Jesus deixa transparecer que ele nos dá a Vida ao nos transmitir o conhecimento efetivo daquilo que Deus é. E pela comunicação da Vida, Deus é glorificado na terra.

“O Filho, que estava na Glória do Pai desde toda a eternidade, tomou sobre si a fragilidade da carne para que, sendo glorificado nessa carne que tomou deles, por ela associe os homens à sua Glória.” Autêntico portador da palavra eterna do Pai, o Filho vem para transmiti-la aos homens, que poderão acolhê-la em um ato de fé, crendo que Jesus é de fato o Enviado do Pai.

É exatamente por esses discípulos que Jesus está em oração. Ao dizer que “não roga pelo mundo”, ele traça uma linha divisória entre aqueles que creem e os que não creem na salvação oferecida gratuitamente pelo Pai, na pessoa do Filho. Em consequência, se acontece uma exclusão, ela não vem do Pai, mas brota da própria recusa dos convidados ao banquete da salvação.

Na sequência (cf. Jo 17,11bss), transparece o papel “separador” da Palavra oferecida à humanidade, de modo que os que a acolhem já “não são deste mundo”. Espada afiada (cf. Hb 4,12), a Palavra de Deus realiza o discernimento entre os que se salvam e aqueles que se perdem.

Orai sem cessar: “Conservo a tua palavra no meu coração…” (Sl 119,11)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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