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LITURGIA

Liturgia Diária

Liturgia de 19 de setembro de 2026

Sábado da 24ª Semana do Tempo Comum

Memória Facultativa
Santa Maria no sábado ou São Januário, Bispo e Mártir

Antífona de entrada

Dai paz, Senhor, aos que em vós esperam, para confirmar a veracidade dos vossos profetas; escutai as preces do vosso servo e vosso povo Israel. (Cf. Eclo 36, 18)

Coleta

Ó Deus, vós que criais e governais todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos a ação da vossa misericórdia, dai-nos a graça de vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Primeira Leitura — 1Cor 15, 35-37. 42-49

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos, 35 alguém perguntará? Como ressuscitam os mortos? 36 Insensato! O que semeias não nasce sem antes morrer. 37 E, quando semeias, não semeias o corpo da planta, que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo, ou de alguma outra planta.

42 Pois assim será também a ressurreição dos mortos. Semeia-se em corrupção e ressuscita-se em incorrupção. 43 Semeia-se em ignomínia, e ressuscita-se em glória. Semeia-se em fraqueza, e ressuscita-se em vigor. 44 Semeia-se um corpo animal, e ressuscita-se um corpo espiritual. Se há um corpo animal, há também um espiritual.

45 Por isso está escrito: o primeiro homem, Adão, “foi um ser vivo”. O segundo Adão é um espírito vivificante. 46 Veio primeiro não o homem espiritual, mas o homem natural; depois é que veio o homem espiritual. 47 O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo homem vem do céu. 48 Como foi o homem terrestre, assim também são as pessoas terrestres; e como é o homem celeste, assim também vão ser as pessoas celestes. 49 E como já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 55(56), 10. 11-12. 13-14 (R. cf. 14c)

Na presença do Senhor, andarei na luz da vida.

Meus inimigos haverão de recuar em qualquer dia em que eu vos invocar; tenho certeza: o Senhor está comigo.
Na presença do Senhor, andarei na luz da vida.

Confio em Deus e louvarei sua promessa; é no Senhor que eu confio e nada temo: que poderia contra mim um ser mortal?
Na presença do Senhor, andarei na luz da vida.

Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, e vos oferto um sacrifício de louvor, porque da morte arrancastes minha vida e não deixastes os meus pés escorregarem, para que eu ande na presença do Senhor, na presença do Senhor na luz da vida.
Na presença do Senhor, andarei na luz da vida.

Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Cf. Lc 8, 15)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Lc 8, 4-15

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 4 reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola:

5 “O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram. 6 Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. 7 Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. 8 Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”. Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.

9 Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. 10 Jesus respondeu: “A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam. 11 A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. 12 Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. 13 Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. 14 Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo, são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. 15 E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

PALAVRA DE VIDA
A sua semente… (Lc 8,4-15)

Ao propor esta parábola, o próprio Jesus se identifica com o semeador, aquele que “sai”, isto é, deixa o seio da Trindade para se encarnar e vir ao terreno da humanidade. É dele toda a iniciativa nessa plantação… Mas Jesus Cristo é também a própria semente – a Palavra/Verbo de Deus – que nos é oferecida como puro dom, presente da filantropia divina, com a intenção de dar frutos de vida em nós e entre nós.

A terra semeada é bem a imagem da humanidade em seu todo, mas também o retrato de cada um de nós com sua realidade e seus condicionamentos. E isto pode oferecer alguma resistência à semente recebida. Todos nós temos nossos preconceitos petrificados … nossas feridas… nossos medos… nossos apegos… o ranço das ideologias, como racismo e o sexismo…

Mas o Semeador não faz nenhuma acepção de pessoas. Semeia à mão cheia. Não teme desperdiçar a sua semente na terra dura como asfalto… Não exclui os espinheiros e as pragas… Ele aposta na esperança, pois acredita que, ao fim de tudo, existe uma colheita à sua espera. E se tivermos trigo, Ele mesmo será nosso pão.

Em tempos de preocupação com a produtividade e o lucro, deveríamos ficar espantados com a prodigalidade do semeador desta parábola. Ele semeia em todo tipo de terreno, mesmo naqueles onde iríamos considerar a semeadura como um desperdício.

Quando fui convocado a participar de uma equipe de Pastoral Carcerária, encontrei oposição mesmo dentro de minha família. A reação era mais ou menos assim: “Mas eles não são criminosos? Não roubaram, mataram e traficaram? Então…” E ficava no ar um sentimento de inutilidade. Como se o Evangelho se dirigisse apenas às freiras e às mocinhas do antigo Curso Normal. No presídio de segurança máxima, com 900 bandidos, seria um desperdício…

Ora, todo semeador deve enfrentar riscos. Não deve temer o desperdício. A terra não precisa merecer a semente. Quem planta não tem ilusões. Há tempos de seca… inundações… gafanhotos… viroses… a cochonilha e o pulgão… Existem terrenos virgens. Outros estão cheios de pragas. Mas a esperança orienta o semeador para o futuro. É por isso que ele espera. E Jesus, o semeador, continua esperando…

Orai sem cessar: “__Quem semeia entre lágrimas colherá com alegria…” (Sl 126,5)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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